Uma breve História da Música Ambiente

Uma breve História da Música Ambiente

Foto Colin Watts / Unsplash

A música é o som de fundo dos nossos dias. Pelo menos, é assim para muitos de nós. Há música para todos os momentos e ocasiões e, até, estados de espírito. 

Há um género musical que engloba diversos estilos e estéticas sonoras mas que tem servido para amaciar as emoções mais frenéticas e acalmar as almas mais irrequietas.

A música ambiente nasce com a “música para mobília” no início do século XX, um conceito apresentado por Erik Satie e que colocava a música como cenário sonoro em vez de evento principal. Se tivermos em conta que ainda estávamos no início da reprodução técnica e que praticamente toda a música era tocada ao vivo por músicos reais, vemos que este conceito é revolucionário. Um exemplo deste conceito é a “Tapisserie en fer forgé”, do próprio Satie.

Existem outras obras de Satie que se calhar correspondem melhor à nossa ideia de “música ambiente", como a sua “Vexations'', uma peça para piano com um motivo simples que se repete horas a fio até à abstracção. 

Se Satie conceptualizou a ideia, a base estética ficou a cargo de outro compositor da mesma época, Claude Debussy, que, com as suas peças de vanguarda, criou uma sonoridade nova. O Prelúdio à Sesta de um Fauno, O Mar e a Catedral Submersa abriram caminho para uma nova experiência sensorial a partir da experiência musical.

Esta última obra tem muitos paralelismos com o que se viria a ouvir mais tarde sob a designação de música ambiente. 

 

Música para ser ignorada e não reconhecida, dizia Satie. Música cerebral de fundo, para John Cage, um dos compositores de referência que fez a sua carreira a questionar o que é música, a sua função e como deve ser ouvida. A sua muito conhecida peça “4’33” é, de forma literal, a música mais ambiente que podemos encontrar. 

Com o aparecimento dos sintetizadores, por alturas da era da corrida espacial e do fascínio pelo que poderia ser o  som das estrelas, surgiram também novos estilos musicais que se apropriaram deste conceito. Vários músicos exploraram sonoridades de tempo baixo e longa duração, predominantemente instrumentais, num convite à abstração e às viagens mentais. Pink Floyd, Kraftwerk, Tangerine Dream, entre outros, levaram os seus fãs a novas esferas musicais incorporando estas ideias. 

Mas foi em 1978 que surgiu o marco da música ambiente moderna, adequadamente intitulada de “Ambient 1: Music for Airports”, de Brian Eno. Eno pegou na mesma ideia de Satie, e fez música que fizesse parte dos sons envolventes de um local.

 

A partir dessa época, as ramificações foram imensas: música New Age, Space Music, Intelligent Dance Music (IDM),Ambient House, tudo designações para música para ser ouvida de forma contemplativa, em fundo e não como foco total da nossa atenção. Quando muito, serve de almofada à concentração do ouvinte.

Nos anos 90 do século passado, e em especial no Reino Unido, surgiram artistas que levaram a ideia de música ambiente um pouco mais além. The Orb ou Aphex Twin tornaram o estilo popular entre os amantes da música eletrónica e não só. 

Como fazer música ambiente?

Se gostam de fazer música que sirva de paisagem sonora a estados de espírito mais meditativos e introspectivos, podem fazê-lo, sozinhos e a partir do conforto do lar.. 

Se já têm um estúdio em casa, óptimo. Se não, podem montar o vosso, dentro de um orçamento aceitável. E podem começar a fazer música com um computador e um teclado MIDI.

Se preferirem uma aproximação mais orgânica e usar uma guitarra elétrica e pedais de efeitos, também é possível. Basta usar a sensibilidade e tocar de olhos fechados. 

O importante é desacelerar o tempo, e deixar que o som se espalhe tranquilamente sobre vocês. E, nos dias de hoje, esse exercício pode ter efeitos terapêuticos para quem anda sempre a correr.

Meditem sobre o assunto e visitem a nossa loja online. Temos teclados, microfones, guitarras e muitos outros instrumentos para que criem o melhor ambiente de fundo com a vossa música.   



Publicado no dia 2021-05-05 por Salão Musical de Lisboa Atualidade, Amplificação 0 180

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