5.º Festival Trafaria Bluegrass 2026 | Salão Musical
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5.º Festival Trafaria Bluegrass 2026

Publicado por2026-08-26 por 4
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O 5.º Festival Trafaria Bluegrass decorre de 11 a 13 de setembro de 2026. Conheçam as bandas, os palcos, e os instrumentos do bluegrass.

O Trafaria Bluegrass regressa nos dias 11, 12 e 13 de setembro de 2026 para a sua 5.ª edição. Durante três dias, sete bandas de seis países vão levar o bluegrass a vários espaços da vila da Trafaria, num festival de entrada livre onde os concertos são apenas uma parte do programa.

Dos Estados Unidos chegam Erica Brown & The Bluegrass Connection; dos Países Baixos, os Tennessee Studs; da Suécia, Rookie Riot; da Bélgica, The Grassmobiel; e da Irlanda, The Arbour Hillbillies. Portugal está representado pelos Stonebones & Bad Spaghetti e pelos The Seven Hills Pickers.

Para além dos concertos, estão previstos workshops de música (a confirmar: de dobro, harmonia vocal e contrabaixo) e dança, passeios, visitas guiadas, animação de rua, e encontros musicais espontâneos entre artistas convidados e músicos locais.

Bandas do Trafaria Bluegrass 2026

Cinco bandas internacionais e duas formações portuguesas compõem o cartaz deste ano. Há projetos muito próximos da tradição norte-americana e outros que cruzam o bluegrass com folk, country, jazz, swing e outras linguagens.

Erica Brown & The Bluegrass Connection — Estados Unidos da América

Erica Brown & The Bluegrass Connection

Diretamente de Portland, no Maine, chegam Erica Brown & The Bluegrass Connection, um quinteto que combina bluegrass, folk e country, cruzando repertório tradicional com material original.

No centro da formação está a violinista e vocalista Erica Brown, acompanhada por Matt Shipman, Lincoln Meyers, Eli Gilbert e Kris Day.

A banda leva à Trafaria a experiência acumulada em concertos e festivais nos Estados Unidos e Canadá. O álbum Blue Pine Moon mostra precisamente essa combinação entre trabalho vocal, técnica instrumental e respeito pelas raízes do género.

Entre as atuações recentes destacadas pela organização encontram-se o Thomas Point Beach Bluegrass Festival e colaborações com a Bangor Symphony Orchestra.

É também a formação que aproxima geograficamente esta edição das próprias origens norte-americanas da música que o festival celebra.

Ouvir no Spotify: https://open.spotify.com/artist/2B1JIlKvtiEYt2Z6gPIRm1

Tennessee Studs — Países Baixos

Tennessee Studs

Os Tennessee Studs chegam dos Países Baixos depois de celebrarem 25 anos de atividade.

A formação junta três músicos de Amesterdão, um de Roterdão e um canadiano e percorre palcos europeus e norte-americanos desde 2000. A própria banda descreve a sua música como uma combinação de originais folky, funky e freaky, o que dá uma boa indicação de que não devemos esperar uma abordagem demasiado rígida às fronteiras do género.

Ao longo desse percurso tocaram em salas, cafés, igrejas, pubs e festivais, numa geografia que vai de Amesterdão a Anchorage e de Schiedam a São Francisco.

Em 2025 assinalaram o 25.º aniversário com uma digressão europeia terminada num concerto esgotado no Paradiso, em Amesterdão.

Em 2026, é a vez da Trafaria.

Ouvir no Spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/artist/2slBg13IzrGjf2txNx93y5

Stonebones & Bad Spaghetti — Portugal

Stonebones & Bad Spaghetti

Os Stonebones & Bad Spaghetti dispensam apresentações para quem tem acompanhado o crescimento do bluegrass em Portugal — e do próprio festival.

Desde 2009 que a banda se dedica à divulgação do género por cá, combinando repertório tradicional com temas originais escritos ao estilo bluegrass e cantados em português.

A ligação ao circuito internacional também é longa. Já passaram por festivais nos Países Baixos, França, Escócia, Catalunha e Noruega, levando uma versão assumidamente portuguesa desta tradição norte-americana.

Em 2026 regressam ao Trafaria Bluegrass. E o site oficial resume bem o espírito esperado para o concerto: irreverência e boa disposição.

Ouvir no Bandcamp: https://stonebonesandbadspaghetti.bandcamp.com/

Rookie Riot — Suécia

Rookie Riot

Os suecos Rookie Riot nasceram de uma ideia pouco habitual.

O banjoísta Anders Ternesten criou inicialmente o projeto como espaço de aprendizagem para jovens músicos e principiantes poderem desenvolver competências de bluegrass e ganhar experiência de palco.

Entretanto, o projeto chegou à quarta geração de músicos e transformou-se numa banda com identidade própria.

A formação atual junta Wilma Ternesten na guitarra e voz, Anders Ternesten na guitarra, bandolim e voz, Esther Duerinck no violino e voz, Daniel Alsander no baixo e voz e Daniel Svensson no banjo.

A banda gravou recentemente o primeiro álbum de longa duração, inteiramente constituído por material original. A proposta mantém-se enraizada no bluegrass tradicional, mas procura desenvolver essa linguagem através de composição própria e de uma abordagem mais contemporânea.

Ver no YouTube: https://www.youtube.com/@rookieriot4545

The Grassmobiel — Bélgica

The Grassmobiel

Nos The Grassmobiel, músicos com percursos bastante diferentes encontram um ponto comum no bluegrass.

A formação belga reúne elementos ligados às primeiras gerações do género no Benelux com músicos provenientes de outras áreas, incluindo a música clássica e o jazz manouche.

O repertório segue a mesma lógica.

Em vez de se limitarem aos temas tradicionais, alternam clássicos do bluegrass com músicas recuperadas de outros contextos e adaptadas ao som da banda.

É uma abordagem particularmente adequada a um festival que, desde o início, tem mostrado como o bluegrass se transformou à medida que foi sendo adotado por músicos muito longe das montanhas dos Apalaches.

Página da banda no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=61555179337735

The Arbour Hillbillies — Irlanda

The Arbour Hillbillies

A Irlanda está representada pelos The Arbour Hillbillies.

Banjo, bandolim, contrabaixo acústico e guitarra formam a base instrumental de uma banda que se mantém próxima da tradição, com atenção ao ritmo, às harmonias e à interação entre os músicos.

A descrição oficial destaca precisamente essa combinação entre uma execução enraizada no bluegrass tradicional e a personalidade própria da formação.

E há aqui uma ligação histórica interessante: parte das raízes do bluegrass norte-americano encontra-se nas tradições musicais levadas para a América do Norte por emigrantes oriundos da Irlanda, Escócia e outras regiões das ilhas britânicas.

Na Trafaria, uma parte dessa história faz o percurso inverso.

Ver no YouTube: https://www.youtube.com/@blinddeadmcjones5255

The Seven Hills Pickers — Portugal

The Seven Hills Pickers

A segunda formação portuguesa desta edição vem da cidade das sete colinas.

Os The Seven Hills Pickers são André Dal no banjo, Bernardo Fazenda no bandolim e Tomás Alcaso na guitarra. O trio dedica-se ao sobretudo bluegrass instrumental (fiddle tunes).

Aqui vale a pena prestar atenção às técnicas que ajudam a definir o som do género: os rolls rápidos do banjo, os double stops do bandolim e o flatpicking da guitarra.

Cada atuação vive muito do ritmo, da velocidade e da comunicação entre os três instrumentos.

Ouvir no Spotify: https://open.spotify.com/intl-pt/artist/7pwJuJMpdUYDx5u3Z5gF9C

Programa do Trafaria Bluegrass 2026

A 5.ª edição decorre de sexta-feira, 11 de setembro, a domingo, 13 de setembro de 2026.

As sete bandas estão previstas para tocar ao longo dos três dias, em alguns dos espaços mais emblemáticos da Trafaria. Os diferentes palcos e atividades levam o público a percorrer a vila, passando por largos, instituições locais, espaços históricos e pela zona central da Trafaria.

Palco Trafaria

O Palco Trafaria é o palco principal do festival e fica no Largo da República, no centro da vila, junto ao Mercado Municipal, à Igreja, à Biblioteca da Junta de Freguesia e a vários cafés e restaurantes. É um palco exterior, onde são permitidos animais e onde é possível comer e beber.

Palco Bombeiros

O Palco Bombeiros funciona em parceria com os Bombeiros Voluntários da Trafaria. É um espaço interior e de lotação limitada

Palco Coreto

O Palco Coreto fica numa das praças centrais da vila e oferece um contexto mais pequeno e familiar para concertos ao ar livre.

Palco Igreja

O Palco Igreja ocupa a Igreja de São Pedro da Trafaria, situada no Largo da República. É um espaço interior, com lotação limitada e uma acústica naturalmente muito diferente dos palcos exteriores.

Palco Poço Novo

O Palco Poço Novo leva o festival a um dos pequenos largos da Trafaria, num espaço exterior de escala mais próxima e familiar.

Palco Casino

O Palco Casino ocupa o salão dos Recreios Desportivos da Trafaria, num edifício construído em 1906 e historicamente ligado à atividade recreativa e cultural da vila. É um palco interior, de lotação limitada, mas com espaço para toda a gente.

Bilhetes para o Trafaria Bluegrass 2026

O 5.º Festival Trafaria Bluegrass tem entrada livre e está aberto a todas as idades.

Isso significa que podem simplesmente escolher um dos dias para atravessar o Tejo e descobrir o festival ou transformar a visita num fim de semana inteiro dedicado a concertos, atividades e passeios pela vila.

O formato distribuído pela Trafaria também permite circular entre diferentes espaços e encontrar música ao longo do dia, em vez de permanecerem concentrados num único recinto.

Consultem o site oficial do Trafaria Bluegrass antes da visita, sobretudo para decidirem que concertos querem acompanhar e como organizar o percurso entre os diferentes espaços.

As jams: tragam o instrumento

Há concertos programados e há música que simplesmente acontece.

As jam sessions espontâneas fazem parte da própria cultura do bluegrass e têm sido uma das características do Trafaria Bluegrass.

Um grupo de músicos encontra-se, alguém começa um tema e os instrumentos juntam-se à roda. Não é necessário palco nem uma produção complexa.

O festival incentiva precisamente essa participação: quem toca pode levar o instrumento e juntar-se aos músicos; quem não toca pode ficar a ouvir. O site oficial disponibiliza inclusivamente informação para aderir ao grupo de WhatsApp dedicado às jams.

Se tocam guitarra acústica, banjo, bandolim, violino ou outro instrumento adequado ao género, esta pode ser uma das melhores oportunidades do festival para perceberem o bluegrass por dentro.

A Trafaria também faz parte do festival

A Trafaria é uma vila ribeirinha do concelho de Almada, com Lisboa do outro lado do Tejo e uma escala que permite percorrer grande parte do centro a pé.

O próprio festival apresenta a localização, o património, a relação com o rio e a tradição de receber visitantes como parte integrante da experiência. O objetivo passa também por levar quem chega para ouvir música a circular pela vila, descobrir os seus espaços e cruzar-se com quem lá vive. É por isso que os concertos não estão concentrados num recinto fechado.

Para esta 5.ª edição, a organização anuncia ainda o reforço dos acessos à Trafaria, procurando tornar a deslocação mais simples e sustentável.

O que é o bluegrass?

O bluegrass é um género de música tradicional norte-americana associado às montanhas dos Apalaches, mas as suas raízes atravessam várias culturas.

A tradição musical das ilhas britânicas teve uma influência importante na sua formação, juntamente com elementos provenientes do blues e do jazz afro-americanos. Essa combinação deu origem a uma música essencialmente acústica, em que ritmo, melodias, harmonias vocais e improvisação têm igual importância.

O conjunto tradicional pode incluir banjo de cinco cordas, guitarra acústica, bandolim, violino e contrabaixo.

Uma das características mais interessantes do bluegrass está na forma como os músicos tocam em conjunto. Enquanto alguns instrumentos mantêm o acompanhamento, outro pode avançar para um solo, antes de devolver o protagonismo à voz ou a outro instrumento.

Por isso, um concerto de bluegrass tem muito da dinâmica de uma conversa musical: os músicos escutam-se, respondem uns aos outros e trocam constantemente de papel.

É também uma música particularmente adequada para jam sessions. Bastam alguns instrumentos acústicos, um tema conhecido e músicos dispostos a tocar para que se forme uma roda.

E as jams acontecem espontaneamente na Trafaria, por isso, estejam atentos.

Um festival dedicado ao género é uma boa oportunidade para ouvir estes instrumentos a trabalhar em conjunto e perceber como as suas funções se complementam.

Banjo

É provavelmente o instrumento mais imediatamente associado ao género. No bluegrass moderno domina o banjo de cinco cordas, frequentemente tocado através de padrões rápidos executados com os dedos. Esses rolls criam o movimento contínuo que encontramos em muitas formações tradicionais.

Mas o banjo também pode passar para primeiro plano, assumindo solos e dialogando diretamente com bandolim, violino ou guitarra.

Banjo Americano VGS Select 5 Cordas com Estojo

Banjos Americanos no Salão Musical

Bandolim

Pequeno no tamanho, o bandolim consegue ocupar muito espaço numa banda de bluegrass.

Pode marcar o ritmo através de acordes curtos e percussivos, preencher espaços entre frases vocais e avançar rapidamente para solos.

A afinação em quintas aproxima-o do violino, o que facilita a partilha de melodias entre os dois instrumentos.

Bandolim Elétrico Ibanez M510E BS Brown Sunburst High Gloss

Bandolins americanos no Salão Musical

Dobro

O Dobro é um tipo de guitarra ressonadora que utiliza um cone metálico no interior da caixa para projetar o som. O nome Dobro é uma marca registada, mas é frequentemente utilizado para designar este tipo de guitarra ressonadora no contexto do bluegrass.

O cone metálico dá ao instrumento um timbre característico, com uma presença bastante diferente da de uma guitarra acústica convencional.

No bluegrass, o Dobro é normalmente tocado na horizontal, com uma barra metálica que desliza sobre as cordas sem as pressionar contra os trastes. Esta técnica permite criar os deslizamentos entre notas e o vibrato característicos do instrumento.

As técnicas de slide aparecem também noutros géneros, como blues e country, mas o Dobro ganhou um papel próprio dentro do bluegrass.

Resonator Fender PR-180E Aged Cognac Burst com Estojo

Resonators (Dobro) no Salão Musical

Violino

No bluegrass, o violino é frequentemente chamado fiddle.

O instrumento vem das tradições folk europeias que ajudaram a formar a música dos Apalaches e continua a desempenhar um papel central, alternando acompanhamento, melodias e improvisação.

No alinhamento de 2026 encontram-no, por exemplo, nas mãos de Erica Brown, cuja formação atravessa bluegrass, folk e country, e de Esther Duerinck nos Rookie Riot.

Violino Stentor Student Standard 4/4 com Arco e Estojo

Violinos no Salão Musical

Guitarra acústica

A guitarra acústica de cordas de aço fornece grande parte da base harmónica e rítmica do bluegrass.

Isso não significa que tenha um papel secundário.

A técnica de flatpicking, executada com palheta, transformou também a guitarra num instrumento solista capaz de acompanhar a velocidade do banjo, bandolim e violino.

Guitarra Folk Yamaha Storia III Chocolate Brown

Guitarras acústicas no Salão Musical

Contrabaixo

Se banjo e bandolim fornecem grande parte da velocidade aparente do bluegrass, o contrabaixo ajuda a manter tudo no lugar.

É normalmente responsável por uma pulsação clara e regular que sustenta os outros instrumentos e mantém o andamento enquanto guitarras, violinos, banjos e bandolins trocam melodias e solos.

No contexto de uma jam, essa função torna-se ainda mais evidente: alguém precisa de manter a estrutura enquanto os restantes músicos conversam através dos instrumentos.

Contrabaixo de Cordas Stentor Student II 4/4 com Arco e Saco

Contrabaixos de cordas no Salão Musical

Três dias de bluegrass na Trafaria

Podem ir ao 5.º Festival Trafaria Bluegrass pelos concertos, aproveitar as atividades paralelas, descobrir a vila ou levar um instrumento e procurar uma jam. Provavelmente acabarão por fazer um pouco de tudo.

Consultem o programa oficial antes da visita para confirmar os horários e locais e, se tocam um dos instrumentos do género, considerem levá-lo convosco. Se ainda não têm um, ou precisam de trocar as cordas ou de mais algum acessório, o Salão Musical tem tudo o que precisam para participar nesta celebração do bluegrass em Portugal.

Site oficial: Trafaria Bluegrass

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