Como escolher uma mesa de mistura | Guia Salão Musical
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Como escolher uma mesa de mistura: canais, ligações e efeitos

Publicado por2026-08-14 por 16
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Saibam como escolher uma mesa de mistura: canais, entradas, Gain, AUX, efeitos, USB, phantom power e comparação das Yamaha MG.

A maioria das pessoas olha para uma mesa de mistura e fica assustada com a quantidade de entradas, botões, luzes e controlos que parecem repetir-se até ao infinito. Mas escolher uma mesa de mistura é bastante simples, se souberem para onde olhar.

A decisão começa com a seguinte questão: o que precisam de ligar à mesa e o que querem fazer com esses sinais?

Um músico a solo que usa um microfone e um teclado tem necessidades muito diferentes de uma banda com três vozes, guitarra eletroacústica e teclados. Quem pretende apenas amplificar uma apresentação também não precisa necessariamente das mesmas funções de alguém que quer gravar ensaios para o computador.

Por isso, não escolham uma mesa pelo número de controlos, nem sequer pelo número de canais escrito no nome. Comecem pelas fontes que vão ligar, percebam que entradas essas fontes exigem e deixem alguma margem para aquilo que poderá aparecer mais tarde.

Neste guia vamos explicar como contar canais, distinguir entradas de microfone, linha e instrumento, perceber para que servem Gain, phantom power, compressor, efeitos, AUX e USB e, no final, comparar as mesas Yamaha MG disponíveis no Salão Musical.

Índice

Comecem pelo equipamento que vão ligar

Imaginem o seguinte cenário: vão montar um pequeno sistema para uma banda que tem:

  • - uma voz principal;
  • - uma segunda voz;
  • - uma guitarra eletroacústica;
  • - um teclado estéreo.

À primeira vista, podem pensar que precisam de uma mesa com quatro canais porque existem quatro fontes.

Mas não é necessariamente assim.

As duas vozes precisam de duas entradas de microfone. A guitarra ocupa outra entrada. Se quiserem manter o teclado em estéreo, precisam de receber separadamente os canais esquerdo e direito.

De repente, aquilo que parecia um sistema de quatro fontes já utiliza cinco entradas de áudio.

Agora acrescentem uma terceira voz, um computador para reproduzir música nos intervalos ou um segundo instrumento e percebem por que motivo uma mesa escolhida apenas para algumas fontes pode ficar pequena muito depressa.

Por isso, a primeira coisa a fazer antes de comparar modelos é criar uma lista de tudo o que querem ligar ao mesmo tempo.

Quantos canais precisam de ter?

Uma mesa de mistura recebe diferentes sinais de áudio, permite ajustar cada um deles e combina-os numa ou mais saídas.

É daí que vem a designação “mesa de seis canais”, “dez canais” ou “dezasseis canais”.

O problema é que o número total de canais não corresponde necessariamente ao número de microfones que podem ligar.

A Yamaha MG06, por exemplo, é uma mesa de seis canais, mas tem capacidade para um máximo de dois microfones. A MG10 tem dez canais e recebe até quatro microfones. Os restantes canais podem receber fontes de linha, incluindo fontes estéreo.

Por isso, se têm quatro vocalistas ou querem usar quatro microfones, não basta procurar uma mesa com “seis canais” no nome. Precisam de confirmar que existem quatro entradas capazes de receber sinais de microfone.

Esta diferença é uma das principais razões para uma mesa aparentemente grande poder revelar-se pequena para determinada utilização.

Também convém deixar alguma margem para necessidades futuras. Não precisam de comprar uma mesa enorme para uma banda pequena, mas ficar logo com todas as entradas ocupadas também não é uma solução muito confortável.

E se quiserem acrescentar mais um instrumento ou uma faixa de acompanhamento e as entradas já estiverem todas ocupadas?

Uma entrada livre pode vir a servir para:

  • - mais uma voz;
  • - um segundo teclado;
  • - uma guitarra acústica;
  • - um microfone de apresentação;
  • - um computador;
  • - um leitor de áudio;
  • - outro instrumento que apareça na formação.

Escolham para aquilo que fazem agora, mas não ignorem aquilo que é provável fazerem daqui a alguns meses.

Canal, entrada e pré-amplificador: o que são

São três palavras que aparecem constantemente nas especificações e que podem causar alguma confusão.

Um canal é o percurso que um sinal percorre dentro da mesa de mistura. Pensem nele como uma pequena secção da mesa dedicada a uma determinada fonte — por exemplo, uma voz, uma guitarra ou um teclado. Nesse canal encontram a entrada onde ligam o equipamento e os controlos que permitem trabalhar esse sinal, como Gain, equalização, envio para efeitos ou monitores e nível de volume. Quando alteram um destes controlos, estão a modificar o sinal que passa por esse canal.

Uma entrada é a ligação física através da qual o sinal chega à mesa. As mais comuns são as fichas XLR, normalmente utilizadas para microfones, e as fichas jack de 6,35 mm, muito usadas para sinais de linha. Um mesmo canal pode ter mais do que um tipo de entrada disponível, mas isso não significa necessariamente que possam utilizá-las ao mesmo tempo: normalmente são formas alternativas de fazer chegar um sinal ao mesmo canal.

Um pré-amplificador de microfone, ou simplesmente pré-amplificador, é o circuito que aumenta o sinal elétrico muito baixo produzido por um microfone até um nível que a mesa consegue processar corretamente. É nesta fase que atua normalmente o controlo de Gain. Um bom ajuste permite obter um sinal suficientemente forte e limpo sem o levar à distorção. Por isso, o pré-amplificador tem um papel importante na qualidade do sinal logo à entrada da mesa.

Para quem está a comprar, a pergunta deixa então de ser apenas “quantos canais tem esta mesa?” e passa a ser: quantos microfones, instrumentos e fontes estéreo consigo realmente ligar ao mesmo tempo?

Microfone, linha, instrumento, mono e estéreo

Nem todos os sinais que chegam a uma mesa de mistura têm o mesmo nível ou as mesmas características. É por isso que alguns canais têm pré-amplificador de microfone e outros são pensados sobretudo para sinais de linha.

Perceber esta diferença ajuda-vos a escolher a mesa certa e a ligar cada equipamento à entrada adequada.

Uma entrada de microfone recebe o sinal produzido por um microfone, que é normalmente bastante baixo. Por isso, esse sinal precisa de passar por um pré-amplificador de microfone, que o aumenta até um nível adequado para ser trabalhado pela mesa. A ligação mais comum é XLR. Se precisam de ligar três microfones ao mesmo tempo, confirmem que a mesa tem três canais capazes de receber sinal de microfone.

Uma entrada de linha recebe um sinal que já chega à mesa com um nível relativamente elevado, porque foi previamente amplificado ou gerado por equipamento eletrónico. É o tipo de entrada usado normalmente para teclados, pianos digitais, módulos de som, leitores de áudio, computadores, interfaces ou saídas de preamps. Numa mesa de mistura, aparece muitas vezes em formato jack de 6,35 mm. Como o sinal já tem um nível adequado, não precisa do mesmo grau de pré-amplificação que um microfone.

Uma entrada de instrumento destina-se a sinais provenientes diretamente de instrumentos como guitarras elétricas e baixos passivos. Estes sinais têm um nível e uma impedância diferentes dos sinais de linha, por isso beneficiam de uma entrada própria, frequentemente identificada como Instrument, Hi-Z ou semelhante.

O facto de uma guitarra usar uma ficha jack não significa, por si só, que deva ser ligada a qualquer entrada jack da mesa.

Quando a mesa não tem uma entrada Hi-Z dedicada, pode ser necessário usar uma DI box ou um preamp antes de ligar diretamente uma guitarra ou baixo passivo. É precisamente o caso dos modelos Yamaha MG analisados neste artigo: têm entradas de microfone e linha, mas não uma entrada Hi-Z dedicada para ligar diretamente um instrumento passivo.

Uma DI box adapta o sinal do instrumento para uma ligação mais adequada à mesa e permite também usar ligações balanceadas em cabos mais compridos, algo particularmente útil em palco.

Se a guitarra ou o baixo já estiverem ligados a uma pedaleira, modelador ou preamp com uma saída própria de linha, podem ligar essa saída a uma entrada de linha, desde que sigam as indicações do equipamento.

Além do tipo de sinal, precisam de perceber se a fonte é mono ou estéreo.

Uma fonte mono envia um único canal de áudio. É o caso mais comum de um microfone, uma guitarra ou um baixo.

Uma fonte estéreo envia dois canais diferentes, esquerdo e direito. É comum em teclados, pianos digitais, computadores, leitores de áudio e algumas pedaleiras.

Se um teclado tiver saídas L e R, podem ligá-lo em mono usando apenas a saída identificada como L/Mono, quando o fabricante o permitir. Se quiserem preservar todos os elementos do som estéreo, precisam de ligar as duas saídas.

Isto é importante quando contam os canais de que precisam. Um único teclado estéreo pode ocupar duas entradas físicas da mesa, mesmo sendo apenas um instrumento.

Antes de escolherem uma mesa, identifiquem para cada equipamento que tipo de sinal produz, que entrada exige e se funciona em mono ou estéreo.

Os controlos que devem conhecer antes de comprar

Não precisam de saber utilizar todas as funções de uma mesa de mistura antes de a comprar, mas irão descobrir que há alguns controlos fundamentais que podem influenciar a vossa escolha.

Gain

O Gain controla a quantidade de amplificação aplicada ao sinal logo à entrada do canal. É particularmente importante quando trabalham com microfones, porque estes produzem sinais relativamente baixos e precisam de ser amplificados pelo pré-amplificador da mesa.

Se o Gain estiver demasiado baixo, o sinal entra fraco e podem ser obrigados a compensar mais tarde com outros controlos, aumentando também o ruído. Se estiver demasiado alto, o sinal pode ultrapassar a capacidade da entrada e começar a distorcer.

Essa distorção chama-se clipping. Acontece quando o nível do sinal excede aquilo que o circuito consegue processar sem o cortar nos picos.

Na prática, o Gain deve ser ajustado enquanto o músico canta ou toca com uma intensidade próxima daquela que vai usar realmente. O objetivo é obter um sinal suficientemente forte, mas mantendo alguma margem para os momentos mais altos.

É importante não confundir Gain com volume. O Gain regula o nível do sinal no início do canal. O controlo de volume, através de um potenciómetro ou fader, determina quanto desse sinal é enviado depois para a mistura.

PAD

O PAD reduz o nível do sinal antes de este entrar no pré-amplificador. É útil quando recebem uma fonte particularmente forte e o sinal continua demasiado elevado mesmo com o Gain numa posição baixa.

Ao ativarem o PAD, introduzem uma atenuação que dá à entrada mais margem para trabalhar sem distorcer.

Não é um controlo que precisem de usar em todas as ligações. Se o sinal entra corretamente e conseguem ajustar o Gain sem atingir clipping, deixem o PAD desligado. Usem-no quando uma fonte de nível elevado está a sobrecarregar a entrada.

Equalização

A equalização, ou EQ, permite ajustar o equilíbrio entre diferentes zonas de frequência do som.

Nos modelos mais simples, encontram normalmente controlos para graves, médios e agudos. Ao aumentarem ou reduzirem uma destas zonas, alteram o carácter do sinal desse canal.

Podem, por exemplo:

  • - reduzir graves excessivos numa voz;
  • - retirar agudos demasiado agressivos;
  • - destacar médios para melhorar a presença de um instrumento;
  • - evitar que vários instrumentos ocupem demasiado a mesma zona de frequências.

De forma simplificada, podem pensar na equalização como um controlo de ganho ou atenuação aplicado a determinadas regiões de frequências, em vez de a todo o sinal.

Comecem com os controlos numa posição neutra e ouçam primeiro. Façam ajustes quando existe algo concreto que querem corrigir ou destacar.

Phantom power: quando precisam dos 48 V?

Phantom power é uma alimentação elétrica enviada através do próprio cabo XLR para equipamentos que precisam de energia para funcionar. O valor mais habitual é 48 V, razão pela qual esta função aparece muitas vezes identificada como +48V.

É utilizada sobretudo por muitos microfones de condensador e por alguns outros equipamentos de áudio.

Um microfone dinâmico convencional para voz ao vivo, por exemplo, não necessita normalmente dessa alimentação.

Antes de ativarem o phantom power, confirmem se o equipamento ligado precisa e aceita essa tensão. Se planeiam utilizar microfones de condensador, a presença de phantom power passa a ser uma característica importante na escolha da mesa.

Microfone de condensador Audio-Technica AT2020

Audio Technica AT2020 no Salão Musical

Compressor: para que serve?

Um compressor reduz a diferença entre os momentos mais baixos e mais altos de um sinal. Em vez de deixar um pico muito forte subir livremente, começa a controlar o nível quando este ultrapassa determinado ponto.

Imaginem um vocalista que canta algumas frases suavemente e aumenta muito a intensidade no refrão. Sem compressão, essa diferença pode obrigar a reajustar constantemente o volume ou fazer com que os momentos mais fortes fiquem demasiado destacados.

O compressor ajuda a controlar esses picos e torna o sinal mais fácil de integrar na mistura.

Num compressor convencional podem encontrar vários parâmetros, como threshold, ratio, attack e release. Em algumas mesas, o processo é simplificado através de um compressor de um só potenciómetro: ao rodarem o controlo, aumentam gradualmente a quantidade de compressão sem precisarem de configurar cada parâmetro separadamente.

Esta solução é particularmente prática para vozes e instrumentos com grandes variações de nível em ensaios, pequenos concertos, apresentações ou gravações simples.

Tal como acontece com a equalização, mais compressão não significa necessariamente melhor som. O objetivo é controlar os picos sem retirar toda a dinâmica natural da interpretação.

E os efeitos?

Os efeitos permitem alterar ou complementar o som depois de este entrar na mesa. Podem ser aplicados a uma voz ou instrumento para criar espaço, profundidade ou determinadas características sonoras, sem recorrer necessariamente a um processador externo.

O exemplo mais comum é o reverb. Este efeito simula as reflexões que o som teria num espaço físico, como uma sala, um palco ou uma sala de concertos. Numa voz, uma pequena quantidade de reverb pode tornar o resultado mais natural e menos seco, sobretudo em ensaios, apresentações e atuações ao vivo.

Outro efeito frequente é o delay, que repete o sinal após um determinado intervalo de tempo. Dependendo da configuração, pode ser usado de forma muito discreta para dar profundidade ou de forma mais evidente como parte do próprio som.

Algumas mesas incluem vários tipos de efeitos integrados, enquanto outras deixam todo o processamento a cargo de equipamento externo.

Imaginem um músico que liga à mesa uma voz e uma guitarra que já passa por uma pedaleira. A guitarra pode chegar com os seus próprios efeitos, enquanto a voz chega completamente seca. Uma mesa com processamento integrado permite acrescentar algum reverb à voz e equilibrá-la com o restante som sem ser necessário adicionar um processador de efeitos específico.

Se já usam uma pedaleira, processador de voz ou outro equipamento externo para criar os efeitos de que precisam, essa função integrada na mesa pode ser menos importante.

Também convém distinguir efeitos de processamento dinâmico, como a compressão. Um reverb ou delay acrescenta ou transforma elementos do som. Um compressor atua sobretudo sobre a variação de nível do sinal. São ferramentas diferentes e servem objetivos diferentes.

Ao escolherem uma mesa, pensem por isso no contexto em que a vão utilizar. Para voz ao vivo, pequenos concertos ou apresentações, ter reverb integrado pode ser uma função muito útil. Para um sistema em que os efeitos já são tratados noutro equipamento, pode não ser uma prioridade.

AUX, monitores e auscultadores

Uma saída AUX, ou auxiliar, cria um percurso adicional para enviar parte dos sinais da mesa para outro destino, sem depender apenas da mistura principal.

O uso mais comum é a monitorização.

Imaginem que a mistura principal da mesa está a ser enviada para as colunas que dão o som que o público ouve. O vocalista, no entanto, precisa de ouvir mais voz e menos guitarra num monitor colocado junto ao palco.

Com uma saída AUX, podem enviar para esse monitor quantidades diferentes de cada canal.

É aqui que aparece outra distinção que pode causar alguma confusão: pre-fader e post-fader.

Num envio pre-fader, o nível enviado para o AUX é independente do fader ou controlo de volume principal desse canal. É uma configuração particularmente útil para monitores: podem alterar o volume que o público ouve sem modificar automaticamente aquilo que o músico recebe no monitor.

Num envio post-fader, as alterações feitas ao volume principal do canal também influenciam o nível enviado para o AUX. Este comportamento é frequentemente útil para processadores de efeitos externos.

Nem todas as mesas oferecem o mesmo número de saídas auxiliares nem a mesma liberdade de configuração. Se precisam de criar várias misturas independentes — por exemplo, uma para o vocalista, outra para o baterista e outra para o teclista — confirmem quantos envios AUX a mesa permite e como podem ser configurados.

Coluna de som Solton EC 8 de 2 ohm com jack

Colunas de Som no Salão Musical

A saída de auscultadores tem uma função diferente. Permite ouvir diretamente através de headphones a mistura ou o sinal encaminhado para a secção de monitorização da mesa, dependendo das funções disponíveis.

Pode ser útil para:

  • - acompanhar a mistura sem depender das colunas;
  • - ouvir o som com maior detalhe;
  • - monitorizar uma gravação ou transmissão;
  • - trabalhar em situações em que não querem reproduzir o sinal através do sistema principal.

Os auscultadores não substituem automaticamente uma mistura de monitor para palco.

Ao escolherem uma mesa, pensem por isso não apenas em quantas fontes entram, mas também em para onde precisam de enviar o som depois de o misturar. Se vão trabalhar com monitores de palco, processadores externos ou várias misturas independentes, a capacidade de encaminhamento do sinal passa a ser uma característica importante.

Auscultadores Audio-Technica ATH-M40x

Auscultadores no Salão Musical

Precisam de ligação USB?

Uma ligação USB pode permitir enviar e receber áudio entre a mesa de mistura e um computador. Mas nem todas as mesas com uma porta USB funcionam como interfaces de áudio, por isso é preciso ter atenção a este aspeto na hora de escolher.

Quando a mesa inclui uma verdadeira interface de áudio USB, podem utilizá-la para:

  • - gravar ensaios;
  • - registar concertos;
  • - produzir podcasts;
  • - fazer streaming;
  • - dar aulas online;
  • - reproduzir áudio a partir do computador através da mesa.

Por um lado pode parecer limitado, por ter apenas duas saídas, mas é uma vantagem sobre interfaces de áudio que só têm duas entradas. Vejam o que é mais importante para o vosso caso.

Se a mesa vai servir apenas para misturar microfones e instrumentos e enviar o som para colunas, o USB pode não ser uma prioridade.

Convém também distinguir uma simples porta USB de uma interface de áudio USB. Algumas ligações podem ser utilizadas apenas para alimentação, atualização de firmware ou outras funções. Confirmem sempre nas especificações que a mesa envia e recebe áudio através dessa ligação.

USB não significa gravação multipista

Esta é uma das confusões mais frequentes quando se escolhem mesas de mistura com USB.

Uma mesa pode ter dez canais e, mesmo assim, enviar apenas uma mistura estéreo para o computador.

Quando uma interface é descrita como 2-in/2-out, significa que comunica com o computador através de dois canais de entrada e dois de saída. Na prática, esses dois canais correspondem normalmente aos canais esquerdo e direito de uma mistura estéreo.

Isto permite, por exemplo, ligar vários microfones e instrumentos à mesa, fazer aí a mistura e gravar esse resultado estéreo no computador.

O computador recebe a mistura final, mas não necessariamente cada canal em separado.

Se gravarem:

  • - voz;
  • - guitarra;
  • - baixo;
  • - teclado;

numa mesa deste tipo, podem obter uma gravação estéreo com todos esses elementos juntos. Depois da gravação, não conseguem baixar apenas a guitarra ou aplicar um efeito exclusivamente à voz, porque esses sinais já foram combinados antes de chegarem ao computador.

Para gravar cada microfone ou instrumento numa pista independente, precisam de uma mesa ou interface com gravação multipista por USB, capaz de enviar vários canais separadamente para o software de gravação.

Para registar um ensaio, concerto, podcast ou apresentação de forma rápida, uma interface estéreo integrada na mesa pode ser suficiente. Para produção musical com mistura detalhada posterior, a capacidade multipista passa a ser um critério importante.

Interface de áudio Focusrite Scarlett 2i2 4th Gen

Interfaces de Áudio para Gravação Profissional e Home Studio no Salão Musical

Potenciómetros ou faders?

Potenciómetros e faders são dois tipos diferentes de controlo usados para ajustar níveis numa mesa de mistura. A função pode ser semelhante, mas a forma de trabalhar com cada um deles é diferente.

Um potenciómetro é um controlo rotativo. Rodam-no para aumentar ou reduzir o nível de um canal. Ocupa pouco espaço e permite construir mesas mais compactas, o que pode ser útil quando o equipamento precisa de viajar frequentemente ou quando têm pouco espaço disponível.

Um fader é um controlo deslizante que se move normalmente para cima e para baixo. Como a posição fica visível ao longo de uma escala, é mais fácil perceber rapidamente o nível relativo de vários canais e fazer alterações durante a utilização.

Nenhum dos dois melhora, por si só, a qualidade do som. A diferença está sobretudo na ergonomia e na rapidez com que conseguem trabalhar.

Os potenciómetros podem ser suficientes quando fazem poucos ajustes depois de configurar a mistura. Numa sala de ensaio, numa pequena instalação fixa ou num sistema usado sempre pelas mesmas pessoas, isto pode não representar qualquer limitação.

Os faders tornam-se particularmente cómodos quando precisam de alterar níveis com frequência. Num concerto, apresentação ou evento, conseguem identificar visualmente a posição dos canais e fazer correções rápidas.

A escolha depende, por isso, da forma como vão usar a mesa:

  • - se valorizam um formato compacto e facilidade de transporte, os potenciómetros podem ser mais práticos;
  • - se valorizam leitura visual e ajustes frequentes, os faders podem ser mais confortáveis.

Se duas mesas tiverem funcionalidades semelhantes, este pode ser um dos critérios que decide entre elas. Pensem menos em qual dos sistemas é “melhor” e mais em qual deles se adapta à forma como vão trabalhar e à frequência com que precisam realmente de alterar os níveis.

Mesa amplificada ou não amplificada?

Uma mesa de mistura não é necessariamente um amplificador de potência. A função principal da mesa é receber vários sinais, permitir que os ajustem e combiná-los numa ou mais saídas. Para fazer uma coluna produzir som com volume suficiente, é também necessário existir amplificação de potência em algum ponto do sistema.

É aqui que surge a diferença entre mesas amplificadas e não amplificadas.

Uma mesa não amplificada mistura o sinal, mas não fornece potência suficiente para alimentar diretamente uma coluna passiva. Neste caso, a amplificação tem de estar integrada nas próprias colunas ou ser feita por um amplificador de potência separado.

Uma mesa amplificada inclui essa etapa de potência no próprio equipamento. Pode, por isso, alimentar diretamente determinadas colunas passivas, desde que a potência e a impedância sejam compatíveis.

Na prática, a escolha da mesa depende também do sistema de colunas que vão utilizar.

Se usam colunas ativas

Uma coluna ativa tem o amplificador de potência incorporado. Recebe o sinal da mesa e faz internamente a amplificação necessária para alimentar os seus altifalantes.

A ligação típica é:

microfones e instrumentos → mesa de mistura → colunas ativas

Esta é uma configuração frequente em salas de ensaio, pequenos sistemas de PA, apresentações e atuações ao vivo, porque reduz o número de equipamentos necessários.

Se usam colunas passivas

Uma coluna passiva não tem amplificação incorporada. Precisa de receber um sinal já amplificado por um amplificador de potência.

A cadeia passa então a ser:

microfones e instrumentos → mesa de mistura → amplificador de potência → colunas passivas

Por isso, antes de escolherem uma mesa, confirmem se as colunas que vão utilizar são ativas ou passivas. Esta distinção determina se precisam ou não de acrescentar um amplificador de potência ao sistema.

Como ligar a mesa às colunas

Depois de perceberem onde está a amplificação, falta escolher a ligação entre a mesa e o restante sistema.

As saídas principais da mesa transportam a mistura final para as colunas ativas, para o amplificador de potência ou para outro equipamento de áudio. Em muitas mesas, estas saídas utilizam ligações XLR.

O XLR é muito comum em sistemas de áudio profissionais porque permite utilizar ligações balanceadas.

Um sinal balanceado é transmitido através de uma ligação concebida para reduzir o ruído e as interferências que o cabo pode captar ao longo do percurso. Esta característica torna-se especialmente útil quando existem cabos compridos ou muitos equipamentos elétricos no mesmo espaço.

Num sistema estéreo simples com duas colunas ativas, a ligação será normalmente:

saída Left da mesa → coluna esquerda

saída Right da mesa → coluna direita

As indicações Left e Right, ou simplesmente L e R, correspondem aos canais esquerdo e direito da mistura estéreo.

Se utilizarem apenas uma coluna, podem trabalhar em mono, desde que façam a ligação através da saída indicada pelo fabricante para esse tipo de utilização. Não assumam que basta escolher uma das duas saídas sem verificar as instruções da mesa e das colunas.

Também devem confirmar o tipo de entrada existente nas colunas. Uma saída XLR da mesa pode ligar diretamente a uma entrada XLR compatível, mas outros sistemas podem utilizar jack ou combinações diferentes.

E incluam os cabos no orçamento. Comprar a mesa e as colunas sem verificar as ligações necessárias pode obrigar-vos a procurar adaptadores ou cabos em falta no momento da montagem.

Antes de escolherem o sistema completo, confirmem:

  • - que tipo de saídas tem a mesa;
  • - se as colunas são ativas ou passivas;
  • - que entradas existem nas colunas ou no amplificador;
  • - quantos cabos precisam;
  • - que comprimento é adequado para o espaço onde vão utilizar o equipamento.

A mesa é o centro das ligações, mas só funciona corretamente quando todos os elementos do sistema são compatíveis entre si.

Cabo GEWA Basic Line com fichas jack de 6,35 mm

Cabos no Salão Musical

Que mesa escolher para cada utilização?

Depois de perceberem quantos canais precisam, que tipos de entrada vão utilizar e que funções fazem sentido no vosso caso, a escolha da mesa começa a ficar bastante mais simples.

O contexto de utilização ajuda a estabelecer prioridades. Uma mesa para um músico a solo pode privilegiar tamanho e simplicidade. Numa sala de ensaio, é mais importante deixar margem para várias vozes e instrumentos. Num concerto, os efeitos e a rapidez de operação podem ganhar importância. Para gravação ou streaming, a ligação USB passa a ser um critério decisivo.

Músico a solo ou duo

Um músico a solo ou um duo precisa normalmente de ligar poucas fontes: um ou dois microfones, um instrumento, talvez um teclado ou um equipamento para reproduzir áudio.

Neste contexto, uma mesa compacta com dois pré-amplificadores de microfone e algumas entradas de linha pode ser suficiente.

Antes de escolherem, pensem sobretudo no equipamento que usam em simultâneo. Um cantor com guitarra eletroacústica tem necessidades bastante simples. Se acrescentarem um segundo microfone e um teclado estéreo, começam rapidamente a utilizar mais entradas.

Os efeitos integrados também podem ser úteis. Se usam a mesa para atuações e querem acrescentar reverb à voz, ter esse processamento incorporado evita transportar um equipamento adicional.

Para este tipo de utilização, procurem sobretudo:

  • - duas entradas de microfone, se forem necessárias;
  • - entradas de linha suficientes para os restantes equipamentos;
  • - efeitos integrados, caso pretendam utilizá-los;
  • - dimensões compactas, sobretudo se transportam a mesa regularmente.

Banda numa sala de ensaio

Numa sala de ensaio, é fácil subestimar o número de entradas necessárias.

Podem começar apenas com a voz principal ligada à mesa, mas mais tarde acrescentar:

  • - segunda ou terceira voz;
  • - guitarra eletroacústica;
  • - teclado;
  • - computador ou telemóvel para reprodução de áudio;
  • - outros instrumentos ou microfones.

Por isso, vale a pena escolher uma mesa com alguma margem em vez de ocupar todos os canais desde o primeiro ensaio.

Quatro entradas de microfone podem ser bastante mais úteis do que duas, mesmo quando a formação atual ainda não as utiliza todas.

Também devem pensar na monitorização. Se precisam de enviar uma mistura separada para um monitor, confirmem se a mesa oferece uma saída AUX adequada e como esse envio funciona.

Se querem gravar os ensaios para os ouvir posteriormente, uma interface USB integrada pode simplificar o processo. Para um registo rápido da mistura da banda, uma ligação estéreo ao computador pode ser suficiente.

Numa sala de ensaio, procurem sobretudo:

  • - margem suficiente de canais;
  • - várias entradas de microfone;
  • - entradas de linha para teclados e outras fontes;
  • - saída AUX, se precisam de monitorização separada;
  • - compressor, sobretudo para vozes com grandes variações de nível;
  • - USB, se querem gravar os ensaios diretamente para um computador.

Pequenos concertos

Num concerto, a mesa deixa de servir apenas para combinar sinais. É também o ponto a partir do qual controlam o equilíbrio do som da banda enquanto está a tocar.

Isto torna algumas funções mais relevantes.

Os efeitos integrados podem ajudar, sobretudo nas vozes. Um pouco de reverb pode ser aplicado diretamente na mesa sem recorrer a um processador externo. Também é útil ter compressão nos canais de voz ou de instrumentos com grandes variações de volume.

A forma dos controlos também pode ganhar importância. Se alguém vai operar a mesa durante a atuação e alterar frequentemente os níveis, os faders dão uma leitura mais imediata da mistura. Se a mesa fica configurada e sofre poucas alterações, os potenciómetros servem perfeitamente e permitem utilizar um equipamento mais compacto.

Num pequeno concerto, vejam sobretudo se a mesa tem:

  • - entradas suficientes para todas as fontes utilizadas em palco;
  • - alguma margem para alterações inesperadas;
  • - efeitos integrados, se precisam de reverb ou outros processamentos;
  • - compressor nos canais onde possa ser útil;
  • - saídas adequadas para o sistema principal e para monitorização;
  • - uma superfície de controlo adequada à frequência com que vão alterar a mistura.

Podcast, streaming ou gravação simples

Quando a mesa vai trabalhar com um computador, a existência e o tipo de ligação USB passam a ser fundamentais.

Uma mesa que também funciona como interface USB estéreo pode receber vários microfones e outras fontes, fazer a mistura e enviar o resultado final para o computador.

Esta solução é suficiente para muitos podcasts, transmissões em direto, aulas online e gravações simples.

Mas recordem a distinção entre gravação estéreo e multipista: dois canais L e R não correspondem a todos os canais individuais da mesa.

Se querem apenas gravar a mistura final, uma interface 2-in/2-out pode resolver o problema.

Se precisam de receber cada microfone ou instrumento numa pista independente para editar e misturar posteriormente, devem procurar uma mesa ou interface que permita gravação multipista.

Também é importante confirmar se precisam de:

  • - vários microfones em simultâneo;
  • - phantom power para microfones de condensador;
  • - saída de auscultadores;
  • - entrada e saída de áudio por USB;
  • - efeitos ou processamento durante a emissão.

Escola, associação ou pequeno auditório

Num equipamento utilizado por várias pessoas, simplicidade, flexibilidade e alguma margem para futuras utilizações podem ser mais importantes do que uma grande quantidade de funções.

Uma apresentação pode utilizar apenas dois microfones. No dia seguinte, o mesmo sistema pode receber um computador, um teclado e mais intervenientes.

Por isso, uma mesa demasiado limitada pode obrigar rapidamente a adaptações.

Também convém pensar em quem vai utilizar o equipamento. Uma superfície clara e controlos simples podem ser preferíveis a funcionalidades avançadas que ninguém vai aproveitar.

Neste contexto, é preciso ter em conta se a mesa tem:

  • - entradas suficientes para diferentes tipos de utilização;
  • - várias entradas de microfone;
  • - entradas estéreo para computadores e outras fontes;
  • - phantom power, caso possam utilizar microfones de condensador;
  • - efeitos integrados, se são frequentes apresentações ou atuações;
  • - controlos simples e fáceis de compreender;
  • - alguma capacidade livre para futuras necessidades.

O contexto ajuda a reduzir bastante as opções, mas a regra mantém-se: escolham primeiro pelas ligações e funções de que precisam e só depois comparem os modelos disponíveis.

Yamaha MG06, MG06X, MG10, MG10XU ou MG10XUF?

O catálogo atual do Salão Musical apresenta cinco modelos Yamaha MG nesta gama compacta.

Yamaha MG06

Mesa de mistura Yamaha MG06 de 6 canais

A MG06 é a opção mais simples.

Tem seis canais, aceita até dois microfones e seis entradas de linha, incluindo pares estéreo. Inclui pré-amplificadores D-PRE, phantom power, PAD e saídas balanceadas XLR.

Não inclui efeitos, interface USB nem saída AUX dedicada.

Faz sentido para: músicos a solo, duos, pequenas apresentações, salas com poucos microfones e sistemas em que simplicidade e tamanho compacto são prioritários.

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Yamaha MG06X

Mesa de mistura Yamaha MG06X de 6 canais com efeitos

A MG06X parte da mesma capacidade de seis canais e dois microfones, mas acrescenta seis programas de efeitos SPX.

É a diferença que realmente interessa entre estes dois modelos.

Se precisam apenas de misturar sinais, a MG06 resolve.

Se querem reverb ou outros efeitos integrados sem acrescentar equipamento externo, a MG06X torna-se mais conveniente.

Tal como a MG06, não inclui interface USB nem saída AUX dedicada.

Faz sentido para: voz e instrumento, duos, pequenas atuações e apresentações onde efeitos integrados sejam úteis.

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Yamaha MG10

Mesa de mistura Yamaha MG10 de 10 canais

A MG10 aumenta a capacidade para dez canais e até quatro microfones, mantendo uma abordagem relativamente simples.

Inclui compressor de um potenciómetro em canais selecionados, phantom power, PAD, saídas XLR e uma saída AUX, mas não oferece os efeitos SPX nem a interface USB das versões XU.

É uma escolha interessante para quem precisa sobretudo de mais entradas e maior flexibilidade de encaminhamento.

Faz sentido para: bandas em salas de ensaio, escolas, associações, pequenos auditórios e utilizadores que preferem investir em capacidade em vez de efeitos ou USB.

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Yamaha MG10XU

Mesa de mistura Yamaha MG10XU de 10 canais com efeitos

A MG10XU mantém os dez canais e até quatro entradas de microfone, acrescentando compressor de um potenciómetro, 24 programas de efeitos SPX e interface USB 2-in/2-out até 24 bits/192 kHz.

Inclui também uma saída AUX.

Os níveis são controlados através de potenciómetros, o que ajuda a manter a mesa relativamente compacta.

É provavelmente o modelo mais versátil da seleção para quem quer utilizar a mesma mesa em vários contextos.

Faz sentido para: bandas, pequenos concertos, gravação estéreo de ensaios, podcasts, streaming, apresentações e sistemas que precisam de uma ligação direta ao computador.

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Yamaha MG10XUF

Mesa de mistura Yamaha MG10XUF de 10 canais com efeitos e faders

A MG10XUF oferece uma combinação muito próxima da MG10XU em capacidade, efeitos, compressor, AUX e USB, mas utiliza faders para o controlo dos níveis.

É maior e mais pesada, mas a superfície pode ser mais cómoda quando a mesa é operada regularmente durante concertos, eventos ou ensaios.

Faz sentido para: quem procura as funções da MG10XU mas prefere uma mesa com uma operação mais próxima das consolas tradicionais.

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Antes de comprar, façam este exercício

Antes de compararem modelos, façam primeiro um esquema simples do vosso sistema. É uma forma bastante eficaz de perceber quantos canais precisam e que funções realmente vão utilizar.

Comecem por anotar tudo o que pretendem ligar à mesa ao mesmo tempo.

Por exemplo:

Agora:

  • - voz principal;
  • - segunda voz;
  • - teclado estéreo;
  • - guitarra eletroacústica.

Depois acrescentem aquilo que é provável aparecer mais tarde:

Provavelmente mais tarde:

  • - terceira voz;
  • - computador;
  • - outro instrumento.

A seguir, identifiquem que tipo de entrada cada fonte exige.

As duas vozes precisam de entradas de microfone. O teclado pode precisar de duas entradas para funcionar em estéreo. A guitarra eletroacústica pode ocupar outra entrada, dependendo da forma como o sinal sai do instrumento ou do preamp.

Este exercício evita um erro frequente: contar apenas o número de equipamentos e assumir que esse número corresponde ao total de canais necessário.

Depois pensem nas funções que vão precisar durante a utilização:

  • - quantos microfones vão estar ligados ao mesmo tempo;
  • - quantas fontes são mono e quantas são estéreo;
  • - se precisam de ligar diretamente instrumentos ou vão usar DI boxes, preamps ou pedaleiras;
  • - se vão utilizar efeitos nas vozes;
  • - se precisam de phantom power;
  • - se querem criar uma mistura separada para monitores;
  • - se pretendem enviar áudio diretamente para um computador;
  • - se precisam apenas de gravação estéreo ou de pistas independentes;
  • - se a mesa vai ficar instalada ou ser transportada regularmente;
  • - se preferem uma superfície compacta ou controlos com faders.

Pensem também no destino do sinal. A mesa vai alimentar colunas ativas? Vai ligar a um amplificador de potência? Precisam de enviar áudio para monitores, auscultadores, computador ou outro equipamento?

Quando responderem a estas perguntas, muitas opções deixam automaticamente de fazer sentido.

Uma mesa pode ter canais suficientes, mas poucas entradas de microfone. Outra pode ter USB, mas não oferecer o tipo de gravação de que precisam. Uma terceira pode ter todas as funções certas, mas ser demasiado grande para transportar regularmente.

O objetivo é chegar à comparação dos modelos já com uma ideia clara do que procuram.

Em vez de escolherem pela quantidade de botões ou pelo número maior escrito no nome, passam a comparar aquilo que realmente interessa: entradas, saídas, capacidade, processamento e forma de utilização.

Conclusão: escolham a mesa a partir do vosso sistema

Escolher uma mesa de mistura torna-se bastante mais simples quando começam pelo equipamento que precisam de ligar, em vez de compararem apenas números de canais e listas de funções.

Contem os microfones, as fontes mono e estéreo, confirmem os tipos de entrada necessários e pensem também para onde vão enviar o som: colunas, monitores, auscultadores ou computador. Depois decidam se funções como efeitos integrados, compressor, phantom power, AUX ou interface USB fazem realmente diferença na forma como trabalham e deixem alguma margem para acrescentar equipamento no futuro.

No Salão Musical encontram mesas de mistura e acessórios para diferentes níveis de complexidade e utilização. Escolham o que precisam na nossa loja online.

Vejam todas as mesas de mistura no Salão Musical

Foto Michael Weibel / Unsplash
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