Dia Mundial do Jazz

Dia Mundial do Jazz

É a expressão musical suprema, e dos géneros mais difíceis e desafiantes de tocar e ouvir. O Jazz é a música que definiu o século XX, não fosse também o som que melhor retrata o espírito da época de ouro norte-americana. Mas, o que é o Jazz, e o que o torna tão rico rico e tão particular, e com tantos estilos tão diferentes?

O Jazz tem as suas origens na música negra tradicional, como o blues,e  desenvolveu-se no início do século XX em Nova Orleães, ponto de encontro de diversas culturas europeias, africanas e latino americanas. Neste caldeirão musical, surgiram os primeiros coletivos bem condimentados com o espírito colorido e festivo da região, que lhes deu aquele swing característico do jazz clássico.

O valor estava na alma e na voz de cada um dos músicos, e a improvisação tornou-se num dos elementos fundamentais na execução de cada tema, onde a chamada e resposta levava-os a uma maior exigência técnica.

É por isso que se diz que o Jazz é a verdadeira música dos Estados Unidos da América, por ter tanto de planeado como de espontâneo, e pelo seu espírito democrático, nem que fosse por ser uma das primeiras manifestações culturais em que gente de origens diferentes se juntava para tocar ou ouvir a música.

E como a linguagem do Jazz é emotiva, do momento, nunca uma música era tocada da mesma maneira, o que dava uma enorme liberdade aos músicos de se expressarem. O que importa mesmo é a forma como se toca e não como se toca.

A improvisação é um dos elementos fundamentais do Jazz mas é muito mal compreendida. Está certo que é inventar à medida que se toca, mas o Jazz é, acima de tudo, uma conversa entre músicos. Os standards, ou os temas que toda a gente conhecia e sabia tocar, eram o ponto de partida para essa conversa entre os músicos.

E para a conversa ser de qualidade, inteligente e bem articulada, é preciso dominar a técnica e a linguagem ou seja, saber muito sobre a teoria musical. Conhecendo as regras é possível quebrá-las e levar a música para além dos limites tradicionais.

Isto levou a uma evolução vertiginosa da música ao longo das décadas: se pensarmos bem, do swing dos anos 20 ao free jazz vão apenas 30 anos. Este espírito de liberdade bem estruturada e fundamentada na emoção influenciou escritores, pintores, compositores de outros estilos, todos os criadores que viram no Jazz a materialização de uma forma de arte superior.

E se há coisa que não falta no Jazz são obras primas e músicos de alta qualidade. Há listas sobre os melhores discos e os melhores intérpretes mas o melhor é descobrirem-nos por vossa conta e risco. É que, quando se começa a gostar de jazz nunca mais se volta atrás.

É a música do passado, do presente e do futuro e, pelo seu ímpeto influenciou e entranhou-se em tantos outros géneros que os seus elementos passaram a fazer parte da sua linguagem. Tradição e inovação, coração e improvisação. That’s Jazz.

E não há se calhar melhor exemplo disso que este disco.

Se quiserem saber mais sobre a história e elementos do Jazz, recomendamos que visitem o Smithsonian Jazz, ou o JazzinAmerica. Há de tudo um pouco e ainda mais alguma coisa para aprender.

O Jazz passou a ser a vossa cena? Visitem a nossa loja, temos os instrumentos certos para começarem já a improvisar.

Publicado no dia 2018-04-30 por Salão Musical de Lisboa Atualidade 0 502
Tag: jazz

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