Carreiras alternativas para músicos profissionais

Carreiras alternativas para músicos profissionais

Vocês gostam de música e é por isso que tocam. Muitas vezes o sonho de um músico que está a começar é tocar as suas próprias composições e mostrá-las ao mundo, em palco para milhares de pessoas. Nem sempre isso chega a acontecer, e ter uma banda de originais acaba por ser mais uma teimosia do que uma opção de carreira musical.

Um bom músico, que queira ganhar a vida a fazer o que gosta, tem várias possibilidades para ganhar dinheiro a tocar e, no fundo, é tudo uma questão de contexto. Vamos ver algumas possibilidades.

Músico de rua

Não há palco mais difícil que a rua: o público está de passagem e temos que criar logo uma boa impressão para ganhar alguns trocos. É uma experiência exigente e desafiante, e a menos confortável de todas. Muitos músicos conhecidos tiveram essa experiência, como o Jorge Palma, ou o Ed Sheeran. Outros ficaram conhecidos por serem mesmo muito bons executantes e darem um espetáculo de arromba para quem passa. Se quiserem seguir por esta via, escolham bem o sítio onde vão tocar, para terem o máximo de público e respeitarem a concorrência, e vejam sempre se é necessário ter alguma espécie de licença.

Bandas de covers

Quem toca em bandas de versões tem a oportunidade de tocar as músicas que normalmente ouve e de que mais gosta. Em Portugal há centenas de bares que recebem bandas ou músicos a solo para tocarem aquelas canções que toda a gente sabe ou pelo menos conhecem o refrão.

Um bar é um ambiente menos agressivo que a rua, mas é preciso perceber que muitos dos clientes do bar não estão lá especificamente para vos ouvir, mas para estar com os amigos, por isso não fiquem ofendidos se não vos ligarem muito.

É um formato que pede muito conhecimento dos clássicos e das últimas canções que andam na berra, para se criar um repertório apelativo e longo, porque se o vosso concerto durar apenas uma hora é porque correu mal.

Podem sempre entrar para uma banda de tributo a um músico, banda ou género específicos, mas aí estão a trabalhar para nichos de mercado.

Bandas de baile

Tocar numa banda de baile é das coisas mais exigentes e divertidas que um músico pode fazer: exigente porque são muitas músicas que parecem simples, mas não são; divertida porque fazer dançar centenas de pessoas num arraial popular e pleno verão dá muito gozo. É preciso gostar da música que se toca, mas também é preciso ter respeito por quem assiste ao vosso espetáculo.

Um concerto de uma boa banda de baile assemelha-se a uma maratona em corta-mato, já que não é só um género que é abordado: desde a música popular portuguesa à latino-americana, passando hoje em dia também pela de influência africana e de dança, uma boa banda de baile apela a gerações diferentes e terá de ser resistente para durar 3 horas de concerto e repetir tudo de novo numa outra aldeia ou vila no dia seguinte.

É das possibilidades mais rentáveis já que, se o vosso espetáculo for mesmo bom, são bem pagos e terão grande parte das noites de verão preenchidas com trabalho.

Tocar em casamentos

Uma banda de casamentos tem uma responsabilidade fortíssima que é servir de banda sonora para um dia muito especial. As estrelas não são vocês, mas os noivos. Normalmente implica um planeamento prévio com os clientes para se escolher as músicas certas para momentos específicos do evento.

As duas palavras chave são discrição e perfeição: como dissemos, as estrelas não são vocês e não há espaço para falhas. O traje é formal, mas podem ganhar mais dinheiro a tocar menos tempo, o que dá sempre para um fato ou um vestido novos.

Músico de estúdio

Não é para todos, apenas para os melhores. E os melhores são os que aprendem rapidamente as músicas e as executam sem hesitações. Dá muito jeito conhecer gente no ramo da produção musical para serem chamados mas se forem fiáveis na entrega, terão muitas oportunidades. Se acham que é uma chatice, lembrem-se que o Jimmy Page, que tocou numa banda chamada Led Zeppelin, começou a sua carreira como músico de sessão, estando presente em alguns dos maiores sucessos dos anos 60, como este Downtown, da Petula Clark.

Professor de música

Não precisam de tocar para ganhar dinheiro com a música, podem também partilhar e ensinar o que sabem. Um bom professor está sempre a aprender, pelo que é também um desafio pessoal para vocês. Quanto mais souberem, mais terão para ensinar, o que matematicamente são mais aulas para dar. Mais aulas, mais dinheiro. Melhores aulas, mais alunos, logo, mais dinheiro também. E podem fazer isso em casa, numa escola, ou no YouTube.

Outras

Se tiverem capacidade para isso, podem trabalhar como arranjadores e ensaiadores de grupos corais ou musicais de amadores, ou de bandas filarmónicas, especialmente se já pertenceram a uma. Ou então podem tentar ser o apoio de uma banda conhecida como roadie, que é alguém que é músico e percebe o que é estar em palco e tudo o que é preciso para que o concerto corra bem. Não é a vossa música, mas fazem parte do processo de lhe dar vida.

Podem também combinar estas várias possibilidades e ter uma banda de baile ou de covers que também faz casamentos, com quem tocam nos intervalos das gravações em estúdio para outros músicos. Ou tocar em cruzeiros ou casinos como parte da banda residente.

Trabalho é trabalho, mas se trabalharem numa coisa que gostam então não custa nada.

Que outras atividades lucrativas conhecem para músicos? Partilhem-nas connosco na caixa de comentários.

Toquem a vossa música ou a dos outros, visitem a loja online do Salão Musical de Lisboa e comprem o melhor equipamento aos melhores preços.

Publicado no dia 2018-04-20 por Salão Musical de Lisboa Atualidade 0 436

Deixar um comentárioDeixar uma resposta

Tem que ter a sessão iniciada para poder comentar este artigo.

Procurar no blog

Categorias do blog

Sem produtos

A ser calculado Portes de envio
0,00€ IVA
0,00€ Total

O preço incluí IVA

Pagar