Qual a palheta mais indicada para mim?

Qual a palheta mais indicada para mim?

“Quem tem unhas toca guitarra”, diz a expressão popular, mas quem tem plectro, também. Plectro ou, vulgarmente, palheta. Não sabemos se a outra expressão “dar à palheta” está de alguma forma relacionada.

Mas, qual é a palheta mais indicada para vocês? Como escolher a que melhor se adequa ao vosso instrumento e estilo? A resposta é fácil, e podemos dá-la já antes de vos mostrar a variedade de opções ao vosso dispor: experimentando. E não se esqueçam que, se calhar, nem precisam de usar uma. Brian May usa uma moeda, o Mark Knopfler nunca perde tempo à procura de uma nos bolsos. E mesmo quem usa nem sempre o faz da maneira tradicional, como o  Stevie Ray Vaughan, que tocava muitas vezes com o lado redondo em vez do vértice.  

Materiais

As palhetas podem ser feitas de vários materiais, sendo o mais usado o plástico. Mas, em tempos antigos, podiam ser feitas de madeira, marfim, ou casca de tartaruga. Hoje em dia podemos encontrar palhetas feitas em madrepérola, metal ou nylon.

O material e a espessura da palheta afectam não só a tonalidade mas também a forma como se toca. Uma palheta mais flexível é indicada para tocar ritmos em acordes, se for mais rija é melhor para solos ou para temas a alta velocidade. Por exemplo, se gostam de folk será melhor usar uma de nylon de espessura média, se forem homens do jazz, uma mais dura será ideal para não perderem tempo nos fraseados rápidos.

Formas

A forma tradicional é uma lágrima ou um triângulo com um vértice mais pronunciado, se bem que há palhetas com outros desenhos. Uma das mais usadas, para além das formas tradicionais, é uma completamente triangular, com três vértices de espessura variável, o que a torna muito útil para usar quer para ritmos como para solos, uma espécie de três em um.

Outras podem ter também um corpo mais arredondado, tornando-as mais duras, sendo este tipo muito usado por baixistas que ganham mais consistência no ataque às cordas, mais grossas que numa guitarra. O que interessa é que sejam confortáveis quando se toca e não nos fujam das mãos. Por isso é que algumas têm uma área cardada, ou mesmo uma depressão, ao centro.

Descobrir a palheta indicada para nós implica experimentar bastantes, e perceber qual é o tipo que melhor se adequa à nossa técnica, estilo e instrumento. Elas vão afectar a forma como tocamos e o som que se retira da guitarra ou baixo. Venham até ao Salão Musical de Lisboa ver que palhetas temos, e escolher a que melhor encaixa nos vosso dedos e na vossa música. Porque, quem tem palheta, toca guitarra.

Publicado no dia 2017-09-26 por Salão Musical de Lisboa Atualidade, Cordas 0 393
Tag: Palheta

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