Funk Clássico: as melhores linhas de baixo

Funk Clássico: as melhores linhas de baixo

Foto Kenneth Baucum / Unsplash

O que faz com que uma linha de baixo seja funky? É mais do que a aplicação de técnicas como o slap, a acentuação e os staccatos para criar ritmos sincopados, dar notas nos contratempos e a utilização de cromatismos. É também muito feeling. Aliás, com o feeling e o timing certos, tocar só uma nota pode soar muito funky. 

Uma linha de baixo funk cumpre funções que vão para além da marcação do tempo e da fundação harmónica. Cria melodias próprias, faz contrapontos, “canta” por dentro das harmonias e empresta uma dinâmica que dá outro sabor aos ritmos muitas vezes aparentemente simples, vivendo tanto das notas que dá como das pausas.

Mas a quantidade de notas que tocam não interessa sem o groove. E como é que explicamos o que é o groove… Se calhar é melhor pedirmos a ajuda da Kinga Głyk.

O funk é um estilo que deriva da soul e do r&b com uns toques de jazz e que tem como principal objectivo fazer dançar. E, como sabemos, uma boa linha de baixo faz toda a gente dançar, quer queiram quer não. Mais do que noutros estilos, os baixistas de funk puderam aplicar técnicas diferentes e sobressair com linhas que ficaram para a história.  

Vamos conhecer algumas das mais famosas que há décadas andam a fazer mexer pessoas em pistas de dança, salas de estar, cozinhas e no meio do trânsito, por todo o planeta.

Rick James - Super Freak

Rick James criou uma das linhas de baixo mais memoráveis de sempre para o seu grande sucesso Super Freak, considerada como uma das 500 mais populares canções de sempre. Se querem começar por descobrir os segredos do funk podem começar já por esta. 

Depois de ter estado nos tops em 1981 ganhou outra vida em 1990 quando serviu de base por MC Hammer noutro sucesso global intitulado “Can’t Touch This”, que também devem conhecer.

Shalamar - Make That Move

Os Shalamar foram uma daquelas bandas fabricadas para fazer singles de sucesso para encher as pistas de dança. Com três elementos de base, a sua música era feita por equipas de produção, uma das quais liderada pelo multi-instrumentista Leon Sylvers III que desencantou esta linha de baixo fantástica.

Em vez do original, vamos partilhar uma cover para que possam ver a sua complexidade e como a linha de baixo se encaixa no resto da música. 

Wild Cherry - Play That Funky Music

Uma das músicas que melhor exemplificam o que é o funk é este clássico dos Wild Cherry, uma banda de Cleveland, EUA. O baixista é Allen Wentz que não só tem umas frases fantásticas pelo meio como ainda dobra a linha de voz no refrão. 

É uma linha de baixo muito interessante, que podem apreciar na sua plenitude neste vídeo. Pedimos desde já desculpa pelas roupas extravagantes, mas eram os anos 70. 

Earth, Wind & Fire - September 

Uma das bandas mais funkys de sempre, os Earth, Wind & Fire têm tantas linhas de baixo incríveis que o complicado é escolher uma. "September" é uma daqueles temas que fazem parte de qualquer compilação de músicas de festa. 

Verdine White assumiu a linha de baixo, mas se calhar a atitude mais funk veio da parte do vocalista Maurice White. Quando confrontado com a escolha de algumas palavras na letra (Ba-dee-ya e Ba-du Ba-du), White disse que as palavras não interessavam. A lição é que não devemos sacrificar o groove por causa da letra. Resultou. 

Parliament - Give Up The Funk 

Uma das mais deliciosas e fundamentais linhas de baixo de todos os tempos, não fosse um senhor chamado Bootsy Collins nas 4 cordas, é este "Give up the Funk", dos Parliament. Escrita por Collins, Jerome Brailey e George Clinton, é uma peça que merece ser estudada pela estrutura e pelo grau de interactividade entre os músicos e pela improvisação que vamos percebendo ao longo da canção. 

Mais uma vez, avisamos os mais sensíveis que estes eram os anos 70.

Se gostaram destas músicas e destes músicos, espreitem o vídeo que Scott Devine fez sobre os que são considerados os 10 melhores baixistas funk de todos os tempos: Marcus Miller, James Masterson, Larry Graham, Bootsy Collins e mais alguns que são capazes de não conhecer assim de repente, mas de quem reconhecem o trabalho de certeza.

Se ficaram entusiasmados e com vontade de dar mais funk às vossas linhas de baixo, façam-no com instrumentos de qualidade e o som clássico que define este estilo. 

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Publicado no dia 2021-05-21 por Salão Musical de Lisboa Atualidade, Cordas 0 199

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