Orquestras clássicas & bandas rock em concerto

Orquestras clássicas & bandas rock em concerto

Foto Larisa Birta / Unsplash

Muitos músicos que eletrizaram as últimas gerações com a sua música são grandes fãs de compositores clássicos. Mozart, Strauss, Verdi, são também uma espécie de estrelas rock da sua era. Se pensarmos que o melhor riff de sempre é da 5ª de Beethoven e que só tem aquele impacto com uma orquestra, então as afinidades são mais do que as diferenças. 

Nos anos 60 e 70, o rock atingiu dimensões sinfónicas. Para dar essa dimensão extra à música eletrificada, algumas bandas começaram a trabalhar a sua música com arranjos para orquestra, algo que se tornou bastante comum à medida que o rock se foi tornando um género clássico também. 

Vamos conhecer cinco dos melhores concertos rock acompanhados por orquestra e ouvir como guitarras elétricas e violinos, afinal, se conseguem dar lindamente. 

Deep Purple

Concerto for Group and Orchestra

Apesar de serem autores de um dos riffs mais populares entre principiantes em lojas de música, os Deep Purple trouxeram uma nova complexidade e som ao rock tradicional. No final dos anos 60, os Deep Purple recrutaram a muito prestigiada e séria Royal Philharmonic Orchestra e encheram o igualmente respeitável Royal Albert Hall, em Londres, para tocar uma obra composta por Jon Lord, um dos teclistas mais lendários da história do rock, para banda e orquestra.

Com um público diferente do habitual em concertos com orquestras clássicas, o Concerto for Group and Orchestra é uma demonstração poderosa da capacidade musical de ambos conjuntos, com uma dinâmica e dimensão com que apenas Phil Spector imaginava com a sua Wall of Sound. O movimento final do Concerto merece toda a vossa atenção. 

Yes

Symphonic Live

Outra das bandas a tentar uma colaboração com orquestra sinfónica na mesma altura dos Deep Purple foram os Yes. No entanto, foi preciso esperar até aos anos 2000 para ser registada em disco. Em 2001, a banda corria mundo com a sua Yessymphonic Tour e aproveitou uma paragem na Holanda para tocar com a European Festival Orchestra e gravar um disco ao vivo. 

Os Yes sempre apreciaram os clássicos, compondo músicas baseadas em obras de Brahms e abrindo concertos com Stravinsky. Não é de estranhar que o estilo progressivo de uma das bandas mais importantes do fim do século XX encaixe na perfeição com arranjos sinfónicos, como podemos ver aqui.

Metallica

S&M

Quando os Metallica, em 1999 e ainda no topo da sua popularidade, se juntaram a Michael Kamen e à San Francisco Symphony para tocar alguns dos seus temas mais icónicos, alguns fãs e puristas - tanto da música clássica como do heavy metal - torceram o nariz. A ideia de ter arranjos sinfónicos para as suas canções já existia há algum tempo, graças à paixão que Cliff Burton - o épico baixista original da banda - tinha por música clássica. Como o Concerto for Group and Orchestra dos Deep Purple é também um dos discos favoritos do baterista Lars Ulrich, era inevitável que a banda enveredasse por este caminho.

Michael Kamen, compositor e maestro com um extenso currículo em unir o sinfónico ao rock, dirigiu e tratou dos arranjos, permitindo aos Metallica gravar um álbum que mostra a intemporalidade e qualidade musical das suas composições.  

Steve Vai

Sound Theories I&II

Steve Vai é conhecido pela sua obra a solo mas fez parte de um dos grupos mais versáteis e experimentais da história da música: os Mothers of Invention, a banda de Frank Zappa. Este pormenor faz a diferença em qualquer currículo, mas Vai desbravou o seu caminho como músico virtuoso da guitarra eléctrica, sendo um dos maiores e mais influentes guitarristas da actualidade.

O experimental e o épico foram sempre uma marca da sua música, muitas vezes com claras inspirações clássicas. Por isso, não foi de estranhar quando Steve Vai se juntou a uma orquestra para gravar Sound Theories I&II, um disco onde toda a subtileza e sensibilidade de Vai se misturam com a riqueza tímbrica e sonora que só uma orquestra consegue dar, com alguns momentos de puro fogo de artifício musical. 

Sergio Vallín

Microsinfonías

Sergio Vallín é o guitarrista de uma das bandas mais famosas do México, os Maná. Depois de em 2008 ter trabalhado com uma orquestra sinfónica numa composição para mariachi, guitarra elétrica e acústica, Vallin ficou com a ideia de fazer um disco com uma orquestra. O projecto ficou a marinar mais de 10 anos e, em Janeiro de 2021 lançou Microsinfonías.  

Vallin aproveitou a oportunidade para demonstrar todo o seu virtuosismo e musicalidade cruzando todas as suas influências: rock, música caribenha, latino americana, e música clássica. Com a Orquestra Sinfónica de Praga e na companhia de alguns convidados especiais, como Steve Vai, Carlos Santana ou Juan Luis Guerra, Vallin fez um disco fantástico, com uma produção sonora e arranjos de grande qualidade.

Existem muitos outros discos que cruzaram rock e orquestras clássicas, mas estes cinco dão uma ideia do que melhor que se fez. Se tiverem um favorito que não esteja nesta lista, partilhem-no connosco nos comentários.

Música é a combinação de vários sons. Seja qual for o estilo, a escola, o género ou o balanço, façam a vossa mistura. É por isso que fazer música é uma atividade tão divertida. 

Se já pensaram pegar na vossa banda de rock e tocar com uma orquestra clássica ou filarmónica,  então precisam de instrumentos que se façam ouvir com definição e qualidade. O Salão Musical tem guitarras, amplificadores, baixos eléctricos, teclados e baterias para formações rock, e instrumentos de arco e de sopro para orquestras e músicos em formação. 

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Publicado no dia 2021-08-05 por Salão Musical de Lisboa Atualidade, Amplificação, Instrumentos de arco, Palcos e Festivais 0 192

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