Dia Mundial do Rock:  é tudo uma questão de atitude

Dia Mundial do Rock: é tudo uma questão de atitude

No dia 13 de Julho os nossos irmãos brasileiros celebram o Dia Mundial do Rock, o estilo musical que ultrapassou fronteiras, criou um novo grupo de humanos - os adolescentes - e serviu para unir raças, povos, deitar muros abaixo e chamar a atenção para os problemas do mundo.

O Dia Mundial do Rock nasce dessa forma: em 1985, Bob Geldof juntou as estrelas maiores do firmamento do Rock da altura para o Live Aid, um evento de solidariedade para terminar a fome na Etiópia, dividido por diversos locais no planeta, sendo os principais o estádio de Wembley em Londres (Reino Unido), e o de John F. Kennedy em Filadélfia (Estados Unidos).

Algumas das bandas convidadas eram superestrelas na altura, ou quase. No cartaz constavam nomes como Madonna, B.B.King, Bob Dylan, Spandau Ballet, Led Zeppelin, só para dizer algumas. Se dissermos todas temos mais 15 linhas com um rol de lendas da música.

Mas o momento de que todos se recordam foi quando os Queen subiram ao palco e deram aquela que é considerada uma das melhores actuações de sempre.

Phil Collins, mais recentemente reconhecido pelas bandas sonoras para a filmes da Disney mas na altura membro dos Genesis e um baterista de grande categoria, gostou tanto do ambiente que desejou que esse dia, 13 de Julho, fosse considerado para sempre o Dia do Rock.

A ideia não pegou pelo mundo fora, até porque muita gente acha que o Phil Collins não deve ter voto na matéria e há datas mais relevantes para assinalar o dia do Rock. Mas no Brasil, um conjunto de radialistas pegou na ideia e com a generosidade que é própria do povo brasileiro, decidiu decretar 13 de Julho como Dia Mundial do Rock, porque é para todo o mundo curtir, sacou? Nós alinhamos.

O Rock é, em todas as suas variantes, o género musical mais importante da música popular do século XX. Mais do que um conjunto de características estéticas ou sonoras, é uma atitude perante a vida, uma forma de comportamento que já vinha se calhar desde Mozart e que continua noutros estilos mais recentes, como na música urbana moderna.

Mas a sua cristalização em suporte reproduzível acontece num pequeno estúdio em Memphis, propriedade de um tal Sam Phillips, chamado Sun Records. Phillips teve o engenho de descobrir um pequeno grupo de músicos que bebiam de várias origens da música tradicional americana, do country ao blues, e deram raiva, sexo e alegria às suas criações, contrastando com tudo o que se tinha feito até então: Jerry Lee Lewis, Johnny Cash, Carl Perkins e Elvis Presley.

Só o jazz competia com o furacão que era este género musical em termos de inovação, garra e expressão pessoal. Era uma linguagem nova, falada na primeira pessoa e dirigida ao ouvinte, com intenção, o que os mais conservadores consideraram logo de mau tom. Foi perseguido e proscrito, mas o que é proibido é sempre mais divertido e apetecido. E isso ajudou a que se estabelecesse e ganhasse uma identidade forte.

A história do Rock é longa e ramifica-se por sub-estilos, variações e perversões, mas na base estava um sentimento de rebeldia e afirmação do indivíduo perante a sociedade, de forma visceral.O Rock é a representação dessa energia, debitada por instrumentos amplificados, e personificada por rebeldes sem causa, normalmente de calças justinhas e cabelos compridos. É uma imagem romântica que se desvaneceu com o tempo, mas tudo muda,e as modas também.

Há quem ache que o rock morreu ali pelos meados dos anos 90, o ano em que os blues parecem ter desaparecido das linhas de guitarra. E não estamos a falar de pentatónicas com uma nota azul pelo meio, mas do sentimento que a música feita por guitarras elétricas tinha.

Achamos que as notícias da sua morte são exageradas. Tal como o genial filósofo barra músico barra provocador Frank Zappa uma vez disse, referindo-se ao Jazz: “Não morreu, apenas tem um cheiro esquisito”. A mesma ideia pode ser aplicada ao Rock.

No pior dos casos, está mais docinho, pelo menos nas suas versões mais populares. Mas com tantos músicos pelo mundo fora, acreditamos que haja sempre alguém a criar rock and roll, independentemente da linguagem e das ferramentas utilizadas. É tudo uma questão de atitude.

O Dia Mundial do Rock pode ser uma ideia organizada lá do outro lado do Atlântico, mas é partilhada por nós aqui no Salão Musical de Lisboa. Temos tudo o que precisam para transformar a vossa atitude em música, desde guitarras elétricas a baterias, de pianos a sintetizadores.

Publicado no dia 2019-07-12 por Salão Musical de Lisboa Atualidade 0 110

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