Dia Mundial da Música

Dia Mundial da Música

Para gente como nós, o dia da música é todos os dias. Por gente como nós queremos dizer gente que não sabe viver sem música, sem a ouvir, sem a tocar, sem falar sobre ela. É uma paixão, e uma das melhores partes da nossa vida, que gostamos de partilhar com os outros para melhorar a vida deles.

Mas, parece que desde 1975 se instituiu que o dia 1 de outubro é o Dia Mundial da Música, para ajudar a promover a arte musical em todas as suas formas em todos os sectores da sociedade, fomentando a paz e a amizade através da partilha de experiências. Ou seja, Jimi Hendrix tinha razão, ao dizer que só através da música poderíamos mudar o mundo.

Porque a música é bem capaz de ser a única coisa que todos os povos partilham, apesar de a fazerem de maneira diferente. E toda a gente reage ao ritmo, seja em que língua for.

Porque os nossos passos, as nossas palavras, o nosso coração, tudo tem um ritmo.

Não precisamos de perceber ou de saber música para gostar de música. Percebemos e aprendemos porque gostamos não é? E queremos mais. Quem gosta de música gosta de vários estilos, das mais variadas origens. É a arte que em vez de catedrais de pensamento constrói monumentos de emoção. Mais nuvens que pedra, não é? É para muitos a sua maior expressão espiritual.

Porque é que gostamos realmente de música? Qual é o mecanismo que faz com que as nossas emoções venham à flor da pele, a querer sair por todos os poros? Não pode ser apenas uma questão de tempos fortes e de frequências. Bill Nye, o tipo da Ciência, resume tudo apenas a uma questão: multiplicação da espécie.

Por acaso, os músicos são considerados mais atraentes que os não-músicos. Um estudo feito por cientistas da Universidade de Sussex indica que as mulheres acreditavam que os indivíduos com maior capacidade musical têm melhores genes. Isto já não acontecia com artistas visuais (e cientistas, apostamos nós). E não é através da música que encontramos os nossos semelhantes, que dançamos para nos exibir para o nosso potencial parceiro ou juntinho de quem nos queremos aproximar ainda mais?

É que o efeito que a música tem no nosso cérebro é muito semelhante ao de drogas altamente viciantes e poderosas como a cocaína e as anfetaminas: a música ajuda a libertar dopamina no nosso cérebro, uma substância associada a recompensas biológicas como como ou sexo.

Além disso, afecta a nossa disposição, ritmo cardíaco e provoca respostas emocionais diferentes, de acordo com o tempo e o tom que tem. Cada música faz disparar ligações neurais diferentes, cria novas quando associadas a memórias e emoções fortes, e é por isso que nos dá aquele arrepio na espinha quando aquela canção (que agora percebemos que era tão má) associada ao um dos nossos amores adolescentes passa na rádio.

Mas, há quem não goste de música. São chamadas pessoas anedónicas (não confundir com “anedóticas”, porque não vamos ser assim tão mauzinhos), que têm mesmo um problema sério a nível neurológico: sofrem de anedónia musical específica, que é uma apatia a tudo o que é música. Os infelizes…

Em homenagem a essas pessoas, faremos neste dia não um minuto de silêncio, mas uma hora de música. Aos berros.

E podemos começar já por esta.

Até o Nietzsche, que nem foi dos tipos mais positivos que passou por esete planeta disse: ”A vida, sem música, seria um erro.” E ele não está nada errado.

Partilhem connosco porque é que gostam tanto de música e não conseguem viver sem ela.

Publicado no dia 2018-10-01 por Salão Musical de Lisboa Atualidade 0 610

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