O que é o MIDI?

O que é o MIDI?

Foto: GVZ 42/Unsplash

O MIDI é uma das tecnologias mais influentes e revolucionárias da indústria musical. Grande parte da música moderna feita com a ajuda de computadores usa MIDI, mas a sua história começa ainda nos anos 80 do século passado.

Venham descobrir o que é o MIDI e como é usado para fazer música.

 

O que é MIDI?

História

Para que serve o MIDI?

USB vs MIDI: Qual é a diferença?

Controladores MIDI

O impacto do MIDI na indústria musical

 

O que é MIDI?

MIDI significa Musical Instrument Digital Interface. É um protocolo de comunicação que permite a interação de instrumentos num ambiente digital. O que o MIDI faz é criar uma série de sinais e controlos que serão traduzidos - por outro instrumento ou num editor de áudio digital - em som.

De forma simplista, o MIDI gera uma espécie de pauta digital: indica as notas, a duração, a velocidade, a modulação, entre outros parâmetros. Mas, em vez de usar sinais numa folha de papel, usa comandos que instruem o receptor sobre como reproduzir o som. A vantagem é que tudo isto acontece sem latência, usando ficheiros muito pequenos, altamente editáveis, aos quais podem ser associados os sons que quisermos, desde baterias a sintetizadores.

Um controlador MIDI não produz som por si mesmo. Apenas controla os sinais enviados para o programa ou sintetizador que usa essa informação para gerar o som.

História

O MIDI surge nos anos 80 para sincronizar instrumentos musicais eletrónicos de marcas diferentes. Cada marca tinha o seu próprio protocolo de sincronização, que permitia diferentes equipamentos trabalharem em conjunto, mas isso não satisfazia os músicos mais exigentes.

O fundador da Roland, Ikutaro Kakehashi, ao sentir que a falta de um protocolo comum estava a limitar a evolução da música eletrónica e dos seus instrumentos, abordou algumas empresas para criarem um protocolo padrão. Após algumas tentativas falhadas, Kakehashi reuniu esforços com o presidente da Sequential Circuits, Dave Smith, e representantes da Yamaha, Korg e Kawai, para desenvolverem um sistema que permitisse a ligação entre instrumentos musicais de diferentes fabricantes.

Em 1983, o mundo assistiu à primeira ligação MIDI para sincronizar sintetizadores e, rapidamente, a maioria das marcas decidiu adoptar esta tecnologia. Até ao final da década, o MIDI era a tecnologia musical de maior expansão e com mais influência na sonoridade da época, com um impacto que se mantém até hoje.

O MIDI está na versão 2.0 desde 2016 e é considerada como uma das primeiras tecnologias open-source, já que, sendo de uso livre todas as empresas o poderiam usar. Só assim conseguiu estabelecer-se como uma tecnologia padrão, de uso generalizado.

 

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Para que serve o MIDI?

Assim que os computadores pessoais começaram a ser usados para fazer música, o MIDI ganhou uma outra vida, já que o ambiente digital é o seu habitat natural. Se originalmente os instrumentos MIDI eram ligados em série para criar novos sons a partir de um instrumento mestre, hoje em dia os editores de áudio digitais permitem usar sinais MIDI para compor música, usando bancos de sons e softwares que permitem personalizá-los e editá-los.

Como o MIDI baseia-se num sinal eletrónico e não numa onda de áudio, é muito mais fácil e versátil de editar, em todos os parâmetros disponíveis. O sinal indica, por exemplo, que uma nota está on ou off. Num ficheiro áudio, se essa nota estiver no meio de outras em simultâneo, não pode ser eliminada. Mas, num ficheiro MIDI, pode ser apagada, alterada, ou mesmo adicionada, sendo possível atribuir-lhe a duração, velocidade e parâmetros que quisermos.

Com um controlador MIDI podemos ter o equivalente a um sintetizador modular, mas com muitos menos componentes. Podemos também gerar vários sons de instrumentos diferentes, usando apenas um sinal original.

A música eletrónica de dança (EDM) usa o MIDI para criar sequências rítmicas, harmónicas e melódicas, muitas vezes sem recorrer a uma única fonte de áudio. Ou então, para disparar samples de áudio pré-atribuídos a um sinal do controlador.

 

 

USB vs MIDI: Qual é a diferença?

Desde 1999 que existe um protocolo de transmissão de sinais MIDI por USB. Esta ligação universal, existente em praticamente todos modelos de computador, permitiu que qualquer músico pudesse ligar um controlador MIDI ao seu dispositivo. Isto levou a que surgissem controladores MIDI de todos os tipos, aplicações e preços, que descem a cada ano que passa.

A grande diferença está, obviamente, na ligação. Em vez do conector tradicional de 5 pinos do MIDI, os dois dispositivos ligam-se através de um cabo USB, que transmite de forma igualmente eficaz os comandos eletrónicos do controlador para o computador, tablet ou smartphone.

 

 

Controladores MIDI

Existem diversos tipos de controlador de MIDI, mas vamos falar dos três tipos mais comuns.

O controlador MIDI em formato de teclado é em tudo semelhante a um teclado eletrónico normal, mas não produz som. Apenas emite ordens ou sinais para um dispositivo que usa um banco de sons ou um software para gerar áudio.

Teclado Controlador MIDI Roland A300 Pro

Teclado Controlador Midi Roland A 300PRO R 32 Teclas

 

Existem outros tipos de controladores que, no fundo, são apenas um conjunto de botões aos quais é atribuída uma função específica (uma nota, uma ordem, um efeito, um sample) e que podem ser tocados como um teclado, como podemos ver aqui.

 

 

Outro tipo de controlador muito comum são os utilizados para percussão. O princípio é o mesmo que o de um teclado, só que, em vez de teclas, temos pads ou almofadas que são tocadas com baquetas. A versatilidade é tanta que em vez de sons de bateria podemos atribuir sons de piano, ou de outra coisa qualquer. Até podemos usar o pad para disparar sequências rítmicas inteiras.

Roland SPD-SX Sampling pad

Roland SPD-SX Sampling pad

 

As baterias digitais também trabalham com um protocolo MIDI.

Controlador de DJ Roland DJ-202

Controlador de DJ Roland DJ-202

 

Com a música a abraçar os formatos digitais, os DJs deixaram de andar carregados com os discos às costas e passaram a ter de misturar as suas faixas noutro tipo de dispositivos. Os controladores de DJ permitem manter as ações normais de acerto de faixas, e também a possibilidade de as alinhar automaticamente, acertar BPMs, criar loops instantâneos, organizar as bibliotecas de áudio, e até inserir novos sons para remixes na hora.

 

O impacto do MIDI na indústria musical

O MIDI é o centro dos estúdios caseiros. Com um simples controlador e o software indicado podemos ter ao nosso dispor desde o som de um instrumento tradicional chinês até uma orquestra completa, os sintetizadores mais lendários ou os sons de bateria mais icónicos.

Isto revelou-se de extrema importância para indústria cinematográfica que passou a não ter de contratar orquestras inteiras para fazer as bandas sonoras dos filmes. Alguns dos compositores mais consagrados de música para cinema usam controladores MIDI e softwares que lhes dão acesso a uma quantidade quase infinita de sons.

Hans Zimmer é um dos melhores exemplos deste cenário.

 

 

Alguns críticos acham que o MIDI não reproduz a mesma emoção que uma interpretação em instrumentos acústicos, e que cada vez mais nos afastamos da criação musical em direção ao design áudio.

Mas o MIDI abriu um enorme mundo de possibilidades a músicos que não tinham acesso nem a pianos acústicos, quanto mais a uma orquestra sinfónica. Com um só controlador podem ter todos os sons que quiserem, para fazer a música que mais gostam.

E isso é o mais importante. Digitais, elétricos ou acústicos, o Salão Musical tem os instrumentos que precisam para fazer a música que querem. Visitem a nossa loja online hoje, e vejam o que temos em catálogo.

Publicado no dia 2022-08-19 por Salão Musical de Lisboa Atualidade, Pianos 0 243

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