A História do Clarinete

A História do Clarinete

O clarinete é um dos mais recentes e versáteis instrumentos de sopro, muito apreciado pelo seu timbre e capacidade expressiva, sendo usado em diversos estilos musicais.

Mas como nasceu e se desenvolveu este instrumento? Para o descobrir, temos que viajar até à Nuremberga do século XVII, em pleno período Barroco. É nessa época e lugar que vamos encontrar Johann Christoph Denner, o suposto inventor do clarinete. Dizemos “suposto” porque há dúvidas sobre esta questão, e um pouco de mistério até apimenta o assunto.

Denner nasceu em 1655 numa família de fabricantes e afinadores de apitos e trompas para caça, tendo-se estabelecido em Nuremberga aos 23 anos como fabricante de instrumentos musicais. A sua especialidade eram instrumentos franceses como o oboé e flautas. No decorrer da sua atividade, Denner decidiu melhorar as características de outro instrumento, o chalumeau ou charamela, um instrumento de palheta muito em voga na época mais rudimentar, com metade do tamanho e uma extensão de uma oitava.

O som do chalumeau era mais agradável do que o do oboé mas as suas limitações na extensão levaram a que Denner fizesse algumas alterações, permitindo que a ultrapasse os limites da oitava e chegasse à 12ª.

A atribuição da autoria do clarinete a Denner é feita num documento publicado mais de 20 anos depois da sua morte, mas as dúvidas persistem, já que nenhum instrumento da época lhe foi atribuído. Mas de uma coisa podemos ter a certeza: se não foi Denner a criar o clarinete, foram os filhos, muito provavelmente em consequência das ideias do pai. A primeira referência a um clarinete surge num recibo da loja dos Denner, em 1710, 3 anos depois da morte de Johann Christoph Denner.

O clarinete, ainda numa versão inicial, rapidamente chamou a atenção de compositores como Vivaldi e Haendel, tendo chegado também a Bach que compôs imensas peças para este instrumento.

O clarinete evolui para várias versões e novas soluções aplicadas ao longo do tempo para se manter afinado. O mais comum é o clarinete soprano, com afinação em Dó, Si♭ ou Lá, mas a família estende-se para versões mais agudas - como o clarinete sopranino, uma sexta acima do soprano ou o Octo contra Baixo em Si♭, três oitavas abaixo do soprano.

O clarinete moderno tem cinco partes: a boquilha e o barrilete, que definem a entonação, o corpo superior e o corpo inferior onde estão colocadas as chaves, e a campânula, que amplifica o som.

Os clarinetes podem ter ainda sistemas de chaves diferentes. No clarinete soprano podemos encontrar três:

- Sistema Boehm com dezesseis ou dezessete chaves e seis anilhas;

- Sistema Albert, ou simples, com treze chaves e dois a quatro anilhas;

- Sistema Oehler com vinte e duas chaves e cinco anilhas.

É um instrumento difícil de tocar em todo o seu potencial mas, quem o consegue, é capaz de interpretar temas que vão do swing à música popular dos Balcãs, passando pela música clássica e contemporânea. Até o choro brasileiro incorpora este instrumento tão apreciado por músicos de tradições musicais do mundo inteiro.

Por ter um timbre aproximado da voz humana e uma agilidade musical tremenda com a possibilidade de executar passagens rápidas e usar cromatismos, com uma sonoridade agradável, o clarinete é um instrumento fantástico para quem gosta de explorar novas linguagens musicais.

Se já descobriram, ou querem descobrir, o mundo musical fantástico que o clarinete vos pode trazer, visitem a nossa loja, temos clarinetes de grande qualidade.

Publicado no dia 2020-03-13 por Salão Musical de Lisboa Sopro 0 1223

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