Instrumentos de Percussão Tradicionais Portugueses
Conheçam alguns dos instrumentos de percussão tradicionais portugueses mais populares (bombo, tarola, castanholas, pandeireta, etc) e vejam como são tocados.
Todas as festas, romarias e arraiais portugueses têm uma coisa em comum: a percussão. Antes dos microfones, dos palcos montados e dos sistemas de som, era o bombo que se ouvia de longe a anunciar a festa. Era o adufe que acompanhava os cantares das mulheres da Beira Baixa numa tarde de domingo, à porta de casa. Eram os ferrinhos a marcar o ritmo numa rusga minhota, as castanholas nas mãos dos bailarinos dos ranchos, a sarronca a roncar no Alentejo nas noites de Natal.
Portugal é um país pequeno, mas com uma enorme riqueza organológica (organologia é o estudo científico dos instrumentos musicais). A percussão tradicional portuguesa reflete essa diversidade: instrumentos com séculos de história, influências mediterrânicas e árabe, práticas que variam de região para região, e uma função social que vai muito além da música.
Este guia apresenta os principais instrumentos de percussão do folclore português, a sua origem, como são feitos, onde se tocam e o que os torna únicos.
ÍNDICE
O papel da percussão na música tradicional portuguesa
Membranofones: instrumentos com pele
Idiofones: o instrumento como fonte de som
A distribuição regional dos instrumentos de percussão
A percussão tradicional hoje: entre a preservação e a reinvenção
O papel da percussão na música tradicional portuguesa
A percussão foi, durante séculos, o motor rítmico da música popular portuguesa. Numa época sem amplificação, os instrumentos de percussão tinham uma função prática essencial: projecção sonora, capacidade de marcar o ritmo para a dança e força para se impor no espaço exterior das festas e procissões.
Do ponto de vista organológico, os instrumentos de percussão dividem-se em dois grandes grupos:
- os membranofones produzem som pela vibração de uma membrana, normalmente uma pele animal esticada sobre um suporte.
- os idiofones produzem som pelo próprio material do instrumento, sem necessidade de membrana.
Portugal tem exemplares notáveis de ambas as categorias, com particularidades regionais que fazem do seu estudo um campo fascinante.
A investigação etnomusicológica de Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira, nas décadas de 1960 e 70, foi decisiva para documentar e preservar muitos destes instrumentos. O trabalho posterior de Michel Giacometti, com as suas gravações de campo, e o projecto contemporâneo A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria continuaram esse trabalho de registo e divulgação.
Membranofones: instrumentos com pele
Adufe
O adufe é o mais singular dos instrumentos de percussão portugueses. Trata-se de um membranofone de membrana dupla, com formato quadrangular. É essa forma incomum que o distingue de imediato de qualquer outro tambor.
No seu interior são colocadas sementes ou pequenas soalhas que enriquecem o timbre com um som granulado e suspenso. Os lados do caixilho medem aproximadamente 45 centímetros,mas existem adufes de vários tamanhos. O instrumento é segurado pelos polegares de ambas as mãos, com o indicador da mão direita a servir de apoio, deixando os restantes dedos livres para percutir a pele.
A origem do adufe é tema de debate aceso académico. A designação deriva do árabe duff ou daff, e é frequente atribuir-lhe uma introdução na Península Ibérica durante a dominação islâmica, entre os séculos VIII e XII. Contudo, há investigadores que apontam para raízes muito mais antigas, médio-orientais e mediterrânicas, anteriores à expansão árabe. O que é certo é que há registos escritos medievais que testemunham o uso do adufe em todo o território português. Numa Cantiga de Amigo do século XIII, atribuída ao jogral Martin de Ginzo, encontra-se uma das referências mais antigas ao instrumento.
Com o passar dos séculos, o adufe foi-se retirando da maior parte do território. No século XX, persistia em algumas regiões do interior, como Trás-os-Montes (onde tomou a designação de pandeiro), Beira Baixa, Beira Alta, Alentejo e Alta Estremadura. Hoje, é na Beira Baixa que o adufe atingiu a sua expressão mais plena e viva, sobretudo nos concelhos de Idanha-a-Nova, Castelo Branco, Penamacor e Belmonte.
O adufe é um instrumento exclusivamente feminino nesta região. São as mulheres - as adufeiras - que o tocam e cantam, passando o saber de geração em geração. O repertório é vasto e variado: cantares religiosos como as alvíssaras da Páscoa, cantigas de romaria, cantos de S. João e danças.
O adufe está também associado a uma dimensão quase ritualística. A tradição oral diz que o caixilho deve ser feito de pau de laranjeira — árvore ligada ao matrimônio pela flor de laranjeira —, e que uma das peles deve ser de animal macho e a outra de fêmea, para que o instrumento soe em harmonia.

Bombo
O bombo é o instrumento de percussão mais visível (e mais sonoro!) das festas populares portuguesas. É um bimembranofone (tem duas membranas) cilíndrico de grandes dimensões, que pode existir em vários tamanhos, produz um som grave e poderoso que carrega o ritmo de marchas, procissões e grupos de folclore de norte a sul do país. É tocado na posição vertical, suspenso em frente ao corpo do executante por uma correia ao ombro, e percutido com uma ou duas baquetas.
A sua presença é transversal a todas as regiões do continente e ilhas. No Minho, os grupos de Zé-Pereiras — formações de percussão que precedem procissões e animam festas — fazem do bombo a espinha dorsal do seu som, em conjunto com a caixa e a gaita-de-foles. No Douro, acompanha as vindimas. Nos ranchos folclóricos de todo o país, o bombo marca o tempo para a dança. Em muitos arraiais, o trovão do bombo é o primeiro sinal de que a festa começou.
O bombo usado na percussão de marcha tradicional tem peles naturais e estrutura de madeira, fabricado artesanalmente por construtores regionais. A sua aparência é frequentemente personalizada com pinturas decorativas ou as cores da localidade. Tocar bombo parece simples, mas exige rigor: uma pancada fora do tempo pode desestabilizar todo o grupo, seja a dançar, seja em marcha.
Conheçam a Oficina César, um dos mais importantes construtores de bombos em Portugal
Para sentir o poder dos bombos em acção, vale a pena ver os Zés-Pereiras nas Festas de Nossa Senhora da Agonia em Viana do Castelo — uma das concentrações mais impressionantes de percussão de marcha em Portugal.

Bombos Artesanais no Salão Musical
Tamboril
O tamboril é um dos instrumentos mais antigos do folclore europeu e tem em Portugal uma presença documentada desde a Idade Média. Trata-se de um bimembranofone cilíndrico, mais alto do que a caixa, com bordões nas peles de ambas as faces e tocado com uma única baqueta. A sua particularidade essencial está na forma como é usado: o tamborileiro toca o tamboril com a mão direita enquanto toca simultaneamente uma flauta de três furos com a mão esquerda, constituindo um par instrumental unitário — a flauta e tamboril.
A flauta do tamborileiro possui apenas dois orifícios mais um na traseira, produzindo a escala através dos harmónicos gerados pelo sopro do executante. Esta característica especial permite que uma única pessoa toque os dois instrumentos em simultâneo. Na Carta de Pero Vaz de Caminha, de 1500, o tamboril já é mencionado como instrumento levado na frota de Cabral.
Em Portugal, o conjunto flauta e tamboril encontra-se nas Terras de Miranda, em Trás-os-Montes, e na raia do Baixo Alentejo, nas zonas fronteiriças dos concelhos de Serpa, Moura, Barrancos e arredores.
Na região mirandesa, o tamborileiro substitui a gaita-de-foles em certas danças e desempenha funções cerimoniais. No Alentejo, o tamborileiro acompanha peditórios, procissões e festas patronais. A partir da segunda metade do século XX, a prática do tamborileiro sofreu um declínio acentuado, mas há sinais de recuperação por parte de jovens músicos.
Caixa / Tarola
A caixa é um bimembranofone cilíndrico, mais largo do que alto, com bordões metálicos sobre a pele inferior que lhe conferem o timbre característico, seco e repicado. É percutida com duas baquetas. Ao contrário do bombo, que marca o tempo forte, a caixa responde com rufos, floreados e acentuações que dão dinamismo e energia à música.
Na percussão de marcha e nos conjuntos de ranchos folclóricos, a caixa e o bombo formam um par inseparável. Os Zé-Pereiras do Minho são o exemplo mais emblemático desta parceria. Os bombos são por vezes tocados em grandes grupos de percussão, nas paradas e nos cortejos festivos, um pouco por todo o norte de Portugal. A caixa tradicional portuguesa, fabricada artesanalmente com estrutura e aros de madeira e pele natural, distingue-se das tarolas de construção mais industrial pelos materiais e pelo timbre mais quente e orgânico.

Caixas de Banda no Salão Musical
Pandeireta
A pandeireta é um membranofone de aro circular, geralmente de madeira, com uma membrana de pele e soalhas metálicas aos pares encaixadas no aro. É segura numa mão e percutida com a palma, os dedos ou o punho da outra, podendo também ser agitada para produzir som. Tem uma longa história europeia e mediterrânica, com representações que remontam ao mundo romano e possivelmente antes.
Em Portugal, a pandeireta está presente em várias regiões, com formas e designações ligeiramente distintas. No Alto Alentejo, as pandeiretas são frequentemente ornamentadas com berloques e fitas coloridas e usadas pelas mulheres para acompanhar cantares a duas vozes.
No Ribatejo, aparece no fandango e noutras formas musicais locais. Nas ilhas, está igualmente presente em contextos folclóricos. A pandeireta distingue-se do adufe pelo formato circular e pela presença das soalhas; distingue-se do pandeiro — termo mais comum no norte do país para o adufe quadrangular — pelo tamanho e contexto de uso.

Sarronca
A sarronca é um instrumento singular, classificado como membranofone de fricção. A sua estrutura é rudimentar mas eficaz: um cântaro de barro serve de caixa de ressonância, a boca é coberta por uma pele esticada, e uma haste de cana ou madeira trespassa essa pele pelo centro. O executante fricciona a haste longitudinalmente, fazendo a pele vibrar e produzindo um som grave e ronco, o que lhe dá o nome. É conhecida também por ronca, roncadeira, zamburra ou zurra-burros, conforme a região.
A sarronca é conhecida por diferentes nomes e com materiais diversos, de acordo com a zona onde é feita. É um instrumento tipicamente associado ao período do Natal, especialmente no Alentejo, e em particular na região de Elvas, onde era fabricada em olarias locais em grande quantidade para a época festiva.
Idiofones: o instrumento como fonte de som
Ferrinhos (Triângulo)
Os ferrinhos são o nome popular do triângulo em Portugal. Consistem num ferro em forma triangular, aberto, no qual se bate com um pequeno ferro cilíndrico chamado batente. Suspenso de um fio, enquanto uma mão sustenta o triângulo, a outra faz a percussão, pondo o corpo em vibração. O som é agudo, brilhante e penetrante, com uma ressonância característica que atravessa qualquer conjunto instrumental.
Têm-se conhecimento deste instrumento na Europa desde o século XIV. Em Portugal, são usados um pouco por todo o país, sendo um dos idiofones mais universais do folclore nacional. Estão presentes em rusgas, chulas, rogas das vindimas, ranchos folclóricos e bandas filarmónicas. Os ferrinhos são um idiofone metálico que funciona muito bem a marcar pulsação em grupos com cordas e percussão mais grave. A aparente simplicidade do instrumento não dispensa rigor rítmico: o ferrinho que erra o tempo dá tanto nas vistas como o bombo.

Triângulos (Ferrinhos) no Salão Musical
Trancanholas
Este idiofone de construção simples é muito usado na zona de Amarante, no Baixo Douro. São duas lâminas simétricas de madeira de carrasco, azinheira ou oliveira, unidas por uma fita ou fio de couro,e são tocadas como as castanholas. Os executantes deste instrumento são predominantemente os bailarinos masculinos, que marcam o ritmo enquanto dançam.
As lâminas permitem uma execução com apenas uma das mãos, com as lâminas separadas pelo dedo médio e, para um instrumento tão simples, tem um som e uma riqueza rítmica que complementa a percussão mais grave e simples de outros instrumentos.
Castanholas
As castanholas são dos idiofones mais difundidos em Portugal e na Península Ibérica. Constituídas por dois pedaços côncavos de madeira — tradicionalmente de castanheiro —, ligados por um cordão que se enrola no polegar, produzem um som seco e oco quando percutidos pelos restantes dedos. A origem do instrumento é muito antiga: há referências a instrumentos semelhantes nas civilizações fenícia, grega e romana, tendo-se difundido pelo Mediterrâneo ao longo de milénios.
Em Portugal, as castanholas são usadas sobretudo pelos homens, a acompanhar danças e cantares festivos. Nos pauliteiros de Miranda do Douro e Mogadouro, são usadas castanholas de forma oblonga nas danças, em alternância com os paulitos. No Alentejo, na Estremadura e no Douro Litoral também são comuns. Na Madeira existe uma variante local, fabricada em madeira diferente e com o nome de cartaxinhos ou grilhinhos. Uma variante mais simples consiste em duas pequenas tábuas compridas — as tabuinhas — que se seguram entre os dedos e batem uma na outra ao sacudir da mão.
Cântaro ou Bilha com Abano
A bilha com abano é um exemplo particularmente curioso de instrumento improvisado que se tornou parte integrante do folclore de certas regiões. Consiste numa bilha de barro ou um cântaro de latão percutido na sua abertura por um abano de palha ou uma alpercata.
O executante segura a bilha debaixo do braço e bate na boca do utensílio, produzindo um som grave que marca o compasso. É um aerofone na sua mecânica — é o ar que vibra — e não, estrictamente, um idiofone, mas a sua função e uso inserem-no plenamente no universo dos instrumentos de percussão tradicionais.
Este tipo de instrumento é muito utilizado em grupos folclóricos de várias regiões e existe em formas semelhantes um pouco por todo o mundo, revelando como a necessidade de ritmo leva as comunidades a transformar objectos do quotidiano em instrumentos musicais.
Tabuinhas / Tréculas
As tabuinhas — também chamadas tréculas — são um idiofone de madeira constituído por cerca de dez a vinte pequenas placas rectangulares ligadas por cordéis, com espaço entre elas.
O executante segura as extremidades e o movimento das mãos faz as placas bater umas nas outras, produzindo um som seco e ritmado. Em Barcelos, este instrumento é conhecido como tabuinhas; o termo tréculas é o designativo mais geral em português. São muito utilizadas por grupos folclóricos e têm um carácter festivo e um pouco travesso que as torna populares em contextos de animação popular.

Um instrumento que assenta nos mesmos princípios é o kokiriko.

Castanhola de Cana / Caninha
A caninha, também chamada cana rachada ou castanhola de cana, é um idiofone simples feito de uma cana de bambu fendida longitudinalmente. Ao ser percutida ou friccionada, produz um som seco e agudo. É tocada na região da Lezíria Ribatejana e outras regiões para acompanhar ritmos e danças. Trata-se de um exemplo de instrumento primário, de fabrico imediato, que encontra paralelo em culturas de todo o mundo.
A distribuição regional dos instrumentos de percussão
A percussão tradicional portuguesa não se distribui uniformemente pelo território. Há instrumentos que são quase exclusivos de uma região, outros que se encontram por todo o país com variações locais, e outros ainda que foram desaparecendo e persistem apenas em zonas de fronteira ou em contextos de revivalismo.
Nas regiões mais interiores e montanhosas, encontram-se membranofones percutivos como o pandeiro, o adufe e o tamboril, usados para marcar ritmo sem alterar a tonalidade das melodias. Nestas regiões verifica-se uma quase total exclusão dos cordofones do repertório tradicional. A percussão era o sustento rítmico da música pastoril e das comunidades rurais mais isoladas.
- No Minho, dominam o bombo e a caixa dos Zé-Pereiras, os ferrinhos e as castanholas, em contextos de rusgas, chulas e procissões festivas.
- No Douro, o bombo e os ferrinhos acompanham as rogas das vindimas.
- Em Trás-os-Montes, o adufe (chamado pandeiro), o tamboril e as ferranholas têm presença histórica documentada.
- Na Beira Baixa, o adufe atinge a sua expressão mais autêntica e viva, nas mãos das adufeiras.
- No Alentejo, a pandeireta, a sarronca e o tamboril do baixo alentejano constituem um universo percussivo com carácter próprio.
- No Ribatejo, a pandeireta e a caninha acompanham o fandango e outras danças.
- Nas ilhas, os ferrinhos estão presentes nos foliões açorianos e o bombo marca presença no folclore da Madeira e dos Açores.
A percussão tradicional hoje: entre a preservação e a reinvenção
Muitos destes instrumentos sofreram um declínio acentuado ao longo do século XX, à medida que o mundo rural se transformou e as práticas comunitárias que os sustentavam foram desaparecendo. Alguns, como o tamborileiro alentejano, chegaram quase à extinção. Outros, como o adufe, mantiveram-se vivos graças à dedicação de grupos etnográficos e de comunidades que continuaram a praticar as tradições com seriedade.
Nas últimas décadas, assistimos a um renovado interesse por estes instrumentos. Grupos de etnomusicologia, escolas de música e músicos de formação contemporânea têm redescoberto o valor sonoro e cultural da percussão tradicional portuguesa.
O projecto A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, de Tiago Pereira, foi decisivo para levar estes sons a uma nova geração, filmando executantes tradicionais nas suas comunidades e tornando o arquivo acessível a toda a gente. Plataformas como o Folclore.PT e o Musis disponibilizam informação organológica detalhada para quem quiser aprofundar o estudo.
Ao mesmo tempo, músicos de vanguarda têm incorporado o adufe, os ferrinhos e o bombo em composições contemporâneas, cruzando a tradição com o jazz, a música experimental e a electrónica. Este diálogo entre o arcaico e o moderno não é uma contradição, é uma forma de garantir que estes sons continuam a ser ouvidos e a fazer sentido para as gerações que cresceram longe das aldeias onde nasceram.
Conclusão
A percussão tradicional portuguesa é um reflexo da história, da geografia e da alma de um povo. Do adufe quadrangular das adufeiras de Monsanto ao bombo dos Zé-Pereiras minhotos, da sarronca alentejana às castanholas de Miranda, cada instrumento carrega consigo a memória de um modo de vida, de uma festa, de um ritual.
Conhecer estes instrumentos é uma forma de compreender melhor quem somos e de onde vimos musicalmente. Tocá-los ou simplesmente ouvi-los no seu contexto original, numa romaria ou num arraial é uma experiência que não tem substituto.
Se ficaram curiosos, o próximo passo é simples: procurem um rancho folclórico na vossa região, ouçam as gravações de campo de Ernesto Veiga de Oliveira e Michel Giacometti, ou explorem o acervo do projecto A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria. A percussão que sustentou séculos de festa está à espera de ser redescoberta.
E, se quiserem ter alguns destes instrumentos, visitem a nossa loja online e descubram os que temos em catálogo.
Foto Helderrobalo (This file is licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported, 2.5 Generic, 2.0 Generic and 1.0 Generic license.)