Grandes mestres da guitarra clássica

Grandes mestres da guitarra clássica

A guitarra clássica foi considerado um instrumento menor durante muito tempo, em comparação com outros aos quais alguns compositores clássicos dedicaram vidas completas. Mas a guitarra dá a quem a toca uma relação tão direta e expressiva que, nas mãos certas, parece conter na sua pequena caixa toda a música do mundo.

Nos últimos 150 anos afirmou-se como um instrumento rico e versátil pela mão de alguns músicos que a trouxeram para o lugar merecido de instrumento virtuoso, capaz de interpretar obras clássicas e modernas, de qualquer origem.

Estes são os nomes de alguns dos mais importantes e que tanto colocaram a guitarra clássica em destaque como alteraram a forma como ela é encarada e ensinada hoje em dia.

Francisco Tárrega (1852-1909)

Pai da guitarra clássica e um dos mestres do Romantismo, Tárrega inadvertidamente acabou por ficar ligado às pessoas graças aos anúncios e toques de uma empresa de telemóveis.

Mas o que Francisco Tárrega fez foi ligar novamente as audiências da segunda metade do século XIX aos concertos de guitarra clássica, com recitais e concertos, captando as atenções de público e músicos para este instrumento. Até então, a guitarra era vista como um instrumento de acompanhamento de cantores, mas Tárrega colocou-a ao centro do palco, como um veículo para virtuosos, apesar do músico preferir concertos intimistas, em pequenas salas.

Tárrega foi mais do que um guitarrista excepcional, foi o músico que lançou as bases da guitarra clássica para o século XX, uma influência que ainda se faz sentir mais de 100 anos depois da sua morte.

Ouçam a sua famosíssima Grande Valsa, e avisamos que pode provocar uma necessidade de atender o telefone, mesmo que não esteja a tocar.

Andrés Segovia (1893-1987)

Andrés Segovia, outro espanhol, seguiu as pisadas de Tárrega, e levou a guitarra clássica para outro nível, estabelecendo-a definitivamente como um instrumento de concerto. Segovia começou por estudar as obras de Sor e Tárrega, mas desenvolveu a sua própria técnica de dedilhado para obter mais volume, maior dinâmica e um timbre mais rico. É a técnica que hoje em dia é ensinada aos guitarristas modernos.

Virtuoso irrepreensível, deu concertos até aos 90 anos de idade, uma demonstração do amor que tinha à sua arte.

Conheçam a obra de Andrés Segovia neste documentário, apropriadamente chamado de  “A canção da guitarra”. Se lhe apanharam o gosto, , onde o músico se demora sobre a música, a arte e a guitarra clássica.

Narciso Yepes (1927-1997)

Narciso Yepes foi reconhecido como um dos maiores intérpretes virtuosos da guitarra no século XX. O seu interesse pelo período Barroco e por música escrita para alaúde levaram-no a recuperar muitas obras esquecidas desse período, dando-lhes nova vida nas suas interpretações.

Era tão bom guitarrista que precisou de mais quatro cordas para expressar toda a sua técnica. Estamos a brincar, algumas peças precisavam de uma maior abrangência de notas, e essa foi a solução encontrada pelo músico.

Yepes ganhou popularidade com o tema Romance, usado na banda sonora do filme “Jeux Interdits", e escreveu muitas outras peças para outros filmes.

Julian Bream

Nascido em Londres em 1933, Julian Bream é um dos nomes mais importantes da guitarra clássica, e considerado como um exemplo a seguir por todos os estudantes deste instrumento. Para além do virtuosismo, a sua sensibilidade artística e o amor que tem à música dão outra dimensão às suas interpretações.

Como os seus antecessores de gabarito, recuperou obras esquecidas para a guitarra, particularmente de compositores ingleses do século XIX. Era também um fã de Bach, que interpreta de forma magistral, entre outras peças, neste recital, numa capela com características particulares para a sua actuação.

John Williams

Este australiano é um dos guitarristas mais completos que podemos encontrar. Contemporâneo de Bream, com quem ganhou um Grammy, tem interpretado desde compositores clássicos a modernos. Não confundir com o compositor de bandas sonoras de Hollywood, esse fica para outro dia.

Foi aluno de Andrés Segovia, e , colega de Williams nessa época, e que realizou alguns dos filmes que partilhámos mais acima. Uma das suas interpretações mais famosas é a da Cavatina de Stanley Myers, que podemos ouvir no filme “O Caçador” (The Deer Hunter).

Mas se é a música de Williams que vos interessa, ouçam esta Madrugada, que podem seguir na pauta no site oficial do músico.

Estes são alguns dos nomes de referência vindos do século passado, mas no século XXI existem grandes valores que se irão estabelecer com a mesma importância dos seus antecessores.

Ana Vidovic tem o condão de fazer tudo parecer fácil e rico, Xuefei Yang tem uma fluência na sua interpretação acessível apenas a alguns, e Jason Vieaux ignora frequentemente o conceito de “clássico” de forma brilhante.

Para tocar como estes guitarristas, é preciso um instrumento que transmita todo o vosso potencial técnico e expressivo. No Salão Musical de Lisboa temos as guitarras clássicas indicadas para vocês, estejam ainda a começar ou já a dar recitais por conta própria.

Vejam o nosso catálogo online ou façam-nos uma visita no Largo do Carmo.

Publicado no dia 2019-07-19 por Salão Musical de Lisboa Atualidade 0 110

Deixar um comentárioDeixar uma resposta

Tem que ter a sessão iniciada para poder comentar este artigo.

Procurar no blog

Categorias do blog

Sem produtos

A ser calculado Portes de envio
0,00€ IVA
0,00€ Total

O preço incluí IVA

Pagar