Como fazer música assustadora para o Dia das Bruxas

Como fazer música assustadora para o Dia das Bruxas

Quem é que não estremeceu com as facadas de violinos na cena do duche no Psycho de Alfred Hitchcock? Ou com os sons do outro mundo que nos deixam desconfortáveis no 10 Cloverfield Lane? A música num filme de terror é tão importante (ou mais) que todos os efeitos especiais.

A audição é capaz de ser o nosso sentido mais afinado para detetar situações de perigo. Não é por acaso que os alarmes - dos carros ou de incêndio -  são principalmente sonoros. É a forma mais física de pressentir o perigo ainda antes de se ter revelado. E os compositores de bandas sonoras de filmes assustadores sabem como explorar isso até ao fundo da espinha.

Por exemplo, vamos ouvir o que o compositor Bear McCreary - autor de bandas sonoras de séries como The Walking Dead - fez para o mencionado 10 Cloverfield Lane.

O resultado final é o conjunto de sonoridades de instrumentos de arco, mas também de instrumentos mais estranhos como o Blaster Beam e de sons captados para efeitos aurais ou pontuações percussivas como caixotes ou correntes. 

Percebe-se que há instrumentos que dão um toque especial à estética sonora dos filmes de terror. 

Blaster Beam 

Este instrumento não é dos mais portáteis mas o seu som está connosco para sempre nos nossos pesadelos. Podemos ouvi-lo em filmes como Star Wars II - Ataque dos Clones e, como vimos, no 10 Cloverfield Lane. Também o podemos ouvir no Beat it, o clássico de Michael Jackson.

Basicamente, o Blaster Beam é uma estrutura de metal de quase 6 metros, com umas dezenas de cordas de cobre esticadas como se fosse uma guitarra de pedal steel gigante, e que pode ser tocada de diversas formas, como se fosse um instrumento preparado. Vejam aqui uma pequena demonstração.



Theremin

O theremin  explodiu nos anos 50 com os filmes ficção científica, dando um tom sobrenatural e fantástico às bandas sonoras, tendo sido depois aproveitado nos anos 60 pela música psicadélica, para o mesmo efeito. Criado em 1920, é o instrumento musical eletrónico mais antigo e o único que se toca sem lhe tocarmos. Assustador, não é?  

A compositora Carolina Eyck faz aqui uma demonstração das possibilidades deste mítico instrumento, usando pedais de efeitos de uma marca que bem conhecem: Digital Delay, Super Octave, Harmonist e uma loop station.

Waterphone

De Poltergeist a Alien, o som deste instrumento tem causado desconforto aos espectadores de alguns dos mais clássicos filmes de terror de sempre. E também serve para chamar baleias. De construção aparentemente simples, é um instrumento com um potencial tenebroso que não deixa ninguém indiferente.

E depois, temos a Máquina de Fazer Pesadelos. Recomendamos que não visitem esse link se estiverem sozinhos e for de noite.

Como fazer música assustadora com instrumentos “normais”?

Qualquer instrumento pode produzir sons assustadores, basta imaginação. Mas há uns com que podemos chegar lá mais depressa. Violinos e outros instrumentos de arco têm características que os tornam ideais para fazer música assustadora, como a possibilidade de fazer glissandos, a manutenção de notas durante muito tempo e uma dinâmica que pode ir do pianissimo ao fortissimo, para além de, em conjunto, suportarem dissonâncias e polirritmias de causar arritmias. 

Outros instrumentos assustadores pela sua potência, sonoridade e seriedade são os órgãos de tubos. Como, provavelmente, não vivem numa igreja com um, podem sempre escolher um teclado eletrónico ou um sintetizador para emular esse e outros instrumentos. Se adicionarem os pedais de efeitos ou as pedaleiras certos ao vosso equipamento, podem pintar com tonalidades mais macabras a vossa música ou design de som, quer toquem guitarra quer usem apenas a vossa voz, por exemplo.

Com uma placa de áudio e um computador, podem gravar até uma guitarra acústica e transformar o seu som em algo que parece invocar espíritos de outros planos da existência. Ou da não existência… 

Fazer sons assustadores é mais fácil do que pensam. Existem algumas convenções e técnicas estabelecidas mas passa muito pelo instinto e pela escolha dos sons. E capacidade de composição como podemos ver neste vídeo sobre a ciência da música assustadora pelo Rick Beato. Porque, como dissemos no início, este tipo de música tem muita Física envolvida. 

Sabem o que não é assustador? Comprar no Salão Musical de Lisboa. É simples, rápido e seguro. E os preços também não metem medo a ninguém. Façam-nos uma visita.

Publicado no dia 2020-10-27 por Salão Musical de Lisboa Atualidade 0 97

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