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Stratocaster - se está bom, não mexe!

Publicado por2019-04-05 por 3270
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Seja em que gama for, na série mais ou menos clássica, temos a certeza que se tem Fender escrito é uma Stratocaster que mantém o espírito original.

Assim de repente, imaginem uma guitarra elétrica. Apostamos que logo uma das primeiras que apareceram ligadas à corrente na vossa cabeça foi uma Fender Stratocaster. O seu design inconfundível foi amplamente copiado, imitado, adaptado e é dos modelos de guitarra mais próximos do modelo original que podemos encontrar no mercado. E qualquer guitarrista que se preze quer ter uma.

A Stratocaster nem foi o primeiro modelo de guitarra fabricado pela Fender. Essa honra cabe à Telecaster, apresentada ao mundo em 1951. Leo Fender ainda demorou mais 3 anos até dar ao mundo da música, com a ajuda do seu colega Freddie Tavares, um modelo mais avançado, com três pickups (quando na altura a maioria das guitarras tinha apenas dois) e um selector com cinco posições que lhe davam uma enorme variedade de timbres e tonalidades.

Esta versatilidade sonora levou a Stratocaster a todos os géneros musicais que se podiam tocar com guitarra elétrica, mas nos anos 50 a febre era o rock, e foi nesse género que se estabeleceu como lenda e símbolo.

A Stratocaster é reflexo dessa era: o seu design foi inspirado pelas correntes estéticas da altura em que se colocavam barbatanas a tudo e cores vivas, aplicadas a tudo desde o formato de chassis de carros a frigoríficos. A inspiração vinha desde a era espacial até às pranchas de surf.

O corpo foi recortado de forma a ser mais confortável de tocar e a entrada do jack foi colocada na parte da frente da guitarra, em vez de ser na ilharga, uma configuração inconfundível até aos dias de hoje.

O objectivo de Leo Fender, desde que começou a fabricar guitarras, era construir um instrumento que pudesse ser produzido em massa, disponível para quem a quisesse comprar. Os músicos da altura ficaram tão impressionados com a qualidade desta nova guitarra que alegremente gastavam os 230 dólares que custava na altura.

Parece barato não parece? Se tivermos em conta que o salário médio na altura era menos de 300 dólares, vemos que a Stratocaster conseguiu convencer pessoas suficientes para ser produzida em em grandes quantidades. A qualidade falou mais alto.

O design era tão bom que se manteve inalterado durante quase 35 anos. Em equipa que ganha não se mexe, não é verdade? As grandes mudanças estavam nas cores e acabamentos e num ou noutro pormenor funcional, mudando apenas nos géneros e nos ícones musicais que se definiram com uma nas mãos.

Algumas das maiores lendas musicais do século XX tinham a Fender Stratocaster como a sua ferramenta de trabalho, arma de eleição, objecto mágico, o que lhe quiserem chamar. Jimi Hendrix, Eric Clapton, David Gilmour, Stevie Ray Vaughn, Mark Knopfler, Dick Dale, entre tantos outros, levaram a Stratocaster para a esfera do mito. A verdade é que, desde que a Stratocaster foi criada, grande parte da música que se pode ouvir desde então tem uma lá pelo meio.

E quando o rock começou a perder força, e as guitarras a relevância devido ao aparecimento da pop feita em sintetizadores, a Stratocaster foi um dos poucos modelos que se aguentou. Porquê? A sua versatilidade sonora e timbres naturais permitiam que se encaixasse na perfeição com a estética polida e os sons artificiais da nova tecnologia.

Algumas guitarras tornaram-se tão lendárias que houve modelos a atingir preços incríveis em leilão: a “Blackie”, a guitarra de Eric Clapton feita com o corpo de uma Strat de 1956, o braço de uma de 57, e os pickups de outro instrumento, foi vendida por 959 mil dólares. A icónica Stratocaster branca tocada por Jimi Hendrix em Woodstock chegou aos dois milhões de dólares. Quanto é que elas custavam originalmente, mesmo? E quem é que tem coragem de tocar numa guitarra que custou tanto dinheiro?

Mas o que faz da Stratocaster um modelo tão durável, fiável, versátil e tão musical, independentemente do género estilo ou técnica a que é sujeito? Serão os seus três pickups e as suas combinações possíveis? As madeiras? A qualidade Fender? A mística que carrega desde a origem? Os guitarristas que a tocaram? Ficam aqui cinco possíveis explicações.

É isto tudo e mais algumas coisas. A verdade é que podemos pegar em guitarras de outras marcas que seguem o espírito - e o formato - da Stratocaster e não soam ao mesmo. Seja em que gama for, na série mais ou menos clássica, temos a certeza que se tem Fender escrito é uma Stratocaster que mantém o espírito original.

No Salão Musical de Lisboa temos Strats Fender Squier, que custam bem menos que a guitarra do Jimi Hendrix e que não terão problemas em tocar. Vejam o nosso catálogo.

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