A música como nunca a viram

A música como nunca a viram

A música não se ouve, apenas. Também se sente. E graças ao engenho e criatividade de algumas mentes bastante originais, também se pode ver. Não graças à sinestesia, uma capacidade que perdemos por volta dos quatro meses de vida (se calhar é por isso que os bébés têm sempre aquele ar maravilhado), mas com a ajuda de ferramentas visuais que ajudam a representar ou a viajar na música que estamos a ouvir.

Nos anos 60 surgiram outro tipo de ferramentas que provocavam fenómenos sinestésicos, mas não recomendamos o seu uso. Vamos aos exemplos, que são muito mais divertidos que estar a olhar para as ondas sonoras num editor de áudio.

Montanha Russa Musical

Este anúncio, encomendado pela Orquestra de Câmara de Zurique para promover a sua temporada de 2012, leva-nos numa volta alucinante de montanha-russa, para representar a emoção de se ouvir uma sinfonia: subimos em crescendo e depois é sempre por aí fora, em compassos cada vez mais rápidos e sem enjoos, apenas a excitação e o dramatismo da peça.

O que só prova que cada peça musical pode ser uma viagem fantástica.

ZKO Rollercoaster // GREAT EMOTIONS from virtual republic on Vimeo.  

The Music Animation Machine

Desde os anos 80 que Stephen Malinowski faz representações visuais animadas de música. Segundo ele, a inspiração veio depois de ter tido uma alucinação enquanto ouvia as Sonatas e Partitas para Violino Solo de Bach. A partir desse dia que se dedica a animar partituras, dando ao ouvinte que não as sabe ler uma ideia visual de como os sons se organizam e evoluem para se tornar naquelas obras fantásticas.

Norman McLaren

Um dos mais importantes e influentes animadores e realizadores do século XX, Norman McLaren usava a música como a base dos seus ensaios visuais. Pegando em peças de outros autores ou fazendo a banda sonora pintando a faixa de áudio da película de filme - porque não havia computadores naquela altura, embore soem um bocado a música de jogos de 8 bits - McLaren criava filmes enganadoramente simples, que que os elementos visuais complementavam os musicais. Se estiverem com atenção, vão-se lembrar de imensos videoclips ou filmes que se inspiraram nas ideias deste canadiano.

A obra é extensa e vale a pena explorar.

Se conhecerem outros exemplos de música que se veja, partilhem-nos connosco.

Se vêem a vossa música mas preferem fazer-se ouvir, visitem o Salão Musical e escolham o material que precisam para as vossas viagens sonoras.

Publicado no dia 2018-02-01 por Salão Musical de Lisboa Atualidade 0 25
Tag: música

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