Dia Mundial do Compositor

Dia Mundial do Compositor

Os compositores de todo o mundo, épocas e estilos são celebrados a 15 de Janeiro. Mas o que faz um compositor e como é que trabalha?

Quando ouvem uma música na rádio ela pode ser interpretada por um músico ou banda que não a escreveu. Durante muitas décadas esta foi a norma na música popular, em que havia quem escrevesse as letras e melodias para que outros as executassem. Houve uma era em que os compositores eram tão ou mais importantes que os intérpretes e é por isso que os nomes de Rodgers e Hammerstein, Lamont-Dozier-Lamont ou Carole King têm um cantinho bem merecido no panteão musical.

Os compositores clássicos também estão incluídos, por terem escrito peças para serem tocadas por orquestras, companhias de ópera ou por virtuosos de um instrumento, para que a sua visão musical fosse concretizada completamente.

Seja em que estilo for, o compositor - seja também intérprete ou não - é quem pega nos elementos essenciais da música (ritmo, melodia e harmonia) e faz deles algo novo que nos cativa, emociona, estimula ou chama a atenção, desde sinfonias a canções, de jingles a toques de telemóvel.

O que diferencia um compositor do comum dos mortais é o método na criação e a produção. Todos nós podemos assobiar uma melodia inventada na hora - pelo menos todos nós que sabemos assobiar - mas isso não faz de nós compositores. Se construírem uma estrutura à volta dela e a fixarem num formato reproduzível, seja uma pauta ou uma gravação, então podem ser considerados compositores. Se são bons ou maus, o tempo o dirá.

Um bom compositor domina a linguagem musical e os seus aspetos técnicos. Não só ouve muita música para desenvolver o seu ouvido - toda a gente precisa de ouvir falar, ler e conversar para desenvolver o seu vocabulário e capacidade de discurso - como é capaz de tocar pelo menos um instrumento. Conhece os acordes e as escalas que lá encaixam e tem sentido musical, que é saber como ordenar e usar esses elementos básicos nas suas criações.

E quanto maior for o seu vocabulário musical mais possibilidades terá de fazer novas combinações.

Compor não é uma arte mágica, mas um conjunto de conhecimentos e técnicas que são usados para fazer algo tão intangível mas que pode ser tão profundo e avassalador como esta canção.

Ou esta:

A arte está na expressão individual que torna o resultado final único e original, no sentimento e na qualidade da imaginação. A interpretação também ajuda, mas isso fica para o Dia Mundial do Intérprete.

Mas como compor?

Como dissemos, o compositor domina a combinação dos elementos básicos da música: melodia, harmonia e ritmo. Cada um tem o seu método, é um processo individual e que é diferente de pessoa para pessoa. Há quem improvise (há quem diga que improvisar é compor à pressa e que compor é improvisar devagar), há quem tenha uma ideia completa na cabeça e a tente transpor para o papel, para o piano, para a guitarra, para o computador.

Para terem uma ideia de como este processo é único e intrínseco a cada compositor, vejam as notas que John Coltrane escreveu para o seu A Love Supreme.

Não só define as tonalidades e o tipo de progressões a fazer mas também o espírito pretendido. Aliás, esta é uma das obras mais espirituais de Coltrane, que no fundo da folha escreve “All paths lead to God”, não fosse ela um momento de redenção pessoal para o artista. Podem ler mais sobre este manuscrito e a sua importância aqui, enquanto ouvem o Profeta do saxofone a interpretar a sua composição.

O domínio sobre os elementos pode ser conseguido através da audição de muita música, mas se compreendermos o que estamos a ouvir será mais fácil fazermos as nossas próprias criações. Podemos ter aulas numa escola e também recorrer à internet, o maior acervo de conhecimento da História da Humanidade, cheio de recursos para músicos e compositores dedicados.

Um dos recursos que recomendamos é o Art of Composing, um site que, para além de explicar o básico da composição e as diversas vertentes da criação musical, tem ainda um curso grátis para aprender os elementos musicais básicos e como os podem conjugar para criar uma composição musical, da nota à peça.

A verdade é que nunca foi tão acessível criar e produzir música como hoje. Para além de ser fácil colocar as nossas ideias ao alcance de públicos à escala global, é fácil ter instrumentos para desenvolver as nossas ideias musicais.

Uma das ferramentas mais interessantes que surgiram nos últimos tempos para compositores que gostam de começar a trabalhar logo à primeira manifestação de inspiração são os teclados GO:KEYS da Roland. Não só têm um conjunto enorme de sons e de bancos de ritmos altamente configuráveis como podem ser levados para todo o lado, ou ligá-los a um computador. É um instrumento digital moderno, versátil e extremamente poderoso que só é limitado pela vossa imaginação.

Seja nas teclas de um piano ou de um computador, nas cordas de uma guitarra ou de um violino, nas lamelas de uma kalimba ou na pele de um djembé, qualquer instrumento serve para transmitirem as vossas emoções e ideias musicais. O Salão Musical de Lisboa tem os instrumentos que precisam, aos melhores preços. Visitem a nossa loja online.

Publicado no dia 2020-01-15 por Salão Musical de Lisboa Atualidade 0 153

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