Uma mini história do DJing - Parte II

Uma mini história do DJing - Parte II

Na primeira parte desta história, descobrimos que os DJs nasceram em 1953, na Alemanha, porque alguém não estava a gostar da música. A moda pegou, e dura até hoje. Imensos DJs profissionais continuam a ser importunados por pessoas que acham que ser DJ é fácil e pedem outras músicas que não fazem da lista criteriosamente escolhida pelo herói desta saga.

A evolução do DJ é também uma história sobre a evolução da tecnologia. Não foram só os formatos dos suportes que se alteraram, ou os géneros musicais. O equipamento também teve que acompanhar as exigências técnicas e criativas dos homens que pegam na música dos outros para criar uma experiência coletiva, ao vivo, e com bom som.  Vamos descobrir como.

A evolução do equipamento do DJ

Durante muito tempo, o equipamento era igual ao que se podia encontrar numa rádio, mas misturar músicas horas a fio umas atrás das outras era algo mais especializado. Eis que, em 1971, um homem que sobreviveu ao Holocausto por causa da música - uma outra história - chamado Alex Rosner, inventou o primeiro misturador de áudio, criado para um DJ de uma das maiores discotecas de Nova Iorque. Como o protótipo foi pintado de vermelho claro, ganhou o nome de Rosie.

Rosner teve em conta as características específicas que uma peça de equipamento deste tipo precisava de ter: não só tinha que misturar o sinal de duas fontes diferentes, com uma saída equilibrada,  como teria que sobreviver ao ambiente hostil de uma cabine de DJ nos anos 70. Para testar a resistência Rosie, Rosner despejou-lhe uma lata de Coca Cola em cima. O protótipo sobreviveu, e nasceram os mixers que sobrevivem a todas as bebidas, até a Coca-Cola.

Ligados aos misturadores, tinham que estar ligados os pratos, cujo domínio abriu caminho para novos géneros musicais. Nos anos 70, Dj Kool Herc começa a isolar ritmos e a misturá-los diretamente a partir dos discos, usando os pratos e o misturador, iniciando um movimento chamado hip hop. Nos anos 80 o scratching como técnica musical surgiu pelas mãos de Grand Master Flash, marcando a estética sonora dessa e da época seguinte.

Surgia o turntablism, que é o mesmo que dizer  “a arte de virar pratos”. Já agora, scratching não é o mesmo que dizer “fazer riscos”.

Em 1980 surge o primeiro sequenciador. O Linn LM-1 veio revolucionar a música eletrónica, já que não só tirava excertos de batidas, como podia ser programado para sequenciar e criar ritmos.

Estes avanços tecnológicos permitiram que os DJs passassem a fazer parte do processo de criação musical. Quirini, o DJ original, disse que  a “música que é tocada a partir de um disco é algo morto, que precisa de ser reavivado por um DJ”. Antes dos músicos presentes começarem a criar distúrbios, temos que lhe dar alguma razão. A música tem outra vida ao vivo e em comunidade, mesmo gravada.

E com o advento dos computadores, cortar, colar, desfazer e fazer algo de novo passou a ser prática corrente. Surgem DJs com capacidade de produção ao vivo e hoje, quase 70 anos depois do primeiro homem que decidiu assumir o controlo da música para dançar, temos o equipamento que condensa toda esta evolução.

A Roland tem estado na vanguarda da música eletrónica fabricando equipamentos que os músicos nem sabiam que precisavam. Os DJs de última geração agora fazem controllerism, em misturam e recriam faixas a partir de software criado para criação musical em tempo real. É um passo mais além do turntablism, e uma revolução muito mais profunda no papel do DJ, que vai muito para além do papel de alinhar faixas musicais umas atrás das outras a noite toda.

O Roland DJ-202 é a ferramenta de eleição para quem se quer lançar no controllerism.

Com este controlador, desenhado para quem toca pratos e botões, não só podem passar as vossas altamente curadas playlists digitais usando os controlos de mistura, como podem criar samples, colocar efeitos e lançá-los quando quiserem. E se acharem que o ritmo precisa de um extra, usem os pads para sequenciar ou tocar as batidas em tempo real, com o som dos míticos sequenciadores da Roland da série TRS.

O Roland DJ-202 pode ser ainda ligado a outros instrumentos e sequenciadores via ligação MIDI, ou a um microfone, para darem a ordem de “inundar a pista”.

O software que suporta esta maravilha da tecnologia é o Serato, que ajuda  a organizar as vossas faixas e bibliotecas de sons, integrando-as a partir do iTunes ou dos vossos ficheiros, evitando que andem carregados com caixas de CDs ou vinis.

Se é para puristas? Não. É para DJs inovadores. Já não estamos em 1953 há algum tempo. Prontos para produzir música ao vivo?

Descubram mais sobre o Roland DJ-202 no Salão Musical de Lisboa.

E não se esqueçam, podem fazer a vossa encomenda de forma simples, rápida e segura no nosso site.

Publicado no dia 2019-03-18 por Salão Musical de Lisboa Atualidade 0 89
Tag: Roland, música, DJ

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