Sistemas Sem Fios para Guitarra e Baixo | Salão Musical
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Sistemas sem fios para guitarra e baixo: como escolher

Publicado por2026-08-07 por 2
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Os sistemas sem fios permitem ligar uma guitarra ou um baixo à pedalboard ou ao amplificador com maior liberdade de movimentos. Vejam como comparar frequência, latência, alcance, autonomia e compatibilidade antes de escolher.

Um sistema sem fios para guitarra ou baixo elimina o cabo entre o instrumento e a pedalboard ou o amplificador. Isto dá-vos maior liberdade de movimentos em palco, reduz a quantidade de cabos junto aos pés e permite testar o som a partir de diferentes pontos da sala.

No entanto, antes de substituírem o cabo, é normal surgirem algumas dúvidas. Um sistema sem fios altera o timbre? Introduz atraso? Funciona com captadores ativos? Pode sofrer interferências de Wi-Fi? E que alcance é realmente necessário?

Os sistemas atuais conseguem transmitir o sinal com baixa latência e boa qualidade de áudio, mas nem todos apresentam as mesmas características. A frequência utilizada, o alcance, a autonomia, o formato do transmissor e a compatibilidade com o instrumento podem fazer diferença.

Neste artigo, concentramo-nos sobretudo nos sistemas compactos, em que o transmissor e o recetor se ligam diretamente através de fichas jack de 6,35 mm. Explicamos como funcionam, que especificações devem comparar e como evitar perdas de sinal ou falhas durante um ensaio ou concerto.

Vamos usar como referência alguns modelos disponíveis no Salão Musical, à altura da escrita deste artigo. Vejam se temos novos produtos ou se os de que falamos ainda estão em catálogo.

Índice

O que é um sistema sem fios para guitarra ou baixo?

Um sistema sem fios altera o som?

O que devem comparar antes de escolher

UHF, 2,4 GHz ou 5,8 GHz?

Sistemas wireless UHF

Sistemas wireless de 2,4 GHz

Sistemas wireless de 5,8 GHz

A latência é importante?

Quanto alcance precisam realmente?

Compatibilidade com guitarras e baixos

Captadores passivos

Captadores ativos

Baixos de cinco cordas

Formato da ficha

Autonomia, carregamento e canais

Quantos sistemas podem usar ao mesmo tempo?

Como ligar um sistema sem fios

Antes de começar a tocar

Como evitar interferências e falhas de sinal

Sistemas sem fios disponíveis no Salão Musical

Sistema sem fios Aroma ARU03

Sistema sem fios Aroma ARG-05

Sistema sem fios Ibanez WS1

Sistema sem fios Fender Telepath

Sistema Wireless BOSS WL-20L

Qual devem escolher?

Para começar

Para utilizar a banda de 5,8 GHz

Para diferentes tipos de captadores

Para mudar de instrumento durante o concerto

Para instrumentos ativos e eletroacústicos

Para um palco com vários sistemas

Erros frequentes com sistemas sem fios

Escolher apenas pelo alcance

Não confirmar o encaixe do transmissor

Ignorar o tipo de captadores

Não comparar com um cabo

Trabalhar no limite da bateria

Colocar o recetor junto a equipamentos sem fios

Não testar o palco completo

Não levar um cabo de reserva

Perguntas frequentes

Um sistema sem fios faz perder qualidade de som?

Posso usar o mesmo sistema numa guitarra e num baixo?

Um sistema de 2,4 GHz interfere com o Wi-Fi?

Um sistema de 5,8 GHz é sempre melhor?

Posso ligar o recetor diretamente à pedalboard?

Preciso de simulação de cabo?

Posso usar vários transmissores com o mesmo recetor?

Conclusão

O que é um sistema sem fios para guitarra ou baixo?

Um sistema sem fios substitui o primeiro cabo da cadeia de sinal, normalmente aquele que liga a guitarra ou o baixo à pedalboard, ao amplificador ou a outro equipamento.

É geralmente composto por duas unidades:

  • - um transmissor, ligado à saída do instrumento;
  • - um recetor, ligado à entrada da pedalboard, do amplificador ou de outro equipamento.

O transmissor recebe o sinal elétrico produzido pelo instrumento e envia-o por rádio. O recetor capta essa transmissão e volta a disponibilizar o sinal através de uma saída de áudio.

Nos sistemas compactos, o transmissor e o recetor têm normalmente fichas jack de 6,35 mm integradas e baterias recarregáveis. Depois de emparelhadas, as duas unidades funcionam quase como um cabo invisível.

Existem também sistemas profissionais com transmissores de cinto, cabos próprios e recetores em formato de pedal ou rack. Neste artigo, concentramo-nos nos modelos compactos, indicados para prática em casa, ensaios e atuações em palcos pequenos ou médios.

Um sistema sem fios altera o som?

Um bom sistema sem fios deve preservar o volume, a dinâmica e o carácter do instrumento sem acrescentar ruído, distorção ou falhas percetíveis.

Mesmo assim, o som pode não ser exatamente igual ao obtido com um cabo.

Um cabo de guitarra tem capacitância e interage com os captadores passivos. Dependendo do comprimento e da construção, pode suavizar ligeiramente as frequências mais agudas. Quando retiram esse cabo da cadeia, o instrumento pode parecer mais brilhante ou aberto.

Isto não significa necessariamente que o sistema sem fios esteja a piorar o som. Pode estar simplesmente a eliminar parte da coloração introduzida pelo cabo.

Alguns sistemas incluem uma função de simulação de cabo para reproduzir esse efeito. O Ibanez WS1, por exemplo, tem um modo concebido para imitar as características tonais de um cabo de aproximadamente três metros. A Ibanez recomenda esta função sobretudo para captadores passivos.

O Fender Telepath também inclui simulação de cabo e um seletor para ajustar o sistema a instrumentos ativos ou passivos.

O BOSS WL-20L segue outra abordagem. Este modelo não tem simulação de cabo e foi desenvolvido sobretudo para instrumentos em que a capacitância do cabo tem pouca influência, como guitarras eletroacústicas com pré-amplificador, guitarras e baixos ativos e outros equipamentos com saída de linha.

Para perceberem se existe uma diferença importante no vosso caso, façam uma comparação simples:

  • - liguem o instrumento à pedalboard ou ao amplificador com um bom cabo;
  • - toquem acordes, notas isoladas e frases com diferentes intensidades;
  • - substituam o cabo pelo sistema sem fios;
  • - comparem o volume, os graves, os agudos e a resposta à palhetada.

O objetivo não é garantir que os dois sons sejam absolutamente iguais. O mais importante é confirmar que o sistema preserva o carácter do instrumento e que a eventual diferença tonal funciona bem no vosso equipamento.

O que devem comparar antes de escolher

Não escolham um sistema apenas pelo preço ou pela distância máxima anunciada pelo fabricante. Comparem estes elementos:

  • - frequência de transmissão;
  • - latência;
  • - alcance;
  • - autonomia;
  • - número de canais;
  • - compatibilidade com instrumentos ativos e passivos;
  • - formato e mobilidade da ficha;
  • - simulação de cabo;
  • - facilidade de emparelhamento;
  • - resposta de frequência;
  • - possibilidade de utilizar vários sistemas no mesmo espaço.

Estas características devem ser analisadas em conjunto.

Um sistema pode ter um alcance elevado, mas uma autonomia curta. Outro pode oferecer uma latência muito baixa, mas não ter simulação de cabo. Também há modelos pensados especialmente para instrumentos ativos e outros mais versáteis para diferentes tipos de captadores.

A escolha depende daquilo que vão ligar, do espaço onde tocam e da forma como utilizam o instrumento.

Sistema Wireless BOSS WL-20L para guitarra

UHF, 2,4 GHz ou 5,8 GHz?

Os termos analógico e digital descrevem a forma como o áudio é processado e transmitido. UHF, 2,4 GHz e 5,8 GHz referem-se às frequências utilizadas.

Isto significa que não devem associar automaticamente UHF a transmissão analógica ou 2,4 GHz e 5,8 GHz a transmissão digital. Um sistema digital também pode funcionar dentro de frequências UHF.

Sistemas wireless UHF

UHF significa frequência ultra-alta e abrange uma área extensa do espectro radioelétrico.

Alguns sistemas UHF permitem selecionar vários canais. Esta possibilidade pode ser útil quando existem interferências ou vários sistemas sem fios a funcionar no mesmo espaço.

Nos modelos mais simples, o emparelhamento e a escolha do canal podem ser feitos automaticamente.

Se utilizarem o equipamento noutro país, confirmem sempre no manual se as frequências são adequadas à região onde vão tocar.

Sistemas wireless de 2,4 GHz

A banda de 2,4 GHz é utilizada por redes Wi-Fi, Bluetooth e muitos outros equipamentos.

Uma das suas vantagens é ser usada internacionalmente por numerosos sistemas compactos. Isto simplifica a utilização em diferentes locais, porque não precisam de comprar versões específicas para cada região.

A principal desvantagem é ser uma banda muito ocupada. Em locais com routers, computadores, telemóveis e vários equipamentos sem fios, pode existir maior competição pelas frequências disponíveis.

O Ibanez WS1 e o BOSS WL-20L funcionam na banda de 2,4 GHz. Ambos selecionam automaticamente um canal, evitando que tenham de fazer configurações manuais complexas.

Sistemas wireless de 5,8 GHz

A banda de 5,8 GHz também é utilizada por redes Wi-Fi e outros dispositivos, mas pode estar menos congestionada do que a banda de 2,4 GHz em alguns locais.

O Fender Telepath utiliza transmissão digital a 5,8 GHz. A Fender apresenta esta escolha como uma forma de evitar parte da concentração de equipamentos existente nos 2,4 GHz.

O Aroma ARG-05 também utiliza transmissão a 5,8 GHz e inclui quatro bandas de frequência entre 5,725 e 5,820 GHz.

Nenhuma frequência está sempre livre de interferências. A estabilidade depende do local, dos obstáculos, da distância e dos restantes equipamentos ligados.

Na prática, a frequência é apenas um dos critérios. Um sistema bem instalado e testado será mais importante do que escolher um modelo apenas por funcionar em UHF, 2,4 GHz ou 5,8 GHz.

A latência é importante?

A latência é o tempo que passa entre o momento em que tocam uma nota e aquele em que o som chega ao amplificador ou ao sistema de som.

Todos os sistemas digitais precisam de processar e transmitir o áudio. Isto introduz um pequeno atraso.

Os sistemas disponíveis no Salão Musical apresentam os seguintes valores anunciados:

  • - BOSS WL-20L: 2,3 milissegundos;
  • - Fender Telepath: 4 milissegundos;
  • - Aroma ARU03: menos de 5 milissegundos;
  • - Ibanez WS1: menos de 5 milissegundos;
  • - Aroma ARG-05: menos de 6 milissegundos;

Isoladamente, estes valores são suficientemente baixos para que a maioria dos músicos não sinta um atraso evidente.

No entanto, a latência total pode aumentar se o sinal passar também por:

  • - pedaleiras digitais;
  • - processadores de efeitos;
  • - interfaces de áudio;
  • - software de gravação;
  • - plugins;
  • - mesas de mistura digitais;
  • - sistemas de monitorização sem fios.

Um pequeno atraso em cada equipamento pode acumular-se e ficar percetível, dificultando a execução e a sincronia com os restantes elementos da banda. Se utilizam vários aparelhos digitais na mesma cadeia, testem o sistema completo e não apenas o transmissor e o recetor.

Quanto alcance precisam realmente?

O alcance anunciado pelos fabricantes é normalmente medido em linha de vista, sem paredes, pessoas ou estruturas metálicas entre o transmissor e o recetor.

Num ensaio ou concerto, as condições raramente são tão simples.

O alcance de um sistema sem fios pode diminuir devido a:

  • - pessoas entre o transmissor e o recetor;
  • - paredes;
  • - estruturas metálicas;
  • - outros sistemas sem fios;
  • - routers;
  • - computadores;
  • - posição do corpo;
  • - localização do recetor;
  • - interferências existentes no espaço.

Um palco pequeno não exige necessariamente um sistema com 30 ou 35 metros de alcance. Para muitos ensaios e concertos, 15 ou 20 metros são suficientes.

O mais importante é terem alguma margem. Se precisam de se afastar dez metros do recetor, evitem escolher um sistema que funcione no limite exatamente a essa distância.

Os valores anunciados para os sistemas disponíveis são:

  • - BOSS WL-20L: até 15 metros;
  • - Aroma ARU03: até 20 metros;
  • - Aroma ARG-05: até 20 metros;
  • - Fender Telepath: até cerca de 21 metros;
  • - Ibanez WS1: até 30 metros.

Estes valores podem diminuir num espaço com obstáculos, público ou muita atividade radioelétrica.

Compatibilidade com guitarras e baixos

A maioria destes sistemas pode ser usada com guitarra elétrica e baixo, mas devem confirmar o tipo de eletrónica do instrumento e o formato da saída.

Captadores passivos

Os captadores passivos não têm pré-amplificação própria e podem interagir de forma mais evidente com o cabo.

Nestes instrumentos, a simulação de cabo pode ajudar a manter uma resposta tonal próxima daquela a que estão habituados.

O Ibanez WS1 e o Fender Telepath incluem esta possibilidade. No WS1, a função pode ser ligada ou desligada conforme o resultado pretendido.

Captadores ativos

Os instrumentos ativos utilizam uma bateria e um pré-amplificador interno. Podem produzir um sinal mais forte e precisam de um sistema com margem suficiente para evitar distorção na entrada.

O Fender Telepath inclui um seletor específico para instrumentos ativos e passivos.

O BOSS WL-20L foi concebido sem simulação de cabo, sendo especialmente indicado para:

  • - guitarras e baixos com captadores ativos;
  • - guitarras eletroacústicas com pré-amplificador;
  • - instrumentos com sistemas piezoelétricos;
  • - equipamentos com saída de linha.

O Ibanez WS1 é apresentado pelo fabricante como compatível com captadores magnéticos passivos, ativos e piezoelétricos. A Ibanez alerta, no entanto, que instrumentos com circuitos ativos ou funções especiais podem não ser compatíveis em todos os casos.

Sistema sem fios Fender Telepath

Baixos de cinco cordas

Para um baixo de cinco cordas, confirmem que o sistema tem uma resposta de frequência ampla e consegue receber sinais fortes sem distorcer.

Uma resposta entre 20 Hz e 20 kHz cobre a gama normalmente necessária para guitarra e baixo, mas esta especificação não conta toda a história.

A gama dinâmica, o nível máximo de entrada, a qualidade da transmissão e o amplificador utilizado também influenciam o resultado.

Formato da ficha

Nem todas as guitarras e baixos têm a saída jack no mesmo local.

A ficha pode estar:

  • - na frente do instrumento;
  • - na lateral do corpo;
  • - numa placa inclinada;
  • - dentro de uma cavidade;
  • - próxima da correia;
  • - junto à alavanca de tremolo.

Um transmissor rígido ou demasiado volumoso pode não encaixar corretamente.

Os transmissores articulados ou rotativos adaptam-se melhor a diferentes instrumentos. O Fender Telepath tem uma ficha articulada, o Aroma ARU03 apresenta uma rotação de 60 graus e o Aroma ARG-05 inclui fichas que rodam livremente em vários ângulos.

Antes de comprar, confirmem se o transmissor não interfere com a correia, com a alavanca de tremolo ou com a posição em que apoiam o instrumento.

Autonomia, carregamento e canais

Sistema sem fios Ibanez WS1 para guitarra ou baixo

A autonomia deve cobrir toda a utilização prevista, incluindo a passagem de som, o concerto e possíveis atrasos.

A duração real da bateria pode diminuir com:

• envelhecimento da bateria;

• temperatura;

• frequência de utilização;

• número de ciclos de carregamento;

• armazenamento prolongado sem carga.

O recomendado é que carreguem o transmissor e o recetor antes de cada ensaio ou concerto.

Levem sempre um cabo de instrumento como alternativa. Se a bateria acabar ou surgir uma falha, o cabo permite restabelecer rapidamente o sinal.

Quantos sistemas podem usar ao mesmo tempo?

O número de canais é importante quando vários músicos usam sistemas sem fios no mesmo palco.

O Aroma ARG-05 inclui quatro bandas de frequência entre 5,725 e 5,820 GHz. O Fender Telepath suporta quatro canais simultâneos. O Ibanez WS1 escolhe automaticamente entre 22 canais. A BOSS indica que podem ser usados até 14 sistemas compatíveis no mesmo espaço, embora o número real dependa das condições locais.

O Fender Telepath permite ainda guardar o emparelhamento com até três transmissores no mesmo recetor. Esta função facilita a mudança entre instrumentos, mas os transmissores devem ser usados um de cada vez.

Quando existem vários sistemas no palco:

  • - liguem todos os equipamentos sem fios;
  • - emparelhem cada transmissor com o respetivo recetor;
  • - escolham canais diferentes, quando possível;
  • - testem todos os instrumentos em simultâneo;
  • - percorram o palco durante a passagem de som.

Como ligar um sistema sem fios

A ligação mais simples é:

guitarra ou baixo → transmissor → recetor → amplificador

O transmissor entra na saída do instrumento. O recetor liga-se à entrada do amplificador, exatamente no local onde ligariam o cabo.

Se usam uma pedalboard, a cadeia será normalmente:

guitarra ou baixo → transmissor → recetor → afinador → restantes pedais → amplificador

O sistema sem fios substitui apenas o primeiro cabo, entre o instrumento e a pedalboard.

Também podem ligar o recetor a:

  • - uma pedaleira;
  • - uma interface de áudio;
  • - um preamp;
  • - um simulador de amplificador;
  • - uma DI box;
  • - uma mesa de mistura.

Confirmem, no entanto, que a entrada escolhida aceita sinal de instrumento. Uma entrada de linha ou de microfone pode exigir uma regulação diferente.

Antes de começar a tocar

  • - Carreguem o transmissor e o recetor.
  • - Baixem o volume do amplificador ou da mesa de mistura.
  • - Liguem o recetor ao equipamento de destino.
  • - Liguem o transmissor ao instrumento.
  • - Emparelhem as duas unidades.
  • - Confirmem o canal selecionado.
  • - Aumentem gradualmente o volume.
  • - Comparem o nível com o som obtido por cabo.
  • - Percorram a área onde vão tocar.
  • - Confirmem que não existem cortes ou alterações inesperadas.

O processo de emparelhamento varia entre modelos. Sigam sempre as instruções do fabricante.

Como evitar interferências e falhas de sinal

O alcance anunciado não garante, por si só, uma ligação estável. A posição do equipamento pode ter tanta importância como a distância máxima.

Mantenham, sempre que possível, uma linha de vista desimpedida entre o transmissor e o recetor.

Evitem colocar o recetor:

  • - atrás do amplificador;
  • - dentro de uma estrutura metálica;
  • - junto a routers;
  • - encostado a computadores;
  • - perto de fontes de alimentação ruidosas;
  • - rodeado por vários transmissores;
  • - debaixo de uma pedalboard metálica.

Antes da passagem de som, liguem todos os routers, computadores, sistemas de microfone e restantes equipamentos sem fios que serão usados durante o concerto.

Só depois devem emparelhar ou selecionar os canais do sistema.

Testem também o comportamento em diferentes zonas do palco. Uma ligação pode funcionar junto ao amplificador e falhar quando se afastam, viram o corpo ou ficam atrás de outro músico.

Uma sala vazia também pode ter um comportamento diferente de uma sala cheia. Pessoas e equipamentos móveis podem alterar as condições de transmissão.

Sistemas sem fios disponíveis no Salão Musical

No Salão Musical podem encontrar sistemas wireless compactos com diferentes frequências, alcances, autonomias e níveis de compatibilidade.

Sistema sem fios Aroma ARU03

Sistema sem fios Aroma ARU03 para guitarra ou baixo

Aroma ARU-03 UHF no Salão Musical

O Aroma ARU03 é uma opção simples para quem pretende substituir o cabo sem acrescentar configurações complexas ao equipamento.

Especificações:

  • - transmissão UHF;
  • - emparelhamento automático;
  • - ficha rotativa em 60 graus;
  • - alcance de até 20 metros;
  • - latência inferior a 5 milissegundos.

O conjunto inclui transmissor, recetor, cabo USB e manual.

É uma solução indicada para prática em casa, salas de ensaio e palcos pequenos, sobretudo para quem procura um sistema direto e acessível.

Adequado para: quem está a começar a usar sistemas sem fios e não precisa de um alcance muito elevado ou de vários canais selecionáveis.

Comprar Aroma ARU-03 UHF no Salão Musical

Sistema sem fios Aroma ARG-05

Sistema sem fios Aroma ARG-05 para guitarra ou baixo

O Aroma ARG-05 utiliza transmissão a 5,8 GHz e inclui quatro bandas de frequência entre 5,725 e 5,820 GHz.

As especificações indicadas incluem:

  • - transmissão a 5,8 GHz;
  • - quatro bandas de frequência entre 5,725 e 5,820 GHz;
  • - alcance de transmissão até 20 metros;
  • - consumo de 75 mA no transmissor;
  • - consumo de 60 mA no recetor;
  • - fichas com rotação em vários ângulos;
  • - carregamento através de um cabo USB de 5 V;
  • - compatibilidade com carregadores de telemóvel e baterias externas.

A possibilidade de rodar as fichas facilita a ligação a guitarras e baixos com diferentes posições de saída. O carregamento por USB permite utilizar um adaptador comum ou uma bateria externa.

A documentação refere um consumo energético reduzido, mas não indica uma autonomia concreta em horas.

Adequado para: guitarristas e baixistas que procuram um sistema compacto de 5,8 GHz, com quatro bandas de frequência e fichas adaptáveis a diferentes instrumentos.

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Sistema sem fios Ibanez WS1

Sistema sem fios Ibanez WS1 para guitarra ou baixo

O Ibanez WS1 é um sistema digital compacto para guitarra e baixo.

Funciona na banda de 2,4 GHz e apresenta:

  • - qualidade de áudio de 24 bits e 44,1 kHz;
  • - latência inferior a 5 milissegundos;
  • - alcance de até 30 metros em linha de vista;
  • - autonomia aproximada de quatro horas;
  • - resposta de frequência entre 20 Hz e 20 kHz;
  • - seleção automática de canal;
  • - simulação de cabo que pode ser ligada ou desligada.

O sistema escolhe automaticamente entre 22 canais e desliga-se quando não deteta sinal durante dez minutos, ajudando a poupar bateria.

A Ibanez indica compatibilidade com captadores passivos, ativos e piezoelétricos. A ficha rotativa foi também concebida para se adaptar a diferentes formatos de guitarra sem interferir com determinados sistemas de tremolo.

Adequado para: guitarristas e baixistas que usam diferentes tipos de captadores e querem poder escolher entre um som mais aberto e uma resposta semelhante à de um cabo.

Comprar Sistema sem Fios Ibanez WS1 UHF no Salão Musical

Sistema sem fios Fender Telepath

Sistema sem fios Fender Telepath

O Fender Telepath utiliza transmissão digital a 5,8 GHz e foi concebido para trabalhar com instrumentos ativos e passivos.

As principais características são:

  • - latência de 4 milissegundos;
  • - alcance de aproximadamente 21 metros;
  • - autonomia de até oito horas;
  • - carregamento completo em cerca de duas horas;
  • - quatro canais simultâneos;
  • - ficha articulada;
  • - seletor para instrumentos ativos e passivos;
  • - simulação de cabo.

O recetor pode guardar o emparelhamento com até três transmissores. Para trocar de instrumento, desligam um transmissor e ligam o seguinte, sem precisarem de voltar a configurar todo o sistema.

Esta função é útil para quem alterna entre guitarra principal, instrumento de reserva, baixo ou guitarra eletroacústica durante uma atuação.

Adequado para: músicos que precisam de maior autonomia, usam instrumentos diferentes e valorizam a compatibilidade com captadores ativos e passivos.

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Sistema Wireless BOSS WL-20L

Sistema Wireless BOSS WL-20L para guitarra

O BOSS WL-20L é um sistema digital de 2,4 GHz com emparelhamento automático.

Para configurar a ligação, encaixam o transmissor no recetor durante aproximadamente dez segundos. O sistema analisa o ambiente e seleciona automaticamente um canal adequado.

As especificações incluem:

  • - latência de 2,3 milissegundos;
  • - alcance de até 15 metros em linha de vista;
  • - resposta de frequência entre 20 Hz e 20 kHz;
  • - gama dinâmica igual ou superior a 110 dB;
  • - autonomia aproximada de 12 horas no transmissor;
  • - autonomia aproximada de sete horas no recetor;
  • - até 14 sistemas compatíveis no mesmo espaço, dependendo das condições locais.

O WL-20L não inclui simulação de cabo. A BOSS recomenda-o especialmente para instrumentos ativos, guitarras eletroacústicas com pré-amplificador, sistemas piezoelétricos e outros equipamentos em que a capacitância do cabo tem pouco efeito no som.

Também pode ser usado com captadores passivos por quem prefira uma resposta mais aberta, sem a ligeira redução de agudos criada pela simulação de cabo.

Adequado para: guitarras eletroacústicas, baixos ativos, instrumentos com pré-amplificador e músicos que procuram latência muito baixa e maior autonomia.

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Qual devem escolher?

Não existe um sistema ideal para todos os músicos. A escolha depende do instrumento, do espaço e da utilização.

Para começar

O Aroma ARU03 oferece uma utilização simples, emparelhamento automático e um alcance anunciado de 20 metros.

É uma opção indicada para prática, ensaios e pequenos palcos.

Para utilizar a banda de 5,8 GHz

O Aroma ARG-05 trabalha entre 5,725 e 5,820 GHz e inclui quatro bandas de frequência. Apresenta um alcance anunciado de 20 metros e fichas ajustáveis a diferentes posições de saída.

Para diferentes tipos de captadores

O Ibanez WS1 é a opção que apresenta de forma mais clara a compatibilidade com captadores passivos, ativos e piezoelétricos.

A simulação de cabo também permite adaptar a resposta tonal a guitarras passivas.

Para mudar de instrumento durante o concerto

O Fender Telepath permite emparelhar até três transmissores com o mesmo recetor.

É uma solução prática para quem alterna entre instrumentos e precisa de uma autonomia mais longa.

Para instrumentos ativos e eletroacústicos

O BOSS WL-20L foi concebido especialmente para sinais ativos, pré-amplificados ou de linha.

Também apresenta a latência mais baixa dos cinco modelos e uma autonomia elevada no transmissor.

Para um palco com vários sistemas

Procurem modelos com vários canais ou seleção automática de frequências.

O número máximo anunciado não garante que todos os sistemas funcionem sem interferências em qualquer espaço. Façam sempre os testes com todos os equipamentos ligados.

Erros frequentes com sistemas sem fios

Escolher apenas pelo alcance

Uma distância superior não garante uma ligação mais estável. Obstáculos, interferências e a posição do recetor também influenciam o resultado.

Não confirmar o encaixe do transmissor

Uma ficha rígida pode não funcionar numa saída profunda, inclinada ou muito próxima da correia.

Ignorar o tipo de captadores

Um baixo ativo ou uma guitarra eletroacústica pode produzir um sinal diferente de uma guitarra passiva. Confirmem a compatibilidade antes de comprar.

Não comparar com um cabo

Façam sempre um teste direto. O sistema pode alterar ligeiramente o brilho ou a resposta dinâmica do instrumento.

Trabalhar no limite da bateria

A autonomia da bateria deve cobrir a soundcheck, duração prevista do concerto e eventuais atrasos. Não contem apenas com o tempo de atuação.

Colocar o recetor junto a equipamentos sem fios

Routers, computadores e outros transmissores podem aumentar o risco de interferências.

Não testar o palco completo

Percorram a área onde vão tocar e testem o sinal virados em diferentes direções.

Não levar um cabo de reserva

Mesmo um sistema fiável pode ficar sem bateria ou encontrar interferências inesperadas. Um cabo continua a ser a solução de emergência mais simples.

Perguntas frequentes

Um sistema sem fios faz perder qualidade de som?

Um bom sistema deve preservar o carácter do instrumento sem introduzir uma perda evidente.

Pode existir uma pequena diferença tonal porque o sistema elimina a capacitância do cabo. Alguns modelos incluem simulação de cabo para reproduzir essa resposta.

Posso usar o mesmo sistema numa guitarra e num baixo?

Sim, desde que o sistema seja compatível com o tipo e o nível de saída dos dois instrumentos.

Confirmem especialmente a utilização com baixos ativos, sistemas piezoelétricos e instrumentos com pré-amplificador.

Um sistema de 2,4 GHz interfere com o Wi-Fi?

A banda de 2,4 GHz é partilhada por Wi-Fi, Bluetooth e muitos outros equipamentos.

Isto não significa que o sistema vá necessariamente falhar, mas pode existir maior competição pelas frequências em locais muito congestionados.

Um sistema de 5,8 GHz é sempre melhor?

Não. Pode encontrar menos equipamentos nalguns espaços, mas continua sujeito a interferências, obstáculos e limitações de alcance.

A estabilidade real depende do sistema e do local.

Posso ligar o recetor diretamente à pedalboard?

Sim. O recetor substitui o cabo entre o instrumento e o primeiro pedal.

Pode ser ligado ao afinador ou ao primeiro efeito da cadeia.

Preciso de simulação de cabo?

Não obrigatoriamente.

Pode ser útil com captadores passivos se o sistema sem fios tornar o som mais brilhante do que aquele a que estão habituados.

Posso usar vários transmissores com o mesmo recetor?

Depende do modelo.

O Fender Telepath permite guardar até três emparelhamentos para facilitar mudanças de instrumento, mas apenas um transmissor deve estar ligado de cada vez.

Conclusão

Um sistema sem fios para guitarra ou baixo pode dar-vos maior liberdade de movimentos sem comprometer de forma evidente a qualidade do som.

Antes de escolher, comparem:

  • - frequência;
  • - latência;
  • - alcance;
  • - autonomia;
  • - número de canais;
  • - compatibilidade com instrumentos ativos e passivos;
  • - formato da ficha;
  • - simulação de cabo;
  • - facilidade de emparelhamento.

Para tocar em casa, ensaiar ou atuar em palcos pequenos, um sistema simples pode ser suficiente. Para concertos com vários equipamentos sem fios, mudanças de instrumento ou maior liberdade de circulação, vale a pena procurar mais canais, melhor autonomia e funções específicas de compatibilidade.

Testem sempre o sistema com o vosso equipamento completo, comparem o resultado com um bom cabo e percorram o palco durante a passagem de som.

No Salão Musical encontram sistemas sem fios para guitarra e baixo com diferentes alcances, frequências e funcionalidades. Visitem a nossa loja online e soltem-se em palco.

Vejam Sistemas Wireless para guitarra e baixo no Salão Musical

Foto Alexandre St-Louis / Unsplash
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