Modelos clássicos da Fender: Telecaster, Stratocaster, Jazzmaster e Jaguar

Modelos clássicos da Fender: Telecaster, Stratocaster, Jazzmaster e Jaguar

A Fender é uma das marcas mais conhecidas pelo mundo inteiro e devem ser poucas pessoas no planeta que nunca viram nenhuma, nem que fosse na televisão. As Fender andaram nas mãos dos músicos mais populares de todos os tempos, desde Jimi Hendrix a Keith Richards, de Eric Clapton a Mark Knopfler, de Bruce Springsteen a Kurt Cobain.

A história das guitarras Fender é também a história dos seus modelos mais icónicos. Vamos conhecer rapidamente os quatro modelos originais que fizeram da Fender uma das marcas de instrumentos musicais mais conhecidas de sempre.

Telecaster

A Fender Telecaster foi a primeira guitarra elétrica de corpo sólido a ser fabricada em série. Vamos dizer que é uma espécie de Ford Modelo T para a Fender. A Telecaster foi a resposta de Leo Fender, na altura proprietário de uma loja de reparações de equipamentos eletrónicos e de áudio, aos problemas comuns das guitarras elétricas da época. Como eram modelos de corpo oco, facilmente entravam em feedback, e a sua construção não as tornava práticas para reparações e modificações.

Leo Fender decidiu então criar uma guitarra de corpo sólido, composta de diversas partes que poderiam ser montadas ou trocadas facilmente, para produção em massa. A Fender Esquire, depois Broadcaster surge em 1950. O nome mudou para Telecaster - estávamos na era da televisão, hoje seria provavelmente Webcaster - porque a Gretsch já detinha os direitos sobre o primeiro nome.

A configuração simples da Tele atraiu muitos guitarristas da época, que podiam agora controlar melhor o seu som selecionando os pickups, e o seu seu característico definiu géneros musicais como o country, o rock e o blues. O resto, como se diz, é história. 70 anos depois da sua primeira encarnação, a Telecaster ainda é usada por músicos do mundo inteiro, em géneros musicais distintos, o que prova que o conceito original de Leo Fender estava correto.

Conheçam a História deste modelo em pormenor no site oficial da Fender ou vejam este vídeo:

Stratocaster

Se a Telecaster é a mãe de todas as guitarras Fender, a Stratocaster é a mais famosa de todas. Lançada em 1954, foi uma criação conjunta de Leo Fender e o seu sócio Freddie Tavares com a ajuda de Bill Carson, um músico country. Este tipo de colaboração era importante para Leo Fender, que gostava de levar os seus protótipos para salas de espetáculos, para serem testados na hora pelos músicos e obter opiniões sobre o que deveria ser melhorado.

O design da Strat é um reflexo da estética dos anos 50, das linhas fluídas às cores a imitar as tendências da indústria automóvel, e também foi pensada para ser produzida em massa. A grande novidade eram os 3 pickups, um corpo mais aerodinâmico e ergonómico,com um contorno atrás para apoiar a barriga (quer dizer, para ser mais confortável) e uma entrada de jack no tampo em vez de ser na ilharga da guitarra. Até o nome é um reflexo da sua era: Stratocaster, de estratosfera, referente à corrida espacial. E assim nasceu uma guitarra doutro mundo.

Poucos instrumentos têm um som tão versátil, o que explica a sua utilização em todos os estilos musicais que usam guitarras elétricas, com um potencial que foi explorado nas suas diferentes configurações ao longo dos anos. A sua importância vê-se não só na quantidade e qualidade músicos que a elegeram como a sua guitarra, mas também na quantidade de instrumentos de outras marcas inspirados na Stratocaster.

Descubram mais sobre a Stratocaster pelas palavras dos criadores e músicos que fizeram dela o instrumento icónico do século XX, ou a sua história dividida por décadas contada pela Fender.

Ou então, vejam este - não muito curto mas muito interessante - vídeo sobre as origens e desenvolvimento da mais lendária guitarra de todos os tempos.

Jazzmaster

Em 1958, a Fender decide criar uma guitarra para músicos de jazz que prontamente a ignoraram. Mesmo assim, encontrou um lugar ao sol entre os guitarristas de surf music. A Jazzmaster aliás, sempre foi uma guitarra alternativa e de alternativa: como segundo instrumento nos anos 70 e hoje em dia como um modelo que todas as bandas indie têm que ter.

Desenhada para ser mais confortável de tocar sentado - a pensar no seu primeiro público alvo - a Jazzmaster é uma guitarra mais pesada e comprida que a Stratocaster. Com um som mais encorpado, a Jazzmaster apelava a compositores que procuravam solidez para as suas harmonias e arpejos, aproveitando bem as suas características jazzísticas.

Os modelos originais vinham com imensos controlos e botões para definir o seu som, o que provavelmente afastou os guitarristas que não apreciavam instrumentos complexos. Neste vídeo, podem ver o potencial sonoro na edição especial dos 60 anos da Jazzmaster.

Depois de uma pausa na produção nos anos 80, a Jazzmaster quase que se perdia, mas os anos 90 deram-lhe espaço em bandas à margem da música comercial, o que assenta muito bem num instrumento que nunca teve um espírito mainstream.

Vejam a história completa da Jazzmaster no site da Fender.

Jaguar

A última das quatro Fender originais, a Jaguar era um modelo mais caro que pretendia fazer frente a outros modelos da concorrência. Mais pequena, com de 22 trastes (um a mais que a Stratocaster, apesar da escala ser mais curta) e com um corpo quase igual ao da Jazzmaster, a Jaguar tinha como principal diferença uma electrónica mais complexa e elaborada, com um número excessivo de controlos para a maioria dos guitarristas, e pickups distintos dos restantes modelos Fender.

Ganhou popularidade nos anos 60 nas mãos de Carl Wilson dos Beach Boys e de vários guitarristas de surf music, mas desapareceu quase completamente dos palcos em pouco tempo. O seu valor perdeu-se e, a meio dos anos 70, um grupo de músicos que não tinha dinheiro para comprar as muito mais populares Telecasters e Stratocasters, encontrou as Jaguar a apanhar pó e em saldo nos cantos de lojas de música. De repente, o som potente da Jaguar e as suas linhas angulares faziam parte da iconografia punk.

Este espírito rebelde, apesar de inesperado, manteve-se ao longo das gerações seguintes de músicos que foram buscar inspiração a esse género musical. Nos anos 90, era o modelo de eleição de muitas bandas grunge, tendo sido popularizada por Kurt Cobain enquanto liderou os Nirvana. As suas características sonoras eram perfeitas para estilos pesados, com distorção, grande presença, e tonalidades mais negras.

Leiam a história completa da Fender Jaguar, no site oficial. Ou vejam este vídeo em que se fala das suas características, a partir de um modelo de 1966.

Guitarras para todos os gostos

Ao longo das décadas, a Fender criou outros modelos de guitarra que fugiam um pouco aos originais. Nomes como Maverick, Swinger, Performer, Katana nunca chegaram a ganhar notoriedade, mas outros como Jaguar ou Toronado ganharam adeptos e são muito apreciadas. O que todas têm em comum é a vontade da Fender em criar instrumentos que satisfaçam o gosto e as necessidades de guitarristas de todos os tipos.

Outra das ofertas de peso que a Fender tem são as guitarras Squier, fabricadas sob a orientação da empresa mãe, que cumpre todas as especificidades e padrões de qualidade a que a lendária marca americana nos habituou. Mas a um preço muito mais acessível.

Podem ter um destes modelos clássicos da Fender - e outros - sem darem cabo da conta bancária, com a garantia de que é um instrumento fiável e de qualidade, que respeita o espírito dos instrumentos originais.

Não acreditam? Vejam este duelo entre uma Squier e um Fender e tentem descobrir as diferenças.

O Salão Musical de Lisboa tem Telecasters, Stratocasters, Jazzmasters, Jaguar e Mustangs da Squier, a preços imbatíveis. Visitem a nossa loja online.

Publicado no dia 2019-12-20 por Salão Musical de Lisboa Cordas 0 164

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