Best of Nicolò Paganini: as melhores obras do virtuoso do violino

Best of Nicolò Paganini: as melhores obras do virtuoso do violino

Na história do violino existem duas eras: antes de Niccolò Paganini e depois de Niccolò Paganini. Nascido a 27 de Outubro de 1782, na cidade de Génova, Paganini teve uma carreira musical fulgurante, sendo um dos grandes génios da era clássica. As suas obras mudaram a forma como o violino era tocado e serviram de inspiração para inúmeros músicos nos últimos dois séculos, da música erudita ao rock pesado.

Vamos conhecer cinco obras fundamentais, ao jeito de um best of e um pouco da vida deste compositor inovador que era também um virtuoso do violino.

De pequenino se toca o violino

O pai de Paganini era um comerciante falhado que sustentava a sua família a tocar bandolim. Aos 5 anos, o pequeno Niccolò começou a aprender esse instrumento com o pai mas, aos sete anos, mudou para o violino. O seu talento para este instrumento revelou-se rapidamente, ao ponto de evoluir para além das capacidades dos seus professores. 

Como a cidade de Génova era pequena demais para um prodígio tão grande, o pai de Paganini levou-o para Parma para estudar com os maiores mestres da época. No início da sua vida adulta, Paganini desenvolveu uma paixão paralela com a guitarra, um instrumento que lhe fez companhia ao longo da sua vida mas que tocava apenas na intimidade, em pequenos concertos à porta fechada. 

A sua carreira demorou alguns anos a estabelecer-se, já que não teve muitos patronos ao longo da sua vida, como alguns dos maiores músicos da época. Nem Paganini no século XVIII se livrou da sina difícil de um músico freelancer, para poder viver. Um concerto em Milão deu-lhe a notoriedade e o respeito de outros músicos europeus seus contemporâneos, se bem que não fosse ainda muito conhecido fora de Itália. Foi preciso chegar a 1828 para que fizesse uma digressão europeia de grande sucesso, que durou três anos. 

Paganini tinha uma personalidade extravagante e levava uma vida de excessos, que lhe provocaram imensos problemas de saúde. Em 1834, decidiu pôr fim à sua carreira nos palcos, enveredando pelo ensino e pelo trabalho com orquestras de patronos, sem grande sucesso em ambos, já que o seu carácter não se dava bem com tanta calmaria. O passo mais lógico para Paganini foi abrir um casino em Paris, que falhou imediatamente e o deixou na ruína. Para sobreviver, teve que vender os seus pertences pessoais e instrumentos. 

A sua saúde piorou nos anos seguintes, morrendo a 27 de Maio de 1840 em Nice. Tinha 57 anos. Pela vida excêntrica, pela suspeita de ter feito com um pacto com o Diabo, por não ter recebido a extrema unção, a Igreja não deixou que Paganini tivesse um funeral católico. Só em 1876 é que o corpo de Paganini foi devidamente enterrado em Parma, se bem que, 20 anos mais tarde, tivesse direito a novo funeral, porque um violinista checo pediu ao neto de Paganini que o desenterrasse para ver o corpo do compositor.  

Se colocássemos esta história 150 anos mais tarde, seria a biografia de uma estrela rock.

Paganini - Best of

A vida do homem é importante, mas o que queremos mostrar é a sua obra. Paganini era um músico inventivo e original, que usava os efeitos técnicos mais vistosos para as suas interpretações, que beneficiavam também dos seus dedos muito compridos e flexíveis. Segundo se diz, conseguiam alcançar três oitavas. 

A mais conhecida delas todas são os seus Caprichos.

24 Capricci, Op. 1 (1802 – 1817)

Compostos ao longo da carreira do compositor, esta é a obra que deixou Paganini nos anais da música clássica. Cada um deles recorre a técnicas particulares que refletem a personalidade da peça e do compositor. O Capricho nº13 é conhecido como a Gargalhada do Diabo e mostra a exigência que Paganini colocava em cada peça e também um pouco do seu sentido de humor. 

Concerto para violino nº2 em Si menor, Op.7 (1826)

Uma das obras em que o brilhantismo e carácter esfusiante de Paganini saltam mais à vista é neste concerto para violino, em que os temas são uma desculpa para desvios e demonstrações de virtuosismo que vão ligando as diversas secções. Paganini queria deslumbrar o público e sabia usar os artifícios ao seu alcance para o fazer. 

Concerto para violino nº1 em Ré maior, Op.6 (1817)

O violino nas obras de Paganini é um exibicionista que se apresenta como uma voz contrastante no contexto do drama e grandeza da orquestra que o acompanha neste concerto. Chaplin, que também tocava violino, de certeza que apreciava o papel que era atribuído a este instrumento nas obras de Paganini. Toda esta obra serve para dar destaque ao violinista e à sua capacidade técnica, desde a primeira nota até ao final altamente complexo e veloz, acessível apenas a alguns dos melhores executantes.

Moto Perpetuo, Op.11 (1835)

A peça que provavelmente melhor representa o a habilidade (e crueldade, já vos explicamos porquê) de Paganini, é este Movimento Perpétuo. Apesar de Perpétuo, para felicidade dos violinistas que a tocam só dura quatro minutos.

Esta sucessão de golpes de arco é feita a uma velocidade impressionante, exigindo uma dinâmica e precisão superiores. Se já seria doloroso tocar apenas um minuto desta peça para um humano comum, tocá-la por inteiro é um feito considerável, especialmente se tivermos em conta que não há praticamente uma pausa desde a primeira nota até ao glissando antes do final.

Variações Moisés (1818)

Paganini era fã da scordatura, uma técnica que implica afinar o violino de forma diferente da afinação padrão. Nesta peça, a corda de Sol, a única que deveria ser tocada, está afinada uma terceira menor acima, em Si bemol. Com isto, obtemos uma sonoridade diferente e mais interessante. Outra técnica alternativa que é introduzida nesta peça é o col legno, que, basicamente, significa tocar com a madeira do arco em vez das cerdas, para criar um som mais percussivo e um timbre fora do comum. 

A música de Paganini reflete perfeitamente a sua personalidade original e excessiva. Esperamos que tenham ficado interessados em descobrir mais sobre este compositor, quer sobre a sua vida mas, especialmente, sobre a sua obra que é mais do que fogo de vista e virtuosismo pelo virtuosismo. São uma aproximação desempoeirada ao que a música pode ser e como a maneira de ser do autor se transmite no trabalho que faz. 


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Publicado no dia 2021-11-29 Cordas 0 364

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