Microfones com fio ou sem fio: guia de compra para palco e apresentações
Guia prático para escolher entre microfone com fio e microfone sem fio. Vantagens, limites, cenários de uso e dicas de teste para palco, auditórios e apresentações.
Se estão a pensar comprar um microfone, já devem ter tido esta dúvida: com fio ou sem fio? A escolha parece simples, mas o uso pretendido e as condições que têm, sobretudo em palco, em auditórios e em eventos onde várias pessoas intervêm, são factores que irão determinar a vossa escolha.
Neste guia, vamos ajudar-vos a perceber as diferenças, as vantagens e as desvantagens de cada opção, como funcionam num cenário real, seja em palco, auditório, escola, igreja, conferência, banda, orador, ou contexto de formação. No fim, poderão decidir qual é a melhor solução para o vosso caso e temos algumas sugestões para não terem que procurar muito pelas melhores opções.
Índice
Microfone com fio ou sem fio: como decidir em 2 minutos
Vantagens e limites dos microfones com fio
Vantagens e limites dos microfones sem fio.
Como funciona um microfone com fio e sem fio
Transmissor, cápsula e recetor
Cenários de uso: escolher o sistema certo para o vosso contexto
Cantor ou banda em palco pequeno
Banda com vários elementos e trocas rápidas
Vocalista que toca guitarra ou teclas
Apresentações em auditório, igrejas, escola ou instituição
Teatro, dança e eventos corporativos
Equipa técnica e orçamento reduzidos
O que avaliar antes de comprar um microfone
Conforto, ruído de manuseamento e consistência de voz
Como testar na loja e no primeiro ensaio
Modelos de microfone com fio e sem fio: guia de compra rápido
Conclusão: a escolha certa para o vosso palco e o vosso espaço
Microfone com fio ou sem fio: como decidir em 2 minutos
Façam estas duas perguntas.
- O utilizador do microfone (sejam vocês ou outro) preciso mesmo de se mexer com liberdade, enquanto fala ou canta? Se a resposta for sim, o sem fio ganha peso. Se a resposta for não, o microfone com fio é a solução mais simples e com menos possibilidades de falha.
- Quem vai operar o microfone? Se é sempre a mesma pessoa, com alguma rotina, o sem fio é fácil de gerir. Se é um sistema em que qualquer pessoa pode pegar e usar, como em escolas, associações, auditórios e instituições, o com fio tende a ser mais previsível.
Há um terceiro critério que resolve muitas indecisões. Qual é o plano B? Se o evento é importante, convém terem um microfone com fio pronto a usar, mesmo que a escolha principal seja sem fio.
Leiam Microfones dinâmicos e de condensador: as diferenças
Vantagens e limites dos microfones com fio
Um microfone com fio continua a ser a compra mais sensata em muitos casos. É fiável desde que o cabo seja fiável e não necessita de mais nenhum tipo de equipamento.
Funciona muito bem em auditórios com púlpito fixo, em salas de ensaio, em pequenos bares, em escolas e em situações em que o microfone fica num tripé e a pessoa fala ou canta quase sem se mover. Também é excelente como primeiro microfone, para aprenderem técnica de captação e ganharem consistência antes de acrescentarem variáveis.
Outra vantagem, para alguns engenheiros de som, é que para o encontrar no meio do caos (às vezes acontece) basta seguir o cabo. Um microfone sem fio pode desaparecer no meio da multidão em demonstrações de crowdsurfing ou quando é arremessado por um vocalista frustrado com problemas de som (também já aconteceu).
Por serem um equipamento que funciona por si só, é também mais barato que um modelo sem fios.
Vantagens e limites dos microfones sem fio.
A maior vantagem é, obviamente, a mobilidade. Podem circular em palco, ir para o meio do público, mudar de posição sem terem que puxar cabos atrás e sem risco de tropeções (vossos ou alheios). Para cantores que estão sempre a correr de um lado para o outro, ou oradores que gostam de interagir com os espectadores, esta solução muda completamente a dinâmica do espetáculo, palestra ou cultos em igrejas.
A preparação é fundamental. Antes do evento começar é preciso percorrer uma checklist para que tudo corra bem: pilhas novas e verificadas; teste de som com movimento, não só parados. E um plano B com microfone com fio, sobretudo em eventos institucionais e apresentações de maior impacto.
Depois há a parte técnica e logística. Um sistema sem fio usa um recetor e um transmissor, que precisam de alimentação. O sinal é transmitido num canal que pode sofrer com interferências externas, que devem ter em conta, apesar de ser cada vez menos comum.
Estabelecendo uma rotina, o sem fio passa a ser tão natural quanto um microfone com fio.
Conheçam os Microfones sE Electronics: microfones para palco e estúdio
Como funciona um microfone com fio e sem fio
Os microfones com fio e sem fio funcionam da mesam maneira na fase de captação. A forma como o som é transmitido é que muda.
Transmissor, cápsula e recetor
A cápsula é a parte que capta a voz, é a quela parte que está protegida sob a grelha do microfone. Mesmo sem entrarem em especificações, vale a pena saber isto. A sensação de voz, a forma como o microfone responde a plosivas e o comportamento com monitores dependem muito desta parte.
Captado o sinal, muda a forma como ele é transmitido: o microfone com fio usa um cabo, normalmente um XLR; o microfone sem fio usa um transmissor rádio.
Num microfone de mão, o transmissor está integrado no próprio microfone. No caso de um headset, o transmissor costuma ser um caixa que pode ser colocado num bolso ou preso por um clip ao vestuário.
O recetor recebe o sinal e envia-o para o sistema de som. Se as pilhas estão boas, se o canal não tiver interferências, se não houver bloqueios no sinal, o som é igual a um microfone com fio.
Cenários de uso: escolher o sistema certo para o vosso contexto
Agora que percebem as questões técnicas, vamos para as utilizações práticas, para que invistam no equipamento ideal para a vossa situação.
Cantor ou banda em palco pequeno
Se cantam num palco pequeno e ficam quase sempre no mesmo sítio, um microfone com fio é a melhor opção. Invistam num tripé de qualidade para poderem ter as mãos livres, se também tocarem um instrumento ou se quiserem ser mais expressivos.
Se o palco é pequeno, mas gostam de circular e falar com o público, um sistema sem fio oferece outro tipo de dinâmica.
Se comprarem um microfone sem fio para um palco pequeno, para depois ficar sempre no mesmo sítio, estão a pagar por vantagens que não aproveitam.
Banda com vários elementos e trocas rápidas
Quando há vários músicos e entradas rápidas, o sem fio ajuda porque reduz a quantidade de cabos em zonas de passagem. Também facilita quando o vocalista precisa de se virar para comunicar com a banda sem ficar preso ao centro do palco.
Muitas bandas ficam bem servidas com uma configuração mista. Um microfone sem fio para o vocalista principal e microfones com fio para as restantes vozes ou como reserva. O cabo é um plano B imediato e salva atuações.
Vocalista que toca guitarra ou teclas
Aqui o problema é óbvio, se tocam um instrumento precisam das mãos livres. A solução com fio implica um tripé, ou vários tripés e microfones pois há vocalistas que tocam instrumentos diferentes e apenas em algumas músicas, e têm que se deslocar em palco, pontualmente.
Um microfone sem fio pode ser a solução, mas implica que o vocalista esteja atento ao seu posicionamento no tripé, o que é mais uma coisa em que tem de pensar. Um microfone com fio fixo, com um canal já definido na mesa de mistura, é sempre a solução mais simples. A música acaba, o vocalista volta ao ponto de partida, baixa-se a via e abre-se a do microfone que ele vai usar a seguir.
Em alguns tipos de atuações, como as que usam coreografias elaboradas, e os vocalistas estão a dançar, um microfone sem fios é uma opção pois reduz o risco de haver bailarinos a tropeçar em palco. A solução ideal para atuações mais complexas é um headset sem fio, que pode ser também útil para teatro, musical ou não.

Microfone headset, sem fios
O ponto prático é este. Headset exige alguma adaptação. A distância à boca é fixa. Isso é ótimo para consistência, mas obriga-vos a controlar melhor a dinâmica e a articulação. Se falam muito alto e muito perto, podem saturar o sistema de som. Se falam baixo, o som pode perder presença. O teste antes de começar é parte do trabalho.
Mesmo como público, vejam como os artistas usam este tipo de microfones e como se adaptam a eles. É preciso que ensaiem com este sistema e se habituem, especialmente os que se habituaram ao microfone como âncora para estarem em palco.
Vejam a Lista de equipamento essencial para vocalistas
Apresentações em auditório, igrejas, escola ou instituição
Aqui a questão é quem vai usar o microfone.
Se são apresentações com pessoas diferentes a cada sessão, a simplicidade decide. Um microfone com fio num tripé, com regras simples de uso, costuma gerar menos problemas. Se o orador fica perto do púlpito, o microfone com fio é uma escolha segura.
Se o orador circula e precisa de apontar para slides, interagir com o público ou conduzir dinâmicas, o microfone sem fio oferece mais liberdade.
Apresentações no formato TED Talks podem beneficiar de um headset sem fios já que remove um elemento estranho e permite aos oradores expressarem-se de forma mais natural.
É que falar para um microfone exige alguma habituação, e a maioria das pessoas já está preocupada com falar em público, lembrar-se do que tem para dizer e de como o vai dizer. Remover a questão técnica da proximidade e de falar sempre para o microfone (especialmente pessoas que falam muito com as mãos) ajuda a que tudo corra sem dificuldade.
Leiam Como não usar o microfone: 5 erros comuns na utilização do microfone
Teatro, dança e eventos corporativos
No teatro, a clareza de discurso manda e a estética importa. Aqui, o headset é quase sempre a solução mais limpa. Permite manter volume e inteligibilidade mesmo com movimento. Também reduz o ruído de manuseamento, que aparece muitas vezes em microfones de mão.
Como dissemos anteriormente, se há encenação, coreografia ou várias entradas, precisam de testar em movimento e com o som do espaço. Os atores, cantores e oradores precisam de saber falar para este sistema, que tem uma sensibilidade diferente dos microfones normais. Evitem usar este sistema em situações em que o utilizador não está habituado a falar com microfone e não há possibilidade de ensaio.
Equipa técnica e orçamento reduzidos
Em contextos com uma equipa técnica reduzida ou pouco experiente, quanto menos surpresas e imprevistos, melhor. Muitas vezes, isto significa ter a opção de microfone com fio sempre que possível e usar microfones sem fio só quando a mobilidade é indispensável.
Se o orçamento é apertado e está a começar, comprem primeiro um bom microfone com fio. Vão aprender a técnica base que irão usar em qualquer sistema de som e vão ter um plano B para sempre. Quando sentirem que a mobilidade é uma necessidade real, então faz sentido passar para um microfone sem fio.
Conheçam o Shure SM57: o microfone mais versátil de sempre
O que avaliar antes de comprar um microfone
O microfone com fio é fácil de comprar. Existem opções muito acessíveis e duradouras, tão fiáveis que, se tiverem problemas, muito provavelmente têm origem nos acessórios (cabos, mesas, tripés). Se não sabem que tipo de microfone devem escolher, leiam o nosso artigo dedicado aos vários tipos de microfone que existem no mercado.
Leiam o nosso Guia rápido para escolher um microfone
Um sistema sem fios - porque é isso que estão a comprar, não apenas um microfone mas um sistema de captação e transmissão de sinal áudio - exige outra atenção.
Fiabilidade em palco
O vosso objetivo é reduzir variáveis. Comprem um sistema completo e criem rotinas. Não deixem tudo para o dia do evento. Se houver ensaio, usem o sistema no ensaio. Os utilizadores têm que se habituar ao sistema, seja um modelo de mão ou um headset.
Ou seja, o cantor, ator ou orador tem que se lembrar onde pousaram o microfone quando foram tocar um instrumento ou precisaram usar as mãos para fazer alguma coisa. No caso de um headset, têm que criar o hábito de aprender a falar e a cantar com ele.
Quem está a operar a mesa também tem que saber o que é que deve ser transmitido ou não. Como pode ser levado para qualquer lado, é natural que o utilizador se esqueça de que tem um microfone ligado quando sai da área de atuação. Isto evita embaraços e ruído.
Autonomia e rotina de pilhas
Tratem as pilhas como parte do equipamento. Guardem pilhas extra no saco do microfone, e guardem mais noutro saco, porque vai chegar o dia em que vão precisar dessa reserva. Criem o hábito de as trocar e verificar antes de eventos importantes. Isto evita a falha mais comum em microfones sem fio, que é ficar sem energia para o transmissor, especialmente quando o evento dura mais do que o esperado.
Por isso, devem analisar a autonomia do microfone, tanto em distância de transmissão como em duração de utilização. E, depois de o comprar, testar essa autonomia. E lembrem-se que as pilhas não são todas iguais. Vejam as que vos oferecem maior fiabilidade e previsibilidade e comprem um monte delas.
Conforto, ruído de manuseamento e consistência de voz
Isto serve para microfones com fio e sem fio. Se usarem um microfone de mão, segurem-no como vão segurar em palco. Falem e cantem. Movam-se. O ruído de manuseamento e a forma como o vosso som se mantém consistente são muito importantes, assim como se fala ou canta para eles.
Sempre que possível, ensaiem com o utilizador do microfone. Há quem goste de tamborilar com os dedos no corpo do microfone, o que, num concerto, não afeta muito, mas em conferências nota-se. Há também quem esteja sempre a espremer o microfone com os nervos, e quem se esqueça de falar para ele, criando variações de volume. Quanto mais nervoso e inexperiente for o utilizador, melhor o uso de um tripé, bem ajustado à altura do utilizador.
Com um headset, testem conforto e estabilidade. Um headset que escorrega ou incomoda fisicamente vai distrair o utilizador durante a atuação.
Como testar na loja e no primeiro ensaio
Apesar de existir uma forte probabilidade de comprarem o vosso microfone online, podem sempre fazê-lo em presença numa loja. É sempre amelhor solução, apesar de haver limitações. Nem sempre dá para experimentar o microfone ligado a um PA e, se isso acontecer, é num espaço que não reflete as condições reais de utilização.
Mas, mesmo com headphones, podem ter uma ideia de como o microfone reage à voz e à manipulação.
Primeiro, testem discurso e canto. Alternem entre voz falada e cantada, mesmo que sejam oradores. A voz muda e o microfone responde de forma diferente.
Segundo, testem distância. Aproximem e afastem. Isto mostra-vos como o microfone reage ao efeito de proximidade: quanto mais perto, mais pronunciados ficam os graves, e menos detalhe nos médios e agudos.
Terceiro, testem como funciona o vosso microfone em movimento. O sistema sem fios existe para isto. Se só o testarem parados, não sabem como é que o sistema funciona com bloqueios físicos, até que distância o sinal se degrada, se é sensível a interferências. Com fio, o cabo provoca ruído quando se movem? Um bom microfone estará bem isolado mas alguns modelos mais baratos podem criar esse problema.
Quarto, testem plosivas. Digam frases com P e B. Se o som estala, precisam de ajustar técnica e, em alguns casos, posição. Não é um problema do microfone, é uma competência técnica de quem o vai usar. Vejam esponjas e se o microfone tem um pop filter integrado. No geral, basta saber para onde falar ou cantar, e ajustar de acordo com a intensidade. É algo que se aprende e ensaia.
Modelos de microfone com fio e sem fio: guia de compra rápido
Aqui ficam recomendações de microfone com fio e sem fio, para cada um dos cenários que abordámos e que podem comprar no Salão Musical.
Microfones com fio
Shure SM58 LCE
Ideal para: voz ao vivo em palcos de todos os tamanhos, ensaios, salas de espetáculo, bandas de covers.
Porquê escolher: é uma referência para voz por ter resposta ajustada para canto e fala, filtro anti pop integrado e padrão cardioide, o que ajuda a isolar a voz e a reduzir ruído de fundo.
Nota: se precisam de mais rejeição lateral e mais foco em palco (por exemplo, bateria muito perto), podem preferir um modelo supercardioide.

Shure Beta 58A
Ideal para: palco com volume alto, monitores próximos, situações com maior risco de feedback.
Porquê escolher: padrão supercardioide e resposta pensada para realçar a clareza da voz, com boa rejeição de som fora do eixo, o que costuma ajudar em ambientes exigentes.
Nota: o padrão supercardioide pede colocação mais cuidada dos monitores. Funciona muito bem quando o sistema está montado com atenção.

sE Electronics V7 e V7 Black
Ideal para: voz ao vivo e ensaio quando querem um som claro e um microfone que aguente palco, com boa margem antes de feedback.
Porquê escolher: a própria marca destaca captação supercardioide, som aberto e “muito ganho antes de feedback”. A versão Black é a variante estética totalmente preta.
Nota: como em qualquer supercardioide, a posição em palco e dos monitores influencia muito o resultado.

Microfone SE Electronics V7 Black
Shure PGA58
Ideal para: quem quer um microfone vocal competente para começar, para ensaios, pequenos palcos e uso regular sem complicações.
Porquê escolher: foi desenhado para voz e existe em várias configurações, incluindo versões com interruptor.
Nota: se estão a montar o primeiro kit, confirmem se precisam de cabo e suporte. Isso depende do pack.

Microfone Shure PGA 58 XLR Performance Gear Alta
Shure PGA58 BTS
Ideal para: primeira compra com tudo o essencial para começar já.
Porquê escolher: o kit inclui o PGA58, cabo XLR e suporte tipo tripé, o que evita compras separadas e acelera a montagem.
Nota: é a opção “resolver já” para voz. Se mais tarde precisarem de outra resposta ou outro padrão, podem fazer upgrade mantendo acessórios.

Microfone Shure PGA 58 BTS Performance Gear Alta com Cabo e Suporte
Shure SM48 LC
Ideal para: discurso e canto quando querem controlar melhor o efeito de proximidade, sobretudo se têm tendência a encostar muito o microfone.
Porquê escolher: a resposta de frequência inclui corte nos graves, o que ajuda a não “engordar” demasiado o som quando estão muito perto da grelha.
Nota: se gostam de um som mais cheio e grave na voz, este comportamento pode não ser o mais adequado. Depende do gosto e do contexto.

sE Electronics V2 Switch
Ideal para: conferências, talkback, avisos e situações em que ligar e desligar o microfone é útil.
Porquê escolher: a versão com interruptor facilita a gestão do microfone em contexto de fala, eventos e uso partilhado.
Nota: o interruptor é uma vantagem prática, mas exige hábito para evitar cliques e esquecimentos em palco.

Microfone SE Electronics V2 Switch
Microfones sem fio
Aqui a lógica é sempre a mesma. Estão a escolher um sistema que inclui recetor e transmissor de mão, e a principal diferença está na cápsula usada no transmissor.
Shure BLX24E PG58
Ideal para: quem quer entrar no sem fio com configuração simples e orçamento controlado, para voz em palco e apresentações.
Porquê escolher: é a opção de entrada desta família, pensada para dar mobilidade com um sistema simples de operar.
Nota: sem fio implica gestão de baterias e atenção ao ambiente de rádio.

Microfone Shure Sistema sem Fios de Mão BLX24E PG58H8E
Shure BLX24E SM58
Ideal para: quem já gosta do comportamento do SM58 e quer a mesma lógica sonora com liberdade de movimentos.
Porquê escolher: mantém a referência do SM58, muito familiar para quem já cantou com este tipo de microfone.
Nota: confirmem sempre a compatibilidade do sistema com o espaço e as condições de utilização, sobretudo em eventos com muitos sistemas sem fio.

Sistema Microfone Receptor Emissor Completo Shure BLX24E SM58 H8E
Shure BLX24E B58
Ideal para: palco mais exigente, com volume alto e maior risco de feedback, quando a mobilidade é essencial.
Porquê escolher: usa a cápsula baseada no Beta 58A, conhecida por padrão supercardioide e boa rejeição fora do eixo, o que pode ajudar em situações complicadas.
Nota: tal como no Beta 58A com fio, a colocação em palco influencia muito o resultado.

Sistema Microfone Receptor Emissor Completo Shure BLX24E SM58 H8E
Shure GLXD14E SM35 Z2
Ideal para: quem precisa de voz com mãos livres com um headset, seja a cantar enquanto toca, a dar aulas, a apresentar, ou a mover-se em palco sem depender de um microfone de mão.
Porquê escolher: sistema digital com gestão automática de frequência e true digital diversity para um sinal fiável, combinado com o headset SM35 (condensador cardioide) pensado para performance vocal com mãos livres.
Notas: confirma sempre se o formato headset é o mais prático para o vosso uso. Em ambientes com muito tráfego de rádio, a estabilidade pode depender do contexto, por isso convém testar e planear bem o setup.

Microfone Shure Sistema sem Fios Headset GLXD14E SM35 Z2
Como escolher em 20 segundos
A escolha mais segura e universal para voz em palco, com fio: SM58 LCE.
Para palcos barulhentos, com possibilidade de mais foco e controlo de feedback:
- Com fio: Beta 58A
- Sem fio BLX24E Beta 58
Boa relação qualidade preço para começar: PGA58
Boa relação qualidade preço para começar com um kit completo: PGA58 BTS.
O uso principal é discurso, utilização em conferências e gestão rápida do microfone:
- V2 Switch ou um modelo com interruptor na gama PGA.
Conclusão: a escolha certa para o vosso palco e o vosso espaço
A decisão é fácil quando olham para o uso real e prático que vão dar ao microfone.
Se precisam de mobilidade, o sem fio faz sentido, desde que criem uma rotina mínima de teste e pilhas. Se o vosso uso é mais fixo, o com fio dá-vos simplicidade e fiabilidade com excelente retorno.
O passo seguinte é prático. Identifiquem o vosso cenário principal, escolham uma solução alinhada com esse cenário e testem com a vossa voz, no vosso espaço, com o vosso sistema de som. É aí que a decisão deixa de ser teórica e passa a ser óbvia.
Visitem a loja online do Salão Musical e vejam que outros microfones e acessórios temos para que tenham sempre o melhor som, sem problemas.