Uma mini história do DJing - Parte I

Uma mini história do DJing - Parte I

Controlar música gravada para multidões ao vivo é uma arte mais antiga do que possam pensar. Os Djs tornaram-se numa das figuras centrais da música popular contemporânea e criaram movimentos musicais e sociais tão importantes como o house e o hip hop, e todos os seus derivados.

A história dos DJs é também uma história de tecnologia. Muitos de vocês não imaginam a distância que vai desde passar música num prato um disco de cada vez no final dos anos 50 até ao Roland DJ-202. Mas vamos começar pelo início.

Uma mini história do DJ

Antes do homem/mulher, era a máquina. Na realidade, antes da máquina eram as bandas e os músicos em palco ou num canto do saloon, a tocar piano. Como nem todos os sítios tinham músicos ou dinheiro para os contratar, surgiram os primeiros mecanismos de reprodução musical automática, activados por moedas. 

As jukeboxes tiveram um papel fundamental não só para divulgar música mas para a tornar permanente em todos os sítios onde as pessoas iam conviver. Depois da Segunda Guerra Mundial, poderiam ver uma raça nova de humanos a juntar-se em volta destes dispositivos, enquanto tentavam parecer cool a marcar o ritmo da música que escolhiam com o pé e a cabeça, uma moeda de cada vez.

Só que se juntarmos pessoas - ou seja, rapazes e raparigas - na mesma sala, com música, o que é que vão querer? Dançar, claro. Se não há banda, quem é que fica responsável pela corrente contínua de ritmo? As rádios tinham já quem colocasse discos mas tinha interrupções para anúncios e notícias, o que cortava um bocado o balanço. E nem toda a gente gostava da música.  

Foi por não gostar da música que um jovem alemão se tornou no primeiro DJ da História, em 1953. Segundo o próprio. Klaus Quirini tinha 18 anos e trabalhava já como jornalista quando, numa noite em que já estava embriagado no seu estabelecimento de diversão favorito em Aachen, reclamou com as escolhas musicais nessa noite.

A história apresenta aqui dois pormenores curiosos que não podemos deixar passar em claro:

  • a pessoa que estava a escolher os discos não era um DJ,  talvez porque tecnicamente estava a tocar discos inteiros em vez de ser uma faixa de cada vez, de discos diferentes. Mesmo assim, havia alguém já a passar discos.

  • o primeiro DJ nasce porque alguém não gostava da música que estava a tocar e queria ouvir outra. A ironia disto tudo é esmagadora.

O dono do bar, farto de ouvir Quirini a reclamar, disse que se ele conseguisse fazer melhor, que tentasse. E foi o que ele fez. Abriu a pista com a declaração “Senhoras e senhoras, vamos inundar o local agora” (em alemão deve ter mais piada), e tocou uma música sobre barcos. O sucesso foi tal que acabou por ser contratado na hora, por uma pequena fortuna.

As noites de música aos berros para dançar ao som de discos cuidadosamente seleccionados para o efeito por um profissional e ao vivo tinham começado. Em 1953. Pensem nisso.

A história dos DJs está ligada à evolução do equipamento necessário para animar as pistas de dança. Não foram só os gostos musicais que mudaram, mas também o material usado. Mas sobre isso vamos falar na segunda parte deste artigo.

Entretanto, visitem a nossa loja online, e conheçam já o Roland DJ-202. O final da nossa história vai explicar como chegámos a este ponto incrível na tecnologia musical. 

Publicado no dia 2019-03-11 por Salão Musical de Lisboa Atualidade 0 371
Tag: música, DJ

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