Quero aprender a tocar um instrumento! Mas qual?

Quero aprender a tocar um instrumento! Mas qual?

A música é das artes que maior fascínio exerce sobre o comum dos mortais. Quem nunca tocou air guitar durante aquele solo fantástico ou desatou a batucar no tampo da mesa ao ritmo da sua canção favorita, mesmo sem nunca ter pegado numa viola ou ter estado sentado atrás de uma bateria?

Apesar de até haver concursos de air guitar (a sério, parece que são altamente competitivos) nada bate a experiência de sermos nós a tocar os solos ou os ritmos em instrumentos a sério. Mas, qual instrumento podem aprender? Para já, avisamos que não há instrumentos fáceis. Sim, até ferrinhos implicam técnicas e noções rítmicas mais complexas do que pode parecer à primeira vista.

Para vos ajudar a escolher, vamos abordar uma série de questões que vos podem ajudar a escolher o vosso instrumento.

Que tipo de música gostam?

Esta é fundamental, porque devem começar pelo que realmente vos dá gozo ouvir. Estar a tocar música de não se gosta é uma chatice, e vocês estão a aprender um instrumento para se divertir e tocar o que vos interessa, certo?

Só com esta questão definem um conjunto enorme de instrumentos de base por onde podem escolher.

Para que é que querem aprender um instrumento?

Querem aprender a tocar guitarra para impressionar potenciais namoradas, para tocar sozinhos em casa ou para entrar para uma banda? O vosso objectivo pode mudar ao longo do tempo mas, ir pelo lado mais lúdico ou pelo lado profissional vai definir o vosso empenho e investimento na aprendizagem do instrumento. Como dissemos, não há instrumentos fáceis, pelo que devem focar-se no processo e no desafio que a aprendizagem traz.

Com quem vão tocar?

Se vão tocar em conjunto, com amigos, muitas vezes basta só ver qual é o instrumento que falta ou que ainda se pode encaixar no grupo. Mais uma guitarra ou duas não faz mal, dois bateristas é mais complicado. Os iniciados acabam por ficar responsáveis pelo baixo, porque acham que é mais fácil,  depois com alguma perseverança acabam por dar num destes tipos mas, se não se vêem como baixistas, é melhor escolher outras pessoas com quem tocar o instrumento que preferem. Pelo menos enquanto não o dominarem minimamente para poderem correr com a concorrência.

E querem estar em destaque ou em fundo na banda? Em destaque estão os solistas e vocalistas, em fundo está a secção rítmica ou os naipes de metais ou cordas. No futebol de rua, o gordo vai à baliza, no rock vai para a bateria (mais uma para picar os bateras!). Mas, agora a sério, cantar em coro não é o mesmo que ser vocalista solo e, para muita gente, é mais atrativo como executante. Pensem no tipo de exposição que querem ter.

Que investimento financeiro podem fazer?

Se querem tocar piano a sério, comprem um piano a sério. Já foi mais complicado investir num, e no Salão Musical temos condições de pagamento bastante flexíveis e aliciantes. Se querem fazer um investimento mais levezinho, há um universo enorme de instrumentos com preços acessíveis para se iniciarem no mundo da música: ukeleles, harmónicas, cajóns, melódicas, enfim, é só escolher a opção mais simpática para a vossa carteira. Também podem comprar um kit de guitarra, baixo ou violino para iniciados, e descobrirem, sem grande esforço financeiro, se é o que querem. Depois podem comprar instrumentos com uma qualidade superior mas, para começar, têm muito por onde escolher.

Vão procurar ter aulas ou aprender sozinhos?

Aprender um instrumento sozinho não é impossível, mas é mais demorado. Ter um bom professor ajuda imenso não só a perceber as potencialidades de um instrumento, como as técnicas possíveis. O ensino teórico é extremamente importante para percebermos o que estamos a fazer e tocar música muito mais complexa do que Sol e Dó a ir para Ré no refrão. Ou pelo menos para perceber esta última frase.

Se o vosso género preferido é algo mais complexo como jazz ou música clássica, as aulas são imprescindíveis. Se forem mais dados ao punk de acordes de quinta e 1234 para a frente ou outros géneros com menor complexidade musical, então é mais simples. E estão mais virados para música ocidental ou de outras origens? As escalas, os tempos, os instrumentos, as diferenças podem ser tantas que, se querem aprender música clássica indiana deverão procurar um especialista no género. O que interessa é que, independentemente do estilo musical, devem encontrar um bom professor que vos guie e motive para a vossa aprendizagem.

Nós, por acaso, até conhecemos um sítio óptimo para aprender música.

Se ainda nos estão a ler, então estão no caminho certo para aprender um instrumento. É preciso tempo, vontade e dedicação. Se se estiverem a divertir, tanto melhor. Vamos ver outro factor que pode definir melhor a escolha de um instrumento, para vocês ou para um familiar.  

Idade

A idade não é um problema, mas pode ser um factor limitador. Não para os mais velhos, mas para os mais novos. As crianças, devido à sua natureza irrequieta, dão-se melhor com alguns instrumentos do que com outros. Além disso, há instrumentos que são ideais para se começar logo desde pequenino, como o piano, porque dão bases sólidas para a formação musical e pessoal da criança.

Entre os 3 e os 8 anos pode-se colocar os miúdos no piano ou no violino, desde que estejam motivados para isso. Se não gostam, não insistam.

Guitarras, bateria ou instrumentos de sopro, como flautas de bisel, implicam um esforço e controle físico que as crianças só adquirem por volta dos 7 ou 8 anos. A sua capacidade de concentração é maior, assim como a capacidade de trabalhar em conjunto, pelo que coros vocais também sejam uma opção excelente. Saxofones e outros metais podem ser mais complexos e talvez mais indicados para crianças a partir dos 10 anos.

Os adolescentes aprendem um instrumento de acordo com os seus ídolos: há os que querem ser vocalistas porque adoram o Jim Morrison ou o Kanye West. Outros preferem a guitarra porque é instrumento central do seu género favorito, muitos atiram-se de cabeça para as percussões porque são hiperativos, os mais tímidos agarram-se aos introspectivos violoncelo ou saxofone. A partir desta fase qualquer instrumento é bom, porque os miúdos querem ter o domínio sobre algo que os estimule tecnicamente e intelectualmente e, ao mesmo tempo, os satisfaça emocional e socialmente.

Passada essa fase de impressionar os amigos, e chegados à idade adulta (seja qual a idade a que lá chegamos), qualquer instrumento é bom. As primeiras questões que vos colocámos são fundamentais para vos ajudar a escolher mas, imaginem que, assim de repente, sem estarem a contar, vos perguntam de caras que instrumento querem aprender. Logo o primeiro que vos vem à cabeça. Ok, já têm a vossa resposta. Para os que disseram acordeão, recomendamos que leiam isto.

Tem que ser um instrumento que vos dê gozo, que caiba lá em casa, que não rebente com o vosso orçamento, que não vos destrua as vossas relações familiares, e que, durante aquele período inicial que não tocam grande coisa, não vos deixe desmotivados. E esta parte é fundamental: perseverança. Dominar o nível básico de um instrumento demora algum tempo, mas o tempo voa quando nos estamos a divertir.

Numa idade mais avançada, em que as limitações físicas são maiores, a escolha é menor: instrumentos de sopro, outros que implicam maior precisão - como violinos -  tornam-se mais complicados de aprender a tocar. Não são impossíveis, mas podem ponderar outras opções. E, aprender um instrumento musical numa fase avançada da nossa vida, ajuda muito à manutenção das nossas faculdades mentais e capacidades sociais.

Podem sempre fazer este questionário, nem que seja por diversão.

Ainda têm dúvidas sobre qual é o vosso favorito? Podem aprender a tocar mais do que um. Se precisam ainda de ajuda, venham falar connosco. Temos instrumentos para todas as idades, estilos e carteiras.

Publicado no dia 2018-01-22 por Salão Musical de Lisboa Atualidade 0 46

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